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LARDE é um dos novos distritos da província de Nampula, a mais populosa do país, que foi criado à luz da Lei nº 26/2013, de 18 de Dezembro, cuja implementação foi em 30 de Maio de 2014, depois de para o efeito o Governo ter feito uma proposta que acabou sendo aprovada pela Assembleia da República, no âmbito da materialização da descentralização administrativa do Estado.

Antes de ser elevado àquela categoria, Larde era um posto administrativo do distrito de Moma. No entanto, a concretização da elevação de Larde àquele estatuto constitui um grande desafio, sobretudo em termos da construção de infra-estruturas que estimulem o seu desenvolvimento socioeconómico.

É que depois de quase um ano de Larde ter ascendido à categoria de distrito, na sua sede continuam visíveis os sinais de exiguidade de infra-estruturas não só para acomodação das instituições da administração pública, como também dos respectivos titulares. Hoje quem chega à vila sede de Larde pode pensar ou não acreditar que está perante uma sede distrital. É notório o lento nível de criação de condições indispensáveis para a prestação dos serviços da administração pública.

Faltam também estabelecimentos comerciais, por isso o comércio é assegurado pelos informais e barracas. Larde não tem igualmente locais de hospedagem e outras infra-estruturas importantes que existindo poderiam estimular o rápido desenvolvimento daquela região. Ou melhor dizendo, tudo indica que vai levar algum tempo para que o novo distrito de Larde tenha o necessário, em termos de infra-estruturas que justifiquem o estatuto que ascendeu.

Ainda bem que, apesar das grandes dificuldades sobretudo financeiras, as autoridades administrativas locais têm estado a envidar esforços no sentido de se minimizar a problemática da falta de infra-estruturas, entanto que novo distrito. É no âmbito desses esforços que acaba de ser lançada a primeira pedra para a construção de uma nova residência oficial do administrador distrital, na zona de Nathere.

MUDANÇA DA SEDE GERA CONTESTAÇÃO

Entretanto, a suposta mudança do actual local onde funciona a sede distrital de Larde para um outro, isto é, Nathere, considerado pelas autoridades locais como aquele que oferece melhores condições para ser habitado, mesmo em tempo chuvoso, está a gerar forte contestação por parte dos residentes que alegam não entender porque é que isso vai acontecer.

Segundo apurou a nossa Reportagem, a contestação começou quando o Governo do distrito decidiu construir a residência do administrador na zona de Nathere, ao invés no local onde funciona actualmente a sede distrital. De referir que do local onde funciona actualmente a referida sede dista de Nathere cerca de três quilómetros.

A área onde funciona agora a sede de Larde é muito propensa a inundações. Larde teve azar de há menos de um ano da sua elevação à categoria de distrito ter sido fustigada pelas intensas chuvas de Fevereiro e Março deste ano, tendo ficado submersa e como consequência algumas infra-estruturas, tais como casas desabaram, deixando muitas famílias ao relento. E parece que é na perspectiva de se inverter aquele cenário que se pretende transferir a sede para uma zona segura.

Mas não parece que os residentes entendem isso, pois a contestação dos habitantes do distrito foi mais ouvida durante o comício popular que o governador da província de Nampula, Victor Borges, orientou recentemente naquela vila.

Por exemplo, Aija Mimoso interveio no comício para dizer que ”nós como residentes da vila sede distrital de Larde desde há bastante tempo não concordamos que ela seja transferida para um outro local. O que queremos é que haja esforços por parte das autoridades administrativas na construção de infra-estruturas neste zona para o engrandecimento da vila, em particular, e do distrito, em geral”.

 Abubacar Maliwa, foi um dos que pediu palavra para acrescentar que o preocupante sobre a transferência da vila-sede de Larde para Nathere, é que o Governo local não auscultou as populações para saber se essa mudança é ou não consensual, embora na realidade reconheça-se que na época chuvosa a sede distrital fica inundada.

Porém, referiu que os residentes de Larde estão satisfeitos com o facto de aquele antigo posto administrativo de Moma ter sido elevado à categoria de distrito, uma decisão que lhes orgulha como naturais, embora reconheçam os grandes desafio que se colocam, especialmente na área da construção de infra-estruturas.  

RESIDENTES QUEIXAM-SE DA ACTUAÇÃO DA KENMARE

NO novo distrito de Larde, concretamente na localidade de Topuito, está localizada a empresa Kenmare, que explora as areias pesadas. Com a decisão de elevação de Larde àquele estatuto, os residentes dizem que esperavam que aquela empresa contribuísse mais, no âmbito da sua responsabilidade social, na resolução de problemas que apoquentam os residentes rumo ao desenvolvimento económico e social daquele distrito costeiro.

Em Topuito tantos os residentes que intervieram num comício dirigido pelo Governador Victor Borges, bem assim a mensagem da população apresentada na ocasião, acusaram aquela empresa de nada fazer para cumprir efectivamente os compromissos relativos ao apoio social que assumiu com a comunidade local.

Aliás, do que se percebeu é que está instalado o “braço de ferro”, entre a Kenmare e os residentes locais, a ponto de estes últimos proporem a expulsão de alguns dirigentes da empresa por alegadamente serem culpados pelo relacionamento “azedo” entre as duas partes.

Em certos momentos do comício os ânimos de alguns participantes chegaram a exaltar-se, mas a boa percepção e sentido de comunicação do Governador Victor Borges com o povo terão feito com que de mal nada acontecesse aos presentes no encontro popular, em que houve mais críticas à actuação da Kenmare do que outra coisa. 

