O GOVERNADOR da província de Maputo, Raimundo Diomba, destacou ontem o empenho da Polícia da República de Moçambique (PRM), que tem alcançado resultados positivos nas suas operações, tendo no ano passado atingido, em termos de resposta, 86 por cento dos casos reportados.

Falando na cerimónia de saudação da corporação pela passagem dos 44 anos da sua criação e dos 20 anos da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), Diomba encorajou os membros da PRM a continuarem a combater o crime para manter a ordem e tranquilidade pública.

As celebrações deste ano têm como lema “44 anos da PRM e 20 anos da ACIPOL: Celebrando o ano Eduardo Mondlane, Persistentes na Prevenção e Combate à Criminalidade e na Formação de Quadros em Ciências e Tecnologia Policiais”, o que se afigura como um desafio para a especialização e capacitação dos efectivos.

O governador saúda a dedicação dos membros da PRM na luta contra o crime, os acidentes de viação, destacando que a província de Maputo acolhe o mais amplo parque industrial do país, o que representa para a corporação um desafio permanente.

Refere que este facto exige dos seus membros total engajamento e compromisso pela causa dos cidadãos, de quem deriva o trabalho que produz a riqueza. Encorajou os esforços de todos os membros no combate ao crime, alertando para uma permanente actualização dos métodos de prevenção e intervenção, tendo em conta que os criminosos tendem a adoptar novas formas de actuação.

“Temos consciência de que estes resultados positivos foram conseguidos em condições adversas,decorrentes das limitaçõesfinanceiras a que o Estado está sujeito. Contudo,queremos exortar a que continuem a empenhar-se de forma enérgica no vosso profissionalismo,com vista a garantir a manutenção da ordem, segurança e tranquilidade pública”, disse Diomba, acrescentando que há necessidade de maior dedicação à protecção da linha de fronteira estatal e ao tratamento dos casos de violência doméstica,que têm registado crescimento nos últimos tempos.

Para Raimundo Diomba, o facto de este aniversário decorrer num ano em que teremos as sextas eleições gerais e quintas das assembleias provinciais, há todo o interesse de teros membros da PRM empenhados na segurança eleitoral, para assegurar que o momento de festa não se transforme em disputa conflituosa dos cidadãos.

Apelou aos agentes envolvidos na protecção e segurança durante o processo para observarem, de forma estrita, a ordem legal,evitando, de igual modo, os incidentes eleitorais.

Manifestou solidariedade do Governo pelos sacrifícios consentidos pelos membros da PRM na defesa dos mais nobres interesses do povo e do Estado, e reconhece os esforços que cada um dos seus membros, em cada ponto da província, realiza para ultrapassar as dificuldades de vária ordem.

Com prova deste reconhecimento, muitos membros estão a ser promovidos aos escalões de oficiais superiores e subalternos, sargentos e outros postos da Polícia, fruto da abnegação e engajamento no cumprimento das diferentes missões que caracterizam da PRM.

Para o governador de Maputo, a dedicação, firmeza, responsabilidade e profissionalismo destes oficiais deve caracterizar as acções de todos os membros, com vista a garantir o melhor sossego da população, que sempre espera melhores serviços da corporação.

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O Ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, disse hoje, em Maputo, que ao longo dos 44 anos de sua existência, a Polícia da República de Moçambique tem sabido cumprir a sua sagrada missão de garantir o exercício dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Monteiro falava na Praça dos Heróis moçambicanos, momentos após depositar uma coroa de flores, por ocasião do 17 de Maio, que marca os 44 anos de criação da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Segundo o dirigente, as comemorações do 44º aniversário da PRM constitui o culminar de uma nobre missão assumida pelos membros desta pátria com vista à promoção social.

“Neste sentido, afirmarmos que a celebração do dia da PRM deve constituir para nós um momento de fortalecimento do espírito patriótico, do profissionalismo, entrega ao trabalho em defesa dos mais altos interesses legítimos do povo e do Estado moçambicano”, apontou o governante.

Monteiro sublinhou que, actualmente, a PRM é convocada a dar o seu melhor em defesa do povo, que jurou servir, por isso, segundo ele, a corporação é desafiada a inculcar e promover, continuamente, a atitude do bem-servir, avultando sempre o altruísmo e a bravura.

