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O GOVERNO necessita de pelo menos 900 milhões de meticais para a reabilitação, ampliação ou ainda construção de novas infra-estruturas de abastecimento de água, no quadro da expansão da rede do precioso líquido às comunidades no sul da província de Inhambane. Esta informação foi prestada pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Bonete, no final da visita de trabalho a Inhambane.

Carlos Bonete foi informado que a cobertura de água no sul do país, não obstante os esforços em curso, que consistem na reabilitação e ampliação dos sistemas para prover água às comunidades, continua longe de satisfazer as necessidades.

O titular da pasta das Obras Públicas tomou conhecimento de que nas cidades de Inhambane e Maxixe o Fundo de Investimento do Património de Abastecimento de Água (FIPAG) tem mais despesas que receitas, tendo, por conseguinte, instruído a empresa nas duas delegações para encontrar estratégias visando produzir dinheiro para dar mais água às comunidades.

Dados disponíveis indicam que, na capital provincial, a FIPAG, pela captação, tratamento e canalização da água, gasta por mês mais de seis milhões de meticais, contra cinco milhões de receita.

Na Maxixe, considerada a capital económica da província de Inhambane, a mesma empresa gasta cinco milhões de meticais para o seu funcionamento, valor que, entretanto, não produz.

Perante esta realidade, Carlos Bonete chamou atenção aos gestores destas empresas, que funcionam de maneira independente, para lutarem contra as ligações clandestinas, pressionar os devedores a pagar o produto fornecido, para além da necessidade de aumentar o investimento, provendo mais água para todos. 

Enquanto o governo procura pelos 900 milhões de meticais, dinheiro necessário para investir no melhoramento do abastecimento do precioso líquido nas duas cidades, Carlos Bonete exige que aquela instituição trabalhe no sentido de reverter o actual quadro de facturação para reduzir os encargos financeiros ao governo. 

“É preciso dialogar com os consumidores, explicar sobre a necessidade de pagar água, bem como os prejuízos das ligações clandestinas, daí que as delegações da FIPAG devem deixar de esperar pelo dinheiro que não produzem”, apelou o ministro.

Tomás Menete (Colaboração)

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