A UNIDADE nacional é o ponto de partida da construção e consolidação dos ideais nacionais de promoção da moçambicanidade, da convivência pacífica, da solidariedade, da inclusão, da tolerância, da elevação da auto-estima e do espírito patriótico. O facto foi defendido ontem, em Cabo Delgado, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na cerimónia de exaltação dos mártires da Mueda.

Segundo o Chefe do Estado, a união em prol duma causa partilhada deve inspirar os moçambicanos na luta pela paz e o progresso.

Sublinhou que este é o significado da tocha da unidade que neste momento percorre o país bem como as comemorações do quadragésimo aniversário da independência a assinalar no 25 de Junho no Estádio da Machava.

O massacre de Mueda, na óptica de Filipe Nyusi, serviu de catalisador da vontade colectiva de independência e liberdade e instigou os libertadores a consentirem sacrifícios de toda a natureza.

O Chefe do Estado apelou à população para que explore e capitalize o significado deste e outros acontecimentos do calendário moçambicano. 

Num discurso acompanhado com vivacidade pela população local, que tomou a homenagem como momento de festa e exaltação dos heróis nacionais, Nyusi recordou que em Mueda compatriotas foram massacrados porque exigiam a liberdade.

“Vimos recordar o acontecimento no lugar onde se deu. Era uma tentativa de pedir o direito à independência através de um diálogo que estava a ser recusado pelo Governo português. Os factos aqui ocorridos não estavam dissociados doutros que se realizaram noutros pontos do país”, indicou, para depois citar as greves nas plantações, portos e fábricas que também estão alinhadas com as acções de resistência dos líderes tradicionais que indicavam o caminho da autodeterminação.

Nyusi deu conta que todo o percurso libertador teve sempre como base o diálogo que considerou como sendo uma virtude nata dum “povo dialogante que inspira a nossa governação”.

“Com a negação ao direito de sermos livres ficou claro que por vias pacíficas não alcançaríamos a independência, o povo entregou-se à causa de libertação muito cedo porque sentiu a dor do massacre de Mueda. Eduardo Mondlane e os jovens do 25 de Setembro escolheram esta região para o desencadeamento da luta de libertação nacional em resultado da falta de vontade dos portugueses de nos darem a independência. Estes factos revelam a importância histórica e política desta região e como o 16 de Junho influenciou muitos jovens a lutarem pela independência a ser comemorada a 25 de Junho”, explicou.

Num outro desenvolvimento, o Chefe do Estado disse que o lançamento do Metical no dia 16 de Junho de 1980 tinha em vista imortalizar a data, porque a moeda significa independência económica e afirmação da moçambicanidade.

O desafio actual é valorizar a moeda para que o país seja respeitado e que seja tomado como arma para atingir o almejado progresso.

O discurso do estadista moçambicano foi antecedido por declarações de dirigentes de partidos políticos e de orações das congregações religiosas.

O antigo Presidente da Republica, Joaquim Chissano, presente na cerimónia, recebeu uma estrondosa ovação da população, ao referir que o exemplo de Moçambique é uma referência em África e no mundo pelo facto de o povo manter a união na diversidade.

A homenagem compreendeu a deposição duma coroa de flores no monumento erguido aos mártires, uma visita à exposição sobre o massacre de Mueda e o diálogo com a população.

Ainda ontem o Chefe do Estado inaugurou a sede do Governo do Distrito de Muidumbe, uma obra que vai permitir acomodar todos os serviços numa mesma área.

Osvaldo Gêmo

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