A Procuradora-Geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, confirma a constituição de pelo menos 20 arguidos, na sequência das “dívidas ocultas” contraídas em bancos europeus, há cerca de seis anos e com garantias soberanas sem o aval da Assembleia da República (AR).

Os empréstimos ascendem a mais de dois bilhões de dólares e foram concedidos, nomeadamente, pelo Credit Suisse e VTB da Rússia, para três empresas moçambicanas, a Proindicus, Empresa Moçambicana do Atum (EMATUM) e Mozambique Asset Management (MAM).
Buchili falava ontem na AR, em Maputo, durante a apresentação da Informação Anual do Procurador-Geral da República sobre o estado da Justiça no país.
Os 20 suspeitos, segundo Buchili, são indiciados de crimes de chantagem, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, abuso de cargo ou função, branqueamento de capitais, incluindo peculato e participação em organização criminosa.
Buchili não avançou os nomes dos suspeitos, mas as detenções relacionadas com as dívidas ocultas incluem alguns membros do anterior governo dirigido pelo então Presidente da República, Armando Guebuza.

A lista inclui ainda o seu filho mais velho, Ndambi Guebuza, a sua secretária particular, Inês Moiane, bem como o ex-director-geral do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), Gregório Leão, e o responsável da chamada “inteligência económica”, António do Rosário.
Segundo a Procuradora-Geral da República, oito arguidos ainda estão em liberdade. No total são 28.
“O combate ao crime organizado transnacional, como a corrupção, branqueamento de capitais, terrorismo, entre outros, exige o comprometimento de todos os Estados, pelo que deixamos o nosso veemente apelo para a colaboração dos países aos quais solicitamos informações, de modo a garantir a realização da justiça e contribuir para o reforço da confiança e credibilidade do nosso país”, vincou, segundo a AIM.
Buchili afirmou estar em curso o que chamou de “processo autónomo” contra quatro outros suspeitos, incluindo o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, que está, actualmente, sob custódia policial na África do Sul.

 

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