A GALERIA Djanira, do Centro Cultural Brasil Moçambique, acolhe desde terça-feira a exposição de pintura “Maputo em Cores”, do artista plástico de origem peruana Rafo Díaz.

O artista apresenta 26 obras em técnicas de giz pastel, aquarelas e acrílicos bem como marionetas feitos em papel mache e capulanas, numa singela homenagem à capital do país que na última segunda-feira celebrou 127 da sua elevação a esta categoria.

Rafo Díaz, artista autodidacta em teatro, pintura e literatura, pretende, nesta exposição, mostrar o seu olhar particular sobre a vivência dos moradores da cidade de Maputo num contexto colorido, onde eles desenvolvem as suas actividades.

A vivência dos moradores da cidade de Maputo é igualmente demonstrada sem esquecer as suas tradições, usos e costumes que são populares em Moçambique.

A exposição, que se enquadra na semana da cidade de Maputo, estará aberta ao público até 30 de Novembro, no período entre as 10.00 e as 16.00 horas.

Maputo deixou de ser uma simples vila, passando à categoria da cidade a 10 de Novembro de 1887. Aos 127 anos da sua elevação a esta categoria, a urbe está em mudanças, sob ponto de vista de estrutura física, misturando o moderno e o tradicional.

SOBRE O ARTISTA

Rafo