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NA província de Nampula desponta um distrito com potencial invejável e que promete, a médio prazo, destacar-se no desenvolvimento da região. Em Liupo, para além das potencialidades agro-pecuárias que possui, ainda não exploradas em sua plenitude, existem desafios de transformar em riqueza a qualidade da sua praia, localizada no posto administrativo de Quinga, com águas límpidas e esterlinas propícias para o turismo de fazer inveja, numa costa com cerca de dez quilómetros, o que pode ser apimentado com a prática da actividade pesqueira de forma industrial.

O governo aponta, no seu programa quinquenal, de entre as prioridades, a agricultura e o turismo como pilares de desenvolvimento. Aliás, o distrito de Liupo tem uma praia localizada a uma distância relativamente curta (cerca de 140 quilómetros) em relação à capital provincial, e nesse aspecto perde pelo facto de não ter uma estrada em condições de transitabilidade para os turistas e investidores que pretendam apostar nesta área.

Ainda no âmbito das potencialidades por explorar, há o registo da ocorrência de jazigos de areias pesadas em Liupo, cuja prospecção foi já realizada, segundo revela Arlinda Martins, administradora do distrito, mas que a sua exploração depende de investimentos que determinem o início da extracção deste recurso mineral.

“Na agricultura temos uma lagoa em Licuria, que pode servir para irrigar os campos e provocou a cobiça de um grupo de investidores de origem chinesa. É um local onde mesmo nos tempos de muito sol e calor a água nunca desaparece, permitindo que se possa aproveitar para a produção em três ciclos, sem problemas”, indicou a administradora.

Não obstante os desafios de futuro, o distrito beneficia há cerca de três anos da energia eléctrica da rede nacional, um meio social que está a imprimir o desenvolvimento da região por produzir inúmeras oportunidades para o crescimento. Liúpo deixou de ser aquela vila pacata…

Cidadãos entrevistados pela nossa Reportagem não têm dúvidas em afirmar que desde que entrou em funcionamento a rede nacional de energia eléctrica, o distrito está a conhecer um desenvolvimento sem precedentes que atrai muitas pessoas que antes viam a região como o “fim do mundo”.

António Manuel Valentim, líder comunitário de 1º escalão, deplorou a onda de criminalidade e outros comportamentos desviantes que se estão a registar, tais como a existência de algumas casas que projectam filmes pornográficos, cuja entrada é permitida até a menores.

“Eu como líder comunitário tenho a missão de combater estes males aqui no distrito, para além de mobilizar as comunidades no incremento da produção e produtividade de forma a combater a pobreza e nudez. Estamos a desenvolver, agora está-se a projectar a entrada em funcionamento de uma fábrica de processamento da castanha de caju que vai empregar muita gente, localmente, como resultado da energia eléctrica”, disse António Valentim.

Artur Assane, camponês, queixou-se dos preços praticados na comercialização dos produtos que os considera de injustos, apontando como exemplo, o actual momento em que o amendoim está a ser comprado por 30,00 Meticais o quilograma, quando a semente custou aos produtores 150,00 Meticais/kg.

O produtor, do povoado de Nacacana, lamentou o estado em que se encontram algumas estradas que dão acesso às regiões de maior produção agrícola de forma a permitir o escoamento dos seus produtos que nalgumas vezes chega a deteriorar-se nos seus celeiros.

Ali Kuali, do posto administrativo de Quinga, considerou de normal a vida que as comunidades deste povoado têm levado nos últimos tempos, que se caracteriza pelo incremento da produção agrícola e pesqueira de que é potencial, numa região que igualmente beneficia da energia eléctrica da rede nacional, factor que está a impulsionar várias actividades da zona que dista a 49 quilómetros da vila sede distrital.

“Lamentamos pelo facto de não se estar a aproveitar as praias que temos para a actividade turística de qualidade, talvez por causa da estrada que não oferece boas condições de transitabilidade. Há turistas que chegam a Quinga, mas não tem lugar para se acomodar e assim preferem outros locais”, rematou Kuali.

“Nunca saí de Liupo. Nasci e cresci aqui, por isso tenho acompanhado tudo que está a acontecer, mesmo antes de se transferir a sede de Mogincual para cá. Para além da energia eléctrica, esta vila não possuía uma unidade sanitária como esta que existe actualmente”, começou por contar Francelina Mário Picuelo, uma anciã.

Disse ainda que com a inexistência de estabelecimentos comerciais formais na década de 80/90, as transacções comerciais eram feitas de forma informal entre produtores e comerciantes ambulantes, situação que presentemente se alterou com a abertura de novos estabelecimentos que facilitam o processo.

