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O CONCEITUADO músico brasileiro Djavan já se encontra na capital moçambicana, Maputo, onde amanhã realiza um concerto no espaço do Coconuts. O músico faz-se acompanhar pela sua banda, para um concerto que se inicia às 20:30 horas. Este concerto é uma oportunidade que os moçambicanos têm de ver, pela primeira vez, este grande artista brasileiro e uma das referências maiores da música daquele país.

Até porque ele é uma figura sobejamente conhecida entre nós e as suas músicas são cantadas e apreciadas entre os amantes, sobretudo, do estilo romântico. Inclusivamente, chegou a ser anunciada a sua vinda ao nosso país por alguns promotores, mas tal nunca chegou a verificar-se.

Ele mesmo mostra-se animado por estar em Maputo, algo que já queria que acontecesse faz mais de cinco anos. Daí ter prometido um concerto que vai durar duas horas para ficar registado por muito tempo no imaginário daqueles que amanhã se farão presentes no Coconuts.

E justifica-se esta ansiedade, se tomarmos em linha de conta que há muito tempo era esperada a vinda de Djavan a Maputo, facto que em Fevereiro do presente parecia estar prestes a concretizar, mas debalde. E desta vez foi de vez.

Aliás, o próprio artista disse, em entrevista ao “Notícias”, que a sua vinda à nossa capital começou a desenhar-se há uns cinco/seis anos. Porém, não mais se concretizava devido a questões que lhe ultrapassam. Só agora é que ele conseguiu vir a Maputo, proveniente de Angola onde esteve a participar num festival em Luanda.

Esta é a primeira vez que o artista vem a Moçambique e já se mostrou fascinado com a cidade de Maputo. Até porque antes não tinha muita informação sobre o país. Sabia, no entanto, que os moçambicanos são pessoas acolhedoras. E no Brasil Djavan tem um amigo moçambicano: o cineasta Ruy Guerra, que está lá radicado.

Sobre a cidade ele diz: “eu acho que esta cidade é muito boa. Saindo do aeroporto para o hotel eu vi que esta cidade está mais assentada quando comparada com outras onde já estive aqui em África. Mas, sinto, por exemplo, que estamos numa cidade distinta em relação a Luanda, embora me parece ser uma cidade menor. Gosto do aspecto organizacional da cidade”.

Falando sobre o seu passado, Djavan ainda recordou a sua curta passagem pelo futebol e disse que, por vezes, ainda dá, sempre que pode, alguns toques com amigos. Ele tanto se envolveu com o futebol que chegou a pensar que aquele fosse ser o seu futuro até que um dia, aos 16 anos de idade, descobriu o instrumento musical da sua vida: a guitarra, que foi determinante para a opção final da carreira da sua vida. “Descobri a guitarra e aí, imediatamente, a opção pela música foi total. Mas, há que referir que eu venho com a música desde os meus quatro anos de idade, quando a minha mãe me colocava para cantar para as amigas em casa. Mas, a opção pela música foi através da descoberta da guitarra com os meus 16 anos de idade”.

Com 64 anos de idade, Djavan Caetano Viana, de seu completo, nasceu no seio de uma família pobre de Maceió, onde formou, ainda jovem o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD), que tocava alguns temas dos Beatles.

Em 1973 mudou-se para o Rio de Janeiro em 1973, onde inicia a sua participação em diversos festivais. Três anos mais tarde grava o LP “A Voz, o Violão e a Arte de Djavan”, com composições próprias que já chamavam a atenção pela sua maneira diferente de cantar e pela alta qualidade na execução de violão, aliada a melodias elaboradas e divisões rítmicas subtis.

Logo nesse primeiro disco estava um dos seus maiores sucessos que marcaria toda a sua carreira: o tema “Flor-de-lis”.

Nos trabalhos seguintes incorporou outras influências, como a da música africana, jazz, samba, r&b, música negra norte-americana e bossa nova. Foi, depois acumulando sucessos com temas como “Açaí”, “Sina” e “Samurai”, este com participação especial de Stevie Wonder na gaita.

Teria ainda outras composições consagradas e que, por exemplo, em Moçambique constituem verdadeiros hinos. São, de entre tantos outros. “Meu Bem Querer”, “Oceano”, “Faltando um Pedaço”, “Esquinas”, “Seduzir”.

Tem ainda “Pétala”, “Lilás", “A Ilha”, “Fato Consumado”, “Álibi”, “Azul” e “Cerrado”, numa longa e intensa carreira que já leva mais de trinta anos.

Conta com mais de 20 discos gravados, três DVD’s e dezenas de músicas que foram usadas como trilhas sonoras de novelas e filmes no Brasil e no resto do mundo.

António Marcos e Chitsondzo a abrir

Para abrir o concerto de Djavan foram convidadas dois músicos sobejamente conhecidos no nosso panorama musical. Trata-se de António Marcos e Roberto Chitsondzo, este último guitarrista e vocalista principal do agrupamento moçambicano Ghorwane. A eles foi-lhes dada a oportunidade de fazerem as honras da casa.

António Marcos é daqueles artistas que consegue animar a plateia, com os seus temas populares e sempre com uma crítica social mordaz. Por vezes cheio de ironia.

Tendo a guitarra e a voz com gazuas, Roberto Chitsondzo consegue, sozinho, levantar plateias e arrancar aplausos. Ele popularizou-se como vocalista principal dos Ghorwane, mas não raras vezes tem aparecido a solo a cantar e encantar.                                                                                                

Rui Veloso, Milton de Nascimento, Lirha… no Verão

O representante da empresa de telefonia móvel mcel, que patrocina a vinda de Djavan a Maputo, Zofimo Muiuane, explicou que a ideia de trazer o artista enquadra-se no princípio daquela empresa de querer abrir o Verão Amarelo com um artista de referência mundial.

Depois de Djavan virão outros artistas como Lokua Kanza, Rui Veloso, Milton de Nascimento, Lira e Freshlyground.

“Há muitos nomes sonantes que estão a caminho de Moçambique que é para brindarem os moçambicanos com aquilo que sabem fazer: a música. Por isso, é um orgulho para nós concretizar o sonho de muitos moçambicanos de trazer o Djavan”, disse, dando ainda a conhecer a realização do festival de Pandza, que terá lugar em Maputo, entre tantos outros eventos que irão decorrer ao longo deste verão.

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