A Frelimo vai inquirir Samora Machel Júnior, militante e filho do primeiro Presidente do país, disse ontem à Lusa o porta-voz do partido.

Trata-se de uma questão processual prevista nos estatutos do partido, referiu Caifadine Manasse, pelo facto de Samora Júnior ter tentado liderar uma lista adversária nas últimas eleições autárquicas.

Alguns órgãos de informação moçambicanos apontam a possibilidade de expulsão do partido, mas o porta-voz referiu apenas que caberá ao Comité de Verificação da Frelimo tomar quaisquer decisões.

Apesar das tentativas, a Lusa não conseguiu obter uma reacção de Samora Machel Júnior, que deverá ser ouvido pelo partido nos próximos dias.

Ele disse, em Dezembro, que tentou liderar uma lista concorrente ao município de Maputo, não de uma força política, mas de uma organização da sociedade civil, a Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM) - e que o fez por ter sido preterido no seu partido.

“Eu fui vítima de artimanhas do partido, porque eu concorri internamente, cumpri com todos os requisitos que a directiva impunha, mas fui preterido, e não há explicações até hoje”, referiu em entrevista à Lusa.

Segundo referiu, nunca se juntou “a nenhuma organização política fora da Frelimo”.

“Sempre continuei membro e continuo. Sou membro do Comité Central, nunca abandonei o partido”, acrescentou.

O Conselho Constitucional acabaria por barrar a lista da AJUDEM nas autárquicas de Outubro, que a Frelimo venceu em Maputo e na maioria dos municípios do país, após a desistência de alguns membros da lista que a deixaram aquém dos requisitos legais.

Samora Machel Júnior disse na mesma altura estar preparado para “qualquer tarefa” dentro do partido, inclusive a liderança: “Já dei sinais e já disse que estou preparado”.

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