A COMISSÃO mista de preparação do encontro entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, reuniu-se ontem para analisar “assuntos rotineiros”.
No final do encontro, os dois porta-vozes, nomeadamente Jacinto Veloso e José Manteigas, não prestaram declarações à imprensa.
Semana passada, José Manteigas disse que a comissão mista havia gerado consensos ao seu nível relativamente aos termos de referência para a presença dos mediadores ou facilitadores do diálogo, não revelando, no entanto, o seu teor.
Segundo José Manteigas, os termos de referência em causa seriam conhecidos depois que os mediadores ou facilitadores do diálogo reagissem aos convites formulados pelo Governo e formalmente já enviados. Refira-se que os convites foram enviados aos mediadores propostos pela Renamo, nomeadamente a União Europeia, a África do Sul e a Igreja Católica.
Na sessão da semana passada, a comissão apreciou a sua metodologia de funcionamento, depois que foi anunciado o alargamento das duas equipas, que agora integram seis elementos cada.
A decisão de alargamento da comissão mista foi acordada pelo Presidente da República e pelo líder da Renamo. Do lado governamental, o Presidente Filipe Nyusi designou António Hama Thai, Alfredo Gamito e Edmundo Galiza Matos Júnior para se juntarem assim à equipa que já integrava Jacinto Veloso, Benvinda Levi e Alves Muteque.
Da parte da Renamo foram indicados Jeremias Pondeca, Maria Joaquina Inácio e Leovegildo Buanacasso, que se juntam a José Manteigas, Eduardo Namburete e André Majibire.
Para além do consenso alcançado em torno dos termos de referência para os mediadores, a comissão mista já acordou os pontos de agenda para o encontro entre o Presidente da República e Afonso Dhlakama. Trata-se da governação pela Renamo das seis províncias, onde alega ter ganho nas eleições gerais de 2014, as Forças de Defesa e Segurança, o desarmamento do principal partido da oposição em Moçambique e reintegração dos seus homens armados.
Falando quarta-feira em Mecubúri, na província de Nampula, durante a visita de trabalho àquela província, o Presidente da República afirmou que a paz em Moçambique está para breve, que o país voltará a viver a tranquilidade que necessita para se desenvolver de forma harmoniosa.
Filipe Jacinto Nyusi disse acreditar que nenhum percalço vai surgir para atrapalhar o processo em curso, de preparação do encontro ao mais alto nível entre o Governo e a Renamo. O Presidente explicou que a equipa de trabalho (comissão mista) constituída para preparar o encontro entre o governo e a Renamo está a trabalhar num ritmo satisfatório.
“Estamos na fase de preparação da logística para que os facilitadores escolhidos pelo Governo e pela Renamo possam fazer o seu trabalho sem sobressaltos. Importa salientar que os facilitadores, parte dos quais não temos muita aproximação, têm a sua agenda e por isso não se pode perder mais tempo com preparativos”, enfatizou Filipe Nyusi.


