A PRIMEIRA-DAMA de Moçambique, Isaura Nyusi, reiterou hoje, em Houston, Estados Unidos, que vai prosseguir os seus esforços na luta contra o cancro, sublinhando que não descansará enquanto os moçambicanos continuarem a sofrer deste flagelo.

A esposa do Presidente da República assumiu este compromisso num discurso feito durante a sessão inaugural da conferência internacional do Programa Académico Global (GAP) 2017 – Simpósio Global de Oncologia, promovida pelo Centro do Cancro MD Anderson.

Na sua intervenção, Isaura Nyusi destacou que,  como Primeira-dama de Moçambique, vai prosseguir o seu empenho em programas nacionais para garantir que nenhuma criança, mulher ou homem morram devido ao cancro por falta de informação.

Referiu-se ao cenário em Moçambique, onde o número de casos de cancro é cada vez mais crescente, não só entre homens e mulheres, mas também entre crianças, comprometendo o futuro do país.

Explicou que é frequente, por exemplo, o cancro do útero e da mama, nas mulheres, da próstata e o sarcoma de Kaposi, nos homens, e as leucemias, linformas e os sarcomas, nas crianças.

Estes casos, de acordo com Isaura Nyusi, são agravados pela epidemia do Sida, que assola um em cada 10 moçambicanos, acrescentando que muitos tumores estão relacionados com a infecção pelo HIV. Disse que dia-após-dia cresce o número de crianças órfãs e de outras padecendo desta endemia, privando-as do convívio dos pais e de sorrir e brincar alegremente.

Segundo a Primeira-dama, em Moçambique mais de 22 mil pessoas são diagnosticadas com cancro tardiamente, o que muitas vezes concorre para que não sejam salvas devido ao estado avançado do tumor.

A situação, como explicou a Primeira-dama, deve-se, nalgumas situações, a factores como o obscurantismo, tabus e pobreza. Lamentou a existência de poucos oncologistas treinados ou profissionais com especialização na matéria, considerando urgente para Moçambique uma parceria com o MD Anderson e instituições irmãs do Brasil, nomeadamente o Hospital de Cancro de Barretos, o Centro de Cancro A.C. Camargo e com o Hospital israelita Albert Einstein.

Isaura Nyusi indicou que Moçambique tem vindo a desenvolver várias actividades com vista a melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro, apontando como exemplo disso a aprovação, pelo Governo, do plano estratégico para a prevenção e controlo de doenças não transmissíveis, a criação de um programa de controlo de cancro e acções de advocacia e lançamento de diversas campanhas no país.

A esposa do Presidente da República afirmou que apesar de o cancro representar um fardo, Moçambique encontra nas parcerias a esperança de construir um futuro melhor para os cidadãos.

Reconheceu, porém, que o combate ao cancro é difícil, mas não é impossível de se vencer, sobretudo quando se conta com aliados no combate. “As oportunidades de vitória contra a endemia são maiores”, disse.

Precisou que por acreditar na possibilidade de se vencer o cancro o seu gabinete tem estado a aderir a movimentos nacionais e internacionais, de forma a contribuir na minimização do impacto deste mal no país.

Como membro da Organização das Primeiras-Damas de África (OAFLA), segundo sustentou, tem estado a levar a cabo acções tendentes a contribuir para o esforço nacional de prevenção, gestão e eliminação do HIV e SIDA e do cancro no Continente Africano.

Salientou que o seu gabinete se tem empenhado em programas visando a redução da mortalidade materna, neonatal e infantil, aumentando o conhecimento das comunidades sobre o cancro do colo do útero e da mama no país.

Isaura Nyusi referiu-se ainda a outras acções promovidas pelo seu gabinete, como o reforço nacional da redução do cancro cervical e da mama, apoio ao esforço da criação de um ambiente político favorável para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do cancro do colo do útero, da mama e da próstata, bem como na mobilização de recursos com vista a garantir a realização destas actividades.

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