“Por exemplo, eles prometeram construir nesta localidade unidades sanitárias, escolas para os nossos filhos estudarem, reabilitação de estradas, construção de poços, campo de futebol e outras infra-estruturas, isso no âmbito da sua responsabilidade social, mas até hoje não estamos a ver nada”, disse Momede Evaristo.

Alegados despedimentos arbitrários, a falta de emprego para os naturais, o não respeito pelos hábitos culturais locais, o recurso à Polícia de Intervenção Rápida quando há greve dos trabalhadores por parte da Kenmare constituíram também outras inquietações que os residentes de Topuito transmitiram ao Governador de Nampula no decurso do concorrido comício popular.

Contudo, os residentes de Topuito estão confiantes de que um dia o seu distrito vai atingir outro patamar de desenvolvimento, tal como acontece com outros pontos da província de Nampula, tanto é que Larde possui potencialidades em recursos minerais, pesca, turismo, entre outras, que bem exploradas podem contribuir decisivamente no progresso do distrito.

Com efeito, os residentes de Larde pedem as autoridades governamentais para que prestem uma atenção especial àquele distrito, tendo em consideração de que é novo e sobretudo porque enfrenta grandes dificuldades em quase todas as áreas.

NECESSÁRIO REDOBRAR ESFORÇOS – afirma Victor Borges, Governador de Nampula

O GOVERNADOR da província de Nampula, Victor Borges, reconheceu que a situação do novo distrito de Larde, em termos da falta de infra-estruturas exige o redobrar de esforços não só do seu Executivo, como também dos próprios habitantes, com o agravante de ter sido um dos mais atingidos pelas enxurradas da época chuvosa passada.

No entanto, o distrito de Larde tem vindo depois da sua criação a implantar-se, quer em termos de infra-estruturas, quer organizando a parte administrativa de modo a que o mais rápido possível tudo possa funcionar dentro da normalidade em benefício da população ali residente.

Segundo o Governador de Nampula, Larde foi instalado em Maio do ano passado como distrito, mas a partir de Janeiro deste ano começou a enfrentar grandes dificuldades, principalmente quando foi atingido pelas intensas chuvas com fortes ventos, cujo pico mais alto aconteceu em Março último, em que a vila ficou totalmente submersa.

“Por isso, hoje Larde não só está a prosseguir com o caminho da sua instalação, mesmo com dificuldades infra-estruturais, como também está a fazer reposição de tudo aquilo que foi destruído pelas enxurradas. E como Governo temos vindo a redobrar esforços, que pensamos deve contar com os residentes, no sentido de criarmos as condições indispensáveis para o funcionamento condigno de instituições num distrito como este”, realçou aquele governante.

No que concerne às acusações feitas à Kenmare, Victor Borges disse que pelo tom dos pronunciamentos das pessoas que intervieram no comício que orientou em Topuito, transpareceu que há algo que não está bem, sobretudo no que respeita ao relacionamento entre a empresa e as comunidades locais que é preciso corrigir para o bem de ambas partes, daí que o Governo que dirige vai trabalhar no sentido de se ultrapassar a presente situação.

Entretanto, outras informações da administração de Larde destacam a exiguidade de fundos alocados ao distrito, a não alocação de fundos para funcionamento dos serviços distritais, a falta de instalações para o funcionamento dos serviços públicos, a inexistência de infra-estruturas para habitação dos funcionários e fraca cobertura de água potável como sendo os principais constrangimentos com que Larde se debate, na prossecução do seu caminho de implantação como distrito.

É neste contexto que a paralisação de algumas obras de construção e/ou reabilitação de infra-estruturas agrava o problema da sua exiguidade em Larde. Só para citar alguns exemplos, neste momento, segundo o Governo local, a construção da delegação marítima, a reabilitação e ampliação da secretaria distrital, a reabilitação do edifício e construção do muro da residência do comandante, a reabilitação do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia e outras encontram-se paralisadas e não foram justificados os motivos para que tal aconteça.

Em termos de vias de acesso, Larde está neste momento com sérios problemas na circulação rodoviária, particularmente na estrada Evate/Larde, que dá acesso à vila-sede distrital. Dada ao seu estado acentuado de degradação, a referida via poderá ser reabilitada no próximo mês.

Por outro lado, Larde tem como outros desafios importantes a implementação do plano de urbanização, trabalhar com as entidades competentes para alocação de fundos aos serviços distritais, a publicação no Boletim da República do concurso de ingresso no aparelho do Estado, a elaboração do plano do desenvolvimento do distrito, bem como a troca de experiências com outros distritos no âmbito da governação. 

DADOS DE LARDE

GEOGRAFICAMENTE o distrito de Larde situa-se na região sul de Nampula, distando a 263 quilómetros da capital provincial. A norte Larde faz limite com o distrito de Angoche, através do rio Miluli, a sul com o de Moma, através do rio Larde. A este está o Oceano Indico e a oeste faz limite com o distrito de Moma, através do rio Eraué.

O distrito de Larde é constituído por dois postos administrativos, nomeadamente o de Larde sede, com duas localidades que são a da sede e de Topuito, e de Mucuali, também com duas localidades, designadamente Mucuale e Najaca.

O novo distrito de Larde tem uma rede sanitária composta por cinco unidades, sendo quatro centros de Saúde do tipo II e um posto de Saúde. Através do sector de Saúde, Larde tem vindo a desenvolver acções com vista ao eficiente saneamento do meio, com destaque para as palestras, jornadas de limpeza e abertura de aterros sanitários. Segundo o censo populacional de 2007, o distrito conta com 72.976 habitantes, numa superfície de 2458 quilómetros quadrados.

Mouzinho de Albuquerque

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