Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Associação das Empresas Jornalísticas de Moçambique vai realizar na próxima sexta-feira uma Assembleia-Geral para revitalizar a organização e unir-se contra os desafios do sector, disse hoje à Lusa o seu presidente.

Refinaldo Chilengue adiantou que os membros da associação vão escolher novos órgãos directivos, como forma de renovar os corpos sociais da organização.

“Depois da criação da associação, em 2004, houve eventos que levaram a alguma inércia, mas os acontecimentos dos últimos tempos tornam urgente uma resposta consertada por parte das empresas jornalísticas”, declarou Chilengue.

O presidente da Associação das Empresas Jornalísticas de Moçambique apontou a recente aprovação do decreto governamental sobre as taxas na comunicação social como um dos exemplos das ameaças à sustentabilidade do sector no país.

“Estas taxas, que todos consideram absurdas, mostram a premência de as empresas jornalistas e os profissionais do sector ficarem vigilantes a situações que ameaçam a sobrevivência do sector”, disse.

Com uma associação forte, prosseguiu Refinaldo Chilengue, as empresas jornalísticas podem propor um ambiente económico e fiscal mais favorável à viabilidade das empresas.

Unidas, as empresas jornalísticas também estarão em condições de negociar reduções ou isenções nos custos inerentes ao seu funcionamento, destacou.

O governo aprovou, recentemente, um decreto prevendo taxas de licenciamento e acreditação para empresas e jornalistas nacionais e estrangeiros consideradas por vários sectores de draconianas e uma ameaça à liberdade de imprensa no país.

Sob fortes críticas internas e externas, o executivo anunciou que as taxas não vão entrar em vigor enquanto não for aprovado um regulamento, admitindo a possibilidade de negociar a alteração da tabela.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua a partir de amanhã até sexta-feira, uma visita oficial ao Estado do Vaticano tendo como um dos principais pontos da agenda a consolidação da paz em Moçambique.

Trata-se da primeira visita oficial do Chefe de Estado à Santa Sé, a convite do Papa Francisco, sendo uma oportunidade para reafirmar as relações diplomáticas entre os dois estados, que remontam desde 1995.

Actualmente, a cooperação bilateral entre Moçambique e o Vaticano também abrange a área da saúde e educação.

O ministro dos negócios estrangeiros e cooperação, José Pacheco, que também integra a comitiva presidencial, sublinhou que visita revela-se de capital importância dada a participação incontornável da Igreja Católica no processo de pacificação do país.

“Moçambique vai expressar a sua vontade de manter as relações de cooperação com o Vaticano no processo de construção de uma paz efectiva, tendo em conta os ideais de transparência que norteiam este Estado”, especificou José Pacheco, falando à imprensa, ontem, em Maputo.

Por sua vez, Dom Edgar Peña Parra, Núncio Apostólico, considera que a visita de Filipe Nyusi acontece num momento oportuno, sendo aguardada com expectativa pela Santa Sé.

É convicção do Núncio Apostólico que o encontro entre Nyusi e Papa Francisco será determinante para construção da paz duradoira em Moçambique.

“A Santa Sé está muito comprometida em colaborar com o Presidente da República na busca da paz. Daí que a reconciliação dos moçambicanos é um dos temas a ser abordado, pois dela depende a paz plena. As diferenças que possam existir entre cidadãos não podem se sobrepor aos interesses da nação”, disse.

No último dia da sua visita, Filipe Nyusi vai manter encontro com a comunidade de moçambicanos residentes na Itália, que estão representados e quatro associações.

 

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