Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEA) assinaram ontem, em Maputo, um memorando de entendimento que visa fortalecer os processos eleitorais em Moçambique, abrangendo o parlamento, sociedade civil e os órgãos judiciais e eleitorais, um projecto financiado pela União Europeia (UE), em nove milhões de euros.
“Uma das fraquezas dos nossos processos eleitorais é a própria monitoria, particularmente nos dias de votação e contagem. A monitoria, por parte da sociedade civil, é extremamente importante, pois se pretende que seja neutra”, disse o presidente da CNE, Abdul Carimo. 
Falando na ocasião, Carimo referiu que o fortalecimento de sectores como a sociedade civil deverá jogar papel de realce na aceitabilidade dos resultados eleitorais.

“O projecto vai potenciar a formação dos que intervêm na realização dos processos eleitorais, caso dos nossos colegas do STAE (Secretariado Técnico de Administração Eleitoral)”, disse Carimo, ajuntando que a iniciativa vai ainda beneficiar juízes e procuradores, que são também peças-chave e fundamentais nos processos eleitorais.
De acordo com o presidente da CNE, citado pela AIM, todos estes elementos estão previstos no projecto que faz parte do memorando ora assinado e acredita que o mesmo venha potenciar cada vez mais e melhor os processos eleitorais em Moçambique.
Carimo realçou que o projecto enquadra-se, fundamentalmente, na preparação das eleições gerais e provinciais do próximo ano.

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