DUZENTOS e sessenta e nove profissionais de Saúde serão formados em matéria de aborto seguro com objectivo de expandir as acções de interrupção voluntária de gravidez para todas as unidades sanitárias nas sedes distritais.
Deste grupo, 223 são enfermeiras de diferentes níveis em serviço nas maternidades, 37 médicos ginecologistas e nove técnicos que prestam actividades nas maternidades.
A chefe da Saúde Materno-Infantil na Direcção Provincial de Saúde de Inhambane, Isabel Langa, disse que a acção de formação que arranca no próximo mês será acompanhada em simultâneo com a realização de palestras nas unidades sanitárias sobre requisitos necessários para as mulheres acederem a estes serviços.
Isabel Langa explicou que ao abrigo da lei de aborto voluntário aprovado em 2014 pela Assembleia Provincial, as mulheres podem requerer a interrupção da gravidez desde momento que apresentem no requerimento dirigido ao director da unidade sanitária, razões objectivas dessa necessidade.
“Os motivos considerados pertinentes são, por exemplo, incesto, perturbações mentais da mulher grávida ou uma grávida que resultou de uma comprovada violação sexual”, indicou Isabel Langa.
Os serviços materno-infantil na província de Inhambane registaram nos últimos nove meses do ano em curso 1942 casos de ameaça de aborto, 125 mulheres tiveram abordo complicado e 94 mulheres fizeram tentativa de abordo com recurso a métodos não recomendados.
Para evitar estas práticas que põem em risco a vida das pessoas, Isabel Langa aconselha as interessadas em interromper a gravidez a optarem por um aborto seguro, recorrendo às unidades sanitárias que realizam esta actividade. Em Inhambane, neste momento o hospital provincial é o único a realizar o aborto seguro e que até princípios do próximo ano estes serviços vão atingir as sedes distritais.


