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Categoria: Política
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A Associação das Empresas Jornalísticas de Moçambique vai realizar na próxima sexta-feira uma Assembleia-Geral para revitalizar a organização e unir-se contra os desafios do sector, disse hoje à Lusa o seu presidente.

Refinaldo Chilengue adiantou que os membros da associação vão escolher novos órgãos directivos, como forma de renovar os corpos sociais da organização.

“Depois da criação da associação, em 2004, houve eventos que levaram a alguma inércia, mas os acontecimentos dos últimos tempos tornam urgente uma resposta consertada por parte das empresas jornalísticas”, declarou Chilengue.

O presidente da Associação das Empresas Jornalísticas de Moçambique apontou a recente aprovação do decreto governamental sobre as taxas na comunicação social como um dos exemplos das ameaças à sustentabilidade do sector no país.

“Estas taxas, que todos consideram absurdas, mostram a premência de as empresas jornalistas e os profissionais do sector ficarem vigilantes a situações que ameaçam a sobrevivência do sector”, disse.

Com uma associação forte, prosseguiu Refinaldo Chilengue, as empresas jornalísticas podem propor um ambiente económico e fiscal mais favorável à viabilidade das empresas.

Unidas, as empresas jornalísticas também estarão em condições de negociar reduções ou isenções nos custos inerentes ao seu funcionamento, destacou.

O governo aprovou, recentemente, um decreto prevendo taxas de licenciamento e acreditação para empresas e jornalistas nacionais e estrangeiros consideradas por vários sectores de draconianas e uma ameaça à liberdade de imprensa no país.

Sob fortes críticas internas e externas, o executivo anunciou que as taxas não vão entrar em vigor enquanto não for aprovado um regulamento, admitindo a possibilidade de negociar a alteração da tabela.