O Governo reitera o seu compromisso no combate cerrado aos focos de corrupção na Função Pública, através do reforço da integridade, com vista a promover e disseminar uma cultura de transparência na gestão da coisa pública.
Segundo o Secretário Permanente do Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP), António Tchamo, o executivo está apostado em combater a corrupção, suas causas, efeitos e agentes, bem como em desenvolver acções contra este flagelo.
“O Governo moçambicano está comprometido em combater, de forma implacável, a corrupção, através de acções constantes nos planos e políticas, bem como apoiando iniciativas dos demais actores que concorram para a restauração da integridade pública”, disse Tchamo, falando ontem, em Maputo, na abertura de um curso de formação dos servidores públicos em matérias de combate à corrupção.
Considerando a corrupção como um mal que mina todos os esforços do Governo tendentes à criação de soluções reais para problemas concretos que assolam o país, o dirigente apelou ao envolvimento de todos na nobre tarefa de combate ao fenómeno.
“Todos juntos ainda somos poucos para enfrentar os desafios do combate à corrupção, mas com pessoas honestas e determinadas na sua erradicação é possível inverter este cenário e garantir maior assistência ao cidadão”, disse.
Tchamo referiu ainda que, mais do que nunca, o Governo está consciente de que para o combate à corrupção pressupõe-se uma acção coordenada de vários sectores, pelo que o executivo encoraja os movimentos anticorrupção para que primam por uma maior abrangência de todos os segmentos da sociedade moçambicana.
A representante do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Maria Helena Ferreira, referiu que, com a formação, pretende-se integrar um grupo de servidores públicos na máquina activa e protagonista de acções concretas, rumo à diminuição massiva de actos de corrupção na administração pública e não só.
“Queremos criar uma capacidade interna nas instituições de disseminar mensagens anticorrupção, identificar situações de risco e agir proactivamente, com vista a reduzir e eliminar actos de corrupção na Função Pública”, destacou.
Ferreira apelou a todos os formandos para disseminarem os conhecimentos que vão adquirir, de modo a contribuir para a concretização dos objectivos traçados. “Estes conhecimentos sobre o combate à corrupção devem ser partilhados no seio das vossas instituições”.
A acção de formação dos servidores públicos em matérias de combate à corrupção, que arrancou hoje, em Maputo, decorre nas instalações do Gabinete Central de Combate à Corrupção, com uma duração de duas semanas.


