OS empresários moçambicanos devem capacitar-se para explorar a janela de oportunidades de negócios aberta com a implantação da Zona Franca Industrial de Revúboè, na província de Tete.

A recomendação nesse sentido foi feita há dias pelo governador de Tete, Paulo Auade, o qual destacou a necessidade de a classe empresarial moçambicana estabelecer parcerias com o capital estrangeiro para a maximizar os ganhos.

Conforme considerou o governador, a Zona Franca Industrial de Revúbè, recentemente aprovada pelo Conselho de Ministros, vai contribuir para impulsionar o desenvolvimento da província e do país em geral.

A Zona Franca Industrial de Revúboè, na qual está projectada a construção de uma fábrica de aço, um empreendimento a ser levado a cabo pela empresa Capitol Iron Steel, está localizada na zona limítrofe entre os distritos de Moatize e Chiúta, ocupando uma área de 4484 hectares.

Nela está projectada a injecção de um investimento estimado em cerca de 770 milhões de dólares norte-americanos, com ganhos para o Governo moçambicano, com a implantação da fábrica de aço, que vai atrair uma série de indústrias de prestação de serviços, com destaque para a produção de clinquer e cimento, material rolante, travessas ferroviárias, refinarias de ferro vanádio, entre outras que vão contribuir para a criação de mais postos de emprego.

“O projecto contempla ainda a produção de telas mecânicas, betão reforçado e cabos metálicos, o que vai criar oportunidades de emprego para mais famílias moçambicanas”, anotou Paulo Auade.

FOMENTAR ECOTURISMO

Ainda para a criação de oportunidades de desenvolvimento económico e financeiro da província, o Executivo de Tete está à procura de parceiros para a implementação de vários projectos de fomento do ecoturismo ao longo da albufeira de Cahora Bassa, que abarca o distrito com o mesmo nome, para além de Magoè, Marávia e Zumbu.

A propósito, o director provincial da Cultura, Juventude e Turismo, Fernando Manjate, disse no encerramento da Semana do Turismo, no passado dia 27 do mês em curso, que a albufeira, com uma área de 2900 quilómetros quadrados, possui um grande potencial para o turismo e actividade piscatória.

“O Governo está a publicitar as potencialidades existentes ao longo da albufeira de Cahora Bassa para a sua exploração”, disse, indicando que um dos grandes projectos que o Governo tem em manga é a introdução de transporte fluvial para turistas.

Entretanto, o actual ambiente político e militar, caracterizado pelas incursões dos homens armados da Renamo, está a influenciar negativamente o desenvolvimento do ecoturismo nos distritos ao longo da albufeira de Cahora Bassa.

BERNARDO CARLOS

 

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