“A energia eléctrica trouxe um negócio “marginal” que as populações locais estão a saber aproveitar que é a venda de água gelada para o consumo nos mercados e em lugares de maior concentração de pessoas o que de certa forma gera renda para algumas famílias”, sublinhou a nossa entrevistada que apontou igualmente a entrada em funcionamento do curso nocturno nos estabelecimentos de ensino a diversos níveis que funcionam no distrito.

Agência bancária nos pedidos da população

A população de Liúpo pelos indicadores avançados, tem altos níveis de produção de culturas alimentares e de rendimento, tais como o milho, amendoim, mandioca, hortícolas diversas, pescado e castanha de caju, daí que naturalmente movimentam como se diz muito dinheiro vivo.

Alguns residentes que falaram à nossa reportagem, na sua maioria produtores, afirmaram que se sentem inseguros pelo facto de depois de fazer a sua comercialização ter que viajar com o resultado da venda com o “coração nas mãos” para ir depositar nas cidades de Angoche ou Nampula, com todos os riscos que podem ocorrer.

A falta de uma agência bancária em Liupo, apesar de requisitos necessários para a sua instalação, nomeadamente energia da rede nacional e os sistemas de comunicações, existirem no terreno, já foi apresentada quando da visita do Chefe do Estado moçambicano que prometeu interceder junto da banca comercial para reverter o cenário.

Aliás, na conversa que mantivemos com a administradora do distrito, esta garantiu que a preocupação será ultrapassada dentro em breve, advogando para o efeito que uma das instituições financeiras já se predispôs a instalar uma agência por considerar que tal justifica para a realização de transacções financeiras, depois de avaliar os níveis das trocas comerciais que ocorrem na região.

“Semana passada esteve aqui o gestor regional do referido banco e prometeu que vai iniciar a instalação da agência, porque justifica que Liupo tenha um balcão que irá também servir o vizinho distrito de Mogincual”, disse Arlinda Martins.

ESTRADA NACIONAL 104: A reabilitação que se aguarda

A população acredita que a estrada nacional que liga a capital provincial à sede da vila sede do distrito de Liupo, num troço de 73 quilómetros de terra batida, que de tempos em tempo condiciona a circulação normal de viaturas que percorrem esta distância, pode estar a comprometer de certa maneira o desenvolvimento que se pretende.

Actualmente para se chegar ao distrito, partindo da cidade de Nampula, percorre-se a distância em cerca de seis horas, geralmente em condições de extrema dificuldade e sem comodidade, particularmente para os passageiros que são transportados em carrinhas de caixa aberta.

A nossa equipa de reportagem fez-se ao distrito, transportada numa carrinha de caixa aberta que, para além de passageiros, juntava carga diversa, entre sacos de açúcar, cimento de construção, farinha de trigo, óleo alimentar, assim como alguns frangos comprados na capital provincial. Não existem mini-bus porque o estado da via é mau.

A administradora do distrito afirma que a falta de fundos condiciona a reabilitação de rotina do troço, mas que existe sempre um esforço do executivo local de realizar trabalhos de manutenção nalgumas zonas ditas críticas para que o trânsito possa fluir nas condições actuais.

O governo provincial já anunciou por diversas ocasiões o arranque da asfaltagem deste troço de 70 quilómetros sendo que actualmente se refere ao segundo semestre deste ano. Asfaltado, o percurso pode ser feito em menos de uma hora, contra as actuais seis horas.

Perfil do distrito

O distrito de Liupo localiza-se na parte sul da província de Nampula e dista a sensivelmente 70 quilómetros da capital provincial. Possui uma população estimada em 83 mil 577 habitantes que residem nos postos administrativo sede e de Quinga. A agricultura familiar e a pesca artesanal é a sua actividade principal.

Em entrevista ao nosso jornal, a administradora de Liupo, Arlinda Martins, disse que o grande desafio do seu executivo é aproximar mais aos cidadãos os serviços básicos de saúde e da administração pública. Daí a necessidade de construção de mais infra-estruturas, onde possam funcionar tais préstimos.

No sector da saúde, o distrito conta com três unidades, sendo uma do tipo1 na sede distrital e outros dois no posto administrativo de Quinga e no povoado de Nacacana. Entretanto, existe um plano de construção de um centro de saúde do tipo2 na comunidade de Mocone e outro do mesmo tipo em Nanicacare.

“Para melhorar os níveis de desenvolvimento do distrito, temos no plano a melhoria das vias de acesso. Aliás, com o dinheiro disponibilizado pelo fundo de estradas já iniciamos o melhoramento da estrada que liga a comunidade de Yahe e de Nozica, que são pontos de grande produção agrícola, no sentido de permitir o escoamento dos produtores sem grandes problemas”, indicou a administradora de Liupo.

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