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O PAÍS tornou-se independente a 25 de Junho de 1975 e de lá para cá passam 40 anos marcados por muitas actividades desportivas, com algumas modalidades a se destacarem que as outras.

Porém, a maior e mais importante referência é sem dúvidas Lurdes Mutola, a melhor desportista moçambicana da pós-independência, aquela “menina de ouro” que só Deus nos deu!

Nos clubes aconteceu o mesmo, alguns sobressaíram outros caíram e deram lugar ao surgimento de novas colectividades. Houve muitos altos e baixos, ou seja, ganhos e perdas, quer a nível competitivo, quer no tocante às infra-estruturas.

Fazendo uma retrospectiva destes 40 anos constatam-se muitas melhorias, mas também retrocessos, quer a nível competitivo, quer a nível das infra-estruturas. Porém, não nos podemos esquecer que na década de 80 apareceram bons jogadores, mas que devido à conjuntura política que se vivia na altura acabaram se perdendo, uns “saltaram o arame” à busca de melhor enquadramento, sobretudo na vizinha África do Sul.

No futebol as competições nacionais começaram a ser disputadas em 1976. Na altura no Campeonato Nacional participava um restrito número de equipas comparativamente ao que hoje temos, 14.

O Textáfrica de Chimoio, na altura treinado pelo finado e lendário Mário Coluna, sagrou-se o primeiro campeão nacional pós-independência.

Depois deste título o clube não conseguiu dar continuidade ao sucesso, tendo passado para o segundo plano, alternando os campeonatos provinciais com os nacionais. Até hoje este continua a ser o único título dos “fabris” de Chimoio.

O segundo clube a sagrar-se campeão nacional foi o Desportivo de Maputo, em 1977. O Desportivo, Ferroviário de Maputo, Maxaquene e Matchedje dominaram o futebol nacional nos finais dos anos 70 e ao longo da década de 1980. O Maxaquene chegou a conseguir três títulos consecutivos (84, 85 e 86).

Nos anos 1990 o Costa do Sol surgiu com força, ganhando quatro títulos consecutivos. Nesta década alternou o domínio do futebol nacional com o rival Ferroviário de Maputo, sendo que pelo meio (1995) houve um título do Desportivo de Maputo.

Costa do Sol e Ferroviário entraram para o novo milénio ainda na mó de cima na bola indígena, com o primeiro a conquistar um bicampeonato (2000/01) e os “locomotivas” a responderem em 2002. Em 2003 o Maxaquene conseguiu o quarto título. No ano seguinte o Ferroviário de Nampula surpreendeu a tudo e todos, ganhando o seu primeiro campeonato nacional. Em 2005 o Ferroviário de Maputo venceu mais um título, no ano seguinte viu o Desportivo a erguer o seu sexto “canecão”. Em 2007 o Costa do Sol regressou ao sucesso, alcançando o nono campeonato, o último conquistado por esta colectividade. Por dois anos consecutivos, 2008/09, os “canarinhos” viram o rival Ferroviário de Maputo a tornar-se bicampeão.

A partir de 2010 surgiu com força uma nova colectividade no panorama futebolístico nacional, a Liga Muçulmana, hoje Liga Desportiva de Maputo. Nos últimos cinco anos esta formação conquistou quatro títulos, mas pelo meio (2012) o Maxaquene ganhou o seu quinto campeonato.

De 1976 até 1998 os campeonatos nacionais eram reduzidos em termos de número de equipas. As provas começavam a nível provincial, onde se apuravam os que iriam tomar parte do Nacional, que geralmente tinham seis a oito equipas.

Só a partir de 1999 é que se alargou o número de participantes do campeonato nacional, com a introdução da Liga 2M, que posteriormente deu origem ao actual Moçambola.

Na Liga 2M participavam 12 equipas, jogando no sistema clássico de todos-contra-todos em duas voltas. Em 2001 a prova passou a chamar-se Liga Moçambicana de Futebol e passou a ser gerida pela instituição que ostenta o mesmo nome, fundada no ano anterior por dirigentes de diferentes clubes nacionais.

A Liga Moçambicana de Futebol passou a chamar-se Moçambola em 2005 e em 2007 passou a ser disputada por 14 equipas, contra as anteriores 12.

Nestes 40 anos da independência o Moçambola surge como um dos maiores ganhos do nosso futebol, pois é uma prova com créditos firmados. Já é uma marca, como reiteradamente afirmam os seus organizadores.

Em termos organizativos esta competição é quase que perfeita, mas em termos competitivos deixa muito ainda a desejar. A qualidade dos jogadores é baixa, embora os clubes tudo façam em prol destes, com ordenados e prémios em dia, nalguns casos bem chorudos.

Os recintos dos jogos têm mínimas condições e todos estão relvados. É um ganho se comparado com o que acontecia há 40, em que os campos pelados eram aceites para uma competição desta envergadura. Há mais ou menos dez anos que estes campos sem relva não são aceites para a acolher jogos oficiais.

O Moçambola é o maior evento desportivo que o país possui, movimentando milhares de pessoas pelo país dentro. É sonho de qualquer futebolista nacional representar um clube que milita nesta prova. A competição conta hoje com muitos jogadores estrangeiros, que dão um valor acrescentado.

CAMPEÕES NACIONAIS: Costa do Sol e Ferroviário de Maputo (nove títulos cada), Desportivo de Maputo (seis), Maxaquene (cinco), Liga Desportiva de Maputo (quatro), Matchedje (dois), Textáfrica (um) e Ferroviário de Nampula (um).

VENCEDORES DA TAÇA DE MOÇAMBIQUE: Costa do Sol (11), Maxaquene (nove), Ferroviário de Maputo (sete), Desportivo de Maputo (cinco) Ferroviário da Beira (três), Têxtil de Púnguè (um), Liga Desportiva de Maputo (um) e Clube de Gaza (um).

Mutola, pois claro!

NO atletismo Moçambique tem muita história, mas nos últimos anos o desempenho desta modalidade tem sido desastroso.

A maior e mais importante referência é sem dúvidas Lurdes Mutola, a melhor desportista moçambicana pós-independência.

Mutola foi uma incansável vencedora, quer a nível internacional, quer no plano internacional.

Ela detém o recorde mundial dos 1000 metros em pista coberta e em pista aberta, recorde africano dos 1000 metros em pista aberta, recorde africano dos 800 metros em pista aberta. Em 1995 sagra-se vencedora do Grande Prémio da IAAF - Federação Internacional de Atletismo Amador.

Foi três vezes campeã africana (uma das quais nos 1500 metros) e duas vezes nos Jogos Pan-Africanos.

Foi três vezes campeã mundial nos 800 metros, mas o seu maior sucesso foi a vitória nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, na especialidade dos 800 metros.

Embora tenha tido uma carreira relativamente curta, é de se destacar Argentina da Glória, que venceu muitas medalhas nos campeonatos nacionais, regionais, africanos, entre outras provas, mas, como dissemos, a sua careira foi relativamente curta.

Ainda podemos recordar neste espaço António Repinga, que tendo sido o melhor maratonista do país, detendo o recorde de Moçambique batido em Harare, Zimbabwe, 1966, viu a sua carreira estendida para lá de 25 de Junho de 1975. Este ficou famoso por desafiar comboios em corrida.

Hoje temos atletas como Kurt Couto, Sílvia Panguana, Creve Machava, Alberto Mamba, entre outros, como referências, numa modalidade cada vez mais moribunda. De 1975 para cá o atletismo caiu bastante, sobretudo no que às provas técnicas (lançamento de dardo, peso e martelo, salto em altura e em comprimento, etc.) diz respeito.

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