MULHERES com idades compreendidas entre 18 e 24 anos de idade foram as que mais procuraram os cuidados de saúde do Centro de Saúde de Ndlavela, província de Maputo, depois de serem violadas sexualmente.
Segundo Bachir Macuácua, director do Centro de Atendimento Integrado às Vítimas de Violência (CAI), que funciona junto á unidade sanitária, durante o ano passado, pelo menos 84 mulheres fizeram-se àquele posto de saúde vítimas de violência sexual, contra 22 de 2012.
Do total, 32 por cento é constituída por jovens cujas idades variam entre 18 e 24 anos; 28 por cento de maiores de 25 anos e 13 por cento raparigas dos 15 a 17 anos. Consta ainda que 13 por cento são meninas dos 10 a 14 anos, 8 porcento dos cinco a nove anos e sete por cento dos zero a quatro anos.
“Com estes dados, não podemos afirmar categoricamente que a maioria das vítimas de violência sexual é constituída por mulheres adultas porque as crianças por si só não vão ao hospital, precisam que alguém lhes acompanhe”, chamou atenção Bachir Macuácua.
A maioria das vítimas é residente no Ndlavela e em bairros circunvizinhos. Em muitos casos é difícil chegar-se ao violador, porque a vítima quando chega a unidade sanitária diz que não conhece o agressor, mas no trabalho que fizemos na comunidade, a população diz que conhece os agressores. As vítimas têm a tendência de encobrir o violador”, referiu Bachir Macuácua.


