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A POPULAÇÃO dos postos administrativos de Quixaxe e Namige, no distrito de Mogincual, e Quinga, no distrito de Liupo, em Nampula, pediu ao governador da província, Victor Borges que recentemente terminou uma visita de trabalho de cerca de uma semana a estas unidades territoriais, para que intervenha na normalização da relação comercial entre estas e a empresa Electricidade de Moçambique (EDM).

Segundo disseram em comícios populares, mensagens e reuniões de grupos específicos de cidadãos, os valores cobrados pelo consumo e/ou ligações eléctricas não estimulam o usufruto dos serviços, considerados importantes para o desenvolvimento sócio-económico.

No posto administrativo de Quixaxe, entre outras coisas, a população pediu para que o governante os ajude na persuasão da EDM, para a instalação de um sistema pré-pago de consumo de energia eléctrica (Credelec).

Em Namige, sede do distrito de Mogincual, num encontro com os operadores económicos da região, constituídos por pescadores, prestadores de serviços diversos e do comércio informal, estes pediram ao governador Borges a mesma intervenção, isto é, persuadir a EDM para melhorar os seus serviços.

Segundo argumentaram alguns intervenientes à reunião, tal é o caso de Álvaro Mussa, a relação entre eles e a EDM está a ser prejudicada pelos altos valores cobrados pelo consumo de energia, os quais variam de 1500 a 3 mil meticais/mês, quantias consideradas exorbitantes.

“Eu tenho energia, mas o meu vizinho tem receio de celebrar um contracto com a EDM porque me vê todos os meses a chorar. A aqui não temos lojas e o comércio é feito informalmente através de barracas, mas são poucas as que usam energia de Cahora Bassa, porque os donos têm receio de não conseguir pagar a conta, por isso estamos a pedir a instalação de contadores Credelec ” – solicitou Mussa.

Em Quinga, um posto administrativo do distrito de Liupo, uma vez mais o caso relacionado com energia eléctrica voltou a ser colocado.

A população acha que o turismo de baixa renda, que podia ser explorado pelas comunidades é inibido pelas facturas duplas (duas no mesmo mês) cobradas pela EDM, pelo consumo de energia eléctrica.

De referir que os postos administrativos de Quixaxe, Namige (Mogincual) e Liupo, Quinga (Liupo) e que até Junho do ano passado constituíam um único distrito, foram electrificados há mais de cinco anos, mas segundo dados apurados, de lá para cá, o número de consumidores de energia eléctrica, não passou dos 2 mil clientes, num universo de 156 mil habitantes.

Sobre este assunto, procuramos ouvir a reacção do governador Victor Borges. Segundo ele, a reclamação dos consumidores resulta de um problema que ele considerou “específico”, que é a facturação.

“Precisamos sentar com os colegas da EDM para percebermos do que está a acontecer, para depois tomarmos algumas providências, mas de que o relacionamento comercial entre EDM e o cliente deve ser melhorado, isso não resta dúvidas, porque tal está a retrair o desenvolvimento socioeconómico das regiões onde estes problemas se verificam ”-admitiu Borges.

INDÚSTRIA DE CAJU DEPENDENTE DA ENERGIA

Os distritos de Mogincual são considerados como um dos grandes produtores da castanha de caju, mas a falta de expansão da rede eléctrica está a condicionar a reconversão do componente final de produção (de grupo gerador para recurso à electricidade).

Segundo apuramos, a OLAM, proprietário da fabrica, que se localiza na chamada zona de expansão de Namige (a cerca de 2 quilómetros da vila sede do distrito) está a explorar duas janelas de oportunidade para a viabilização do seu projecto, em que a primeira reside em esperar que a empresa electricidade de Moçambique (EDM) estenda a sua linha até aquela unidade, a outra, em estabelecer parceria entre esta empresa e a EDM para partilhar custos na aquisição e montagem de um Posto de Transformação (PT).

De referir que a população dos distritos de Mogincual e Liupo decidiu desafiar há dias ao governador da província, Victor Borges, a “publicitar” o potencial de produção da castanha, através da mobilização de investidores interessados em estabelecer uma unidade de processamento naquela região, É de acrescentar que esta população encara a transformação dos recursos locais como uma oportunidade para geração de postos de emprego.

Para além da pesca, castanha de caju, mar e sol, para prática de turismo, estudos geofísicos permitiram concluir que aquelas duas regiões são ricas em minerais como titânio.

FALTA DE INFRA-ESTRUTURAS CONDICIONA FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

A escassez de infra-estruturas e/ou verbas, estão a condicionar o funcionamento de certos serviços públicos e limitar a prossecução de alguns actos administrativos nos distritos de Mogincual e Liupo.

Em Mogincual, a falta de edifícios afecta mais os sectores de administração de justiça (tribunal e procuradoria), serviços de administração prisional, de registo e notariado e identificação civil.

Para aceder aos serviços acima mencionados, a população tem de se deslocar ao vizinho distrito de Liupo, que até em Junho do ano passado, data do seu desmembramento, fazia parte do distrito de Mogincual.

Os residentes de Mogincual pediram para que os serviços sejam imediatamente transferidos para sede do distrito, em Namige.

Do outro lado de Liupo, também ficamos a saber que com a transferência da sede de Mogincual, de Liupo a Namige, parte significativa das dotações orçamentais para o funcionamento da máquina da administração pública, “caem” nos cofres de Mogincual, condicionando a realização de certos actos administrativos.

O governador Borges disse em conferência de imprensa de balanço da sua visita aos dois distritos (que decorreu de 22 a 27 de Agosto), que esforços estão em curso, com vista a se ultrapassar os constrangimentos existentes.

Disse ainda que em outras áreas de desenvolvimento social e económico, tal é o caso do sector de água, saúde e estradas, serão construídos este e no próximo ano nos dois distritos, perto de 50 furos com bombas manuais, reabilitados e ampliados os centros de saúde, equipados alguns com viaturas (ambulâncias), reabilitadas algumas estradas e obras de artes (pontecas e aquedutos), destruídas pelas chuvas intensas de Janeiro último.

Para além de encontro com as populações, o governador reuniu-se igualmente com jovens, combatentes da luta de libertação nacional da luta pela soberania e democracia, líderes comunitários e não só para auscultar-lhes a cerca das suas inquietações, mas também dar a conhecer as grandes linhas de força do programa quinquenal do Governo e reiterar a mensagem da paz, diálogo e tolerância, entre outras questões.

Assane Issa

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