Ao longo dos 44 anos,  antes de se chamar Polícia da República de Moçambique, a corporação já foi designada Corpo da Polícia de Moçambique (CPM) e Polícia Popular de Moçambique (PPM).

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A Ministra  da Saúde, Nazira Abdula, diz que o sector, que dirige, tem recebido com desagrado algumas informações relacionadas com casos de mau atendimento e cobranças ilícitas nos hospitais.

Falando, quarta-feira, na Assembleia da República (AR), na sessão de perguntas ao governo, que ontem terminou, Abdula disse tratar-se de comportamentos anormais, protagonizados por um grupo limitado de profissionais.

“Estes comportamentos anormais e antiéticos são protagonizados por um grupo limitado de profissionais contra os quais continuaremos a lutar pela sua identificação e respectiva responsabilização”, afirmou.

A ministra referiu, a título ilustrativo, que em 2018 foram apresentadas 1.366 queixas. Destas 293 foram por mau atendimento e 60 por cobranças ilícitas, entre outros casos, “onde houve responsabilização administrativa e criminal”.

Apelou aos parlamentares para ajudarem na sensibilização dos profissionais da saúde, que assim se comportam para a mudança de comportamento. “Eles também são provenientes das nossas famílias e, como tal, todos temos responsabilidades”.

Destacou o papel indispensável das comunidades no combate a este tipo de males, através da criação de gabinetes de utentes e de co-gestão e humanização de atendimento hospitalar.

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O Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração (DDR) dos homens armados da Renamo polarizou, em parte, os debates, ontem, na Assembleia da República (AR), com as duas principais bancadas a divergirem quanto às razões da “demora” no avanço do processo.

O assunto evidenciou-se, quando José Manteigas, deputado da Renamo, disse, em plena sessão de perguntas ao Governo, que “cabe a Renamo decidir aquém indicar” nas listas para cargos nas FDS (Forças de Defesa e Segurança) no âmbito dos entendimentos na mesa do diálogo político, criticando os que “aparecem com sentimento de pena” para com os homens, que ainda se encontram nas matas e armados.

Semana finda, o Presidente da República, Filipe Nyusi, assegurou, durante a visita, que efectuou à província de Inhambane, que o Governo está pronto para reintegrar os homens armados da Renamo, mas que a contraparte estava a “demorar decidir”.

“Se o Presidente da República diz que o processo de desarmamento está a demorar é porque a Renamo não está a entregar as listas dos seus homens”, disse o deputado Damião José, da bancada parlamentar da Frelimo.

Acrescentou que o comportamento da Renamo é ameaça à realização, a 15 de Outubro deste ano, de eleições justas, livres e transparentes. “Entreguem a lista dos vossos homens, para que eles sejam libertos e passem a ser homens úteis para o desenvolvimento do país”.

“Ao negar entregar a lista, a Renamo deixa claro que quer continuar armada. Por favor, entreguem a lista dos homens e as respectivas armas”, disse, por sua vez, o deputado Jacinto Capito, também da Frelimo.

Por seu turno, Galiza Matos Júnior, deputado e porta-voz da mesma bancada, disse que a Renamo persiste em ser, praticamente, o único partido no mundo, que permanece armado, mesmo tendo representação no parlamento.

Sobre o mesmo assunto, o deputado José Manteigas deixou claro que a aposta em alguns nomes de oficiais, que já passaram à reserva ou reforma para integrarem a lista, no âmbito do DDR, resulta do facto de terem passado para esse estatuto de forma compulsiva antes de responderem aos requisitos, caso de idade.

“Na base da exclusão, os generais da Renamo foram à reserva há 15 anos”, disse Manteigas.

A Renamo é acusada de indicar nomes de elementos, alguns generais já reformados do exército, que vivem em cidades como Maputo, auferindo salários, em detrimento de pessoal residual, que ainda está no activo e que vive armado nas matas, que é o principal alvo do processo de DDR.

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AS três bancadas parlamentares na Assembleia da República divergiram ontem, último dos dois dias de perguntas ao Governo à Casa do Povo. A Frelimo faz uma avaliação positiva dos esclarecimentos dados pelo Executivo, enquanto a Renamo e o MDM consideram que os mesmos não satisfazem as suas preocupações. Leia mais.

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