ADJUNTO do Comissário da Polícia é a quarta patente mais importante da hierarquia policial, isto depois de primeiro adjunto do comissário, comissário e inspector-geral da Polícia, o topo da carreira.

Pela primeira vez e em 39 anos de existência, a Polícia da República de Moçambique (PRM) conta com uma mulher a atingir uma tão elevada patente. Estamos a falar de Arsénia Felicidade Massingue, nascida a 11 de Março de 1972, em Chicumbane, distrito de Xai-Xai, província de Gaza, que tem ainda a cidade de Tete, a sua segunda terra, pois é lá onde cresceu.

A patente de adjunto do comissário da Polícia confere a Arsénia Massingue o direito de pertencer à classe dos generais da Polícia, tornando-se na primeira mulher a conquistar a prestigiada categoria.

Também pela primeira vez na história da Polícia, assumiu, como mulher, o cargo de comandante provincial da Polícia. De 2005 a 2008, foi comandante provincial de Manica, tendo depois passado para Nampula. Em 2011 foi transferida para a província de Inhambane, onde ocupou o mesmo cargo até 2012. Depois de ter dirigido três províncias foi nomeada inspectora-geral do Ministério do Interior, cargo que ocupa até hoje.

“Ser primeira mulher a dirigir um comando provincial da Polícia - e para o meu caso foram três províncias-, representa muitos desafios. Felizmente, fui bem recebida e lembro-me que quando cheguei a Manica, os colegas que faziam o colectivo de direcção no comando provincial, tinham sido meus instrutores. Uma coisa é escola e outra é implementação dos conhecimentos no terreno. Aquilo que hoje sou, é graças a essa escola, a essa aprendizagem que tive no terreno dos meus colegas e outros quadros. Isto para dizer o quê? Que a minha nomeação como comandante provincial serviu de estímulo para que mais colegas pudessem ser indicadas para esta área. Demorou mas aconteceu” – disse.

Arsénia Massingue entrou na Polícia em 1994, após treinar na Escola Prática da Polícia, em Matalana. Trabalhou no Centro de Formação de Quadros da Polícia, hoje Academia de Ciências Policiais (ACIPOL). Foi secretária e contabilista, até que em 1999 ganhou uma bolsa de estudos para fazer o ensino superior em Ciências Policiais e Segurança Interna, em Portugal.

No seu regresso, em 2004, foi colocada como chefe das operações da 2.ª Esquadra na cidade de Maputo. Pouco tempo depois, foi promovida a comandante da 3.ª Esquadra, também na capital do país. Seguidamente, assumiu o cargo de comandante em Manica, Nampula e Inhambane.

“Tenho dito que é preciso apostar em mais mulheres para diferentes cargos da Polícia. Felizmente, cinco anos depois da minha nomeação para uma província, em 2010, duas colegas foram indicadas comandantes, e hoje voltamos a ter uma. No tempo em que tínhamos três mulheres comandantes provinciais, o país caminhou bem, daí que digo que é preciso dar oportunidade às mulheres para mostrarem o seu real valor. Exercer o cargo de inspectora-geral do MINT, por sinal sendo a primeira mulher, é bastante marcante. O cargo é muito complexo e procuro dar o meu melhor para que o sector funcione em perfeitas condições” – explicou.

A general Arsénia Massingue integra ainda a delegação do Governo às negociações com a Renamo.

 

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