NO passado dia 31 de Março, por volta das 13.00 horas, mais de cinco centenas de automobilistas que usaram a Av. de Moçambique, foram colhidos de surpresa em ambos os sentidos daquela via de entrada e saída da cidade capital.

Tratou-se de uma situação que, não sendo nova mas de certa forma repetitiva, acabou por deixar milhares de pessoas à beira de um ataque de nervos, visto que muita gente não esperava que a “cena” ia se verificar exactamente naquela hora.

Depois do semáforo da entrada do bairro de Bagamoyo, um camião-cavalo, carregado de varões de ferro, atravessou as duas faixas de rodagem para o sentido George Dimitrov (Benfica) e avariou naquela posição.

A fila de carros estendeu-se daquele ponto até depois da entrada do bairro 25 de Junho, não oferecendo qualquer alternativa de mobilidade para muitos automobilistas, agravado pelo facto da rua principal do “Bagamoyo” se encontrar encerrada devido a trabalhos de pavimentação.

Muitos carros que seguiam para fora da cidade usaram uma das faixas do sentido contrário, situação que acabou por causar transtornos para as viaturas que vinham do lado do “Benfica” e, imagine-se, o caos que se instalou naquele ponto.

A pergunta que surgiu naquela altura foi de como é possível um camião obstruir uma via principal acima de 20 minutos, como é que a impunidade pode ser um espelho que pretende nos retratar mal.

A questão da falta de planificação surge pelo facto de sistematicamente estarem a ser licenciados ao longo da Av. de Moçambique uma série de serviços, principalmente de venda de materiais de construção, cuja actividade acaba negativamente afectando o tráfego rodoviário. São camiões, carrinhas e viaturas ligeiras que se movimentam a procura daqueles serviços, causando transtornos ao trânsito que a toda a hora se faz à esta avenida. Depois do “25 de Junho” até quase a entrada de Marracuene, foram abertos aqueles tipos de serviços e, sempre que se movimenta um camião-cavalo, o tráfego que espere e há que rezar para não haja uma avaria…

Os utilizadores da avenida em causa acabam por pagar o preço da falta de planificação, onde parece que os licenciamentos de serviços não parecem ser objecto de uma avaliação preliminar, qualquer coisa como quem quer fazer, faz.

Na nossa opinião, há determinados níveis de serviços que nunca deviam ser licenciados junto das vias mais movimentadas da cidade, sobretudo pelo facto de nós termos estradas que não oferecem alternativas e que, em caso de obstrução, é suficiente para “entupir” o tráfego.

Sabendo-se que não havendo alternativa para que esses serviços sejam instalados nas zonas interiores, também não devemos fechar os olhos perante causas da falta de espaço e permitir que situações que originam mal-estar nas pessoas comecem a ser uma constante.

Não é menos verdade que nas cidades de Maputo e da Matola muitos projectos terão ficado inviabilizados devido aos altos custos das compensações por causa da ocupação desordenada das reservas de estradas, há quem entenda que licenciar certos serviços de elevada envergadura não pode constituir problema no futuro.

Andamos a permitir uma série de situações e mais tarde havemos de correr “atrás do prejuízo”, a exemplo do que aconteceu em relação a cedência quanto ao licenciamento de barracas junto das escolas e foi o que todo o mundo viu.

Mubêdjo Wilson

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Opinião & Análise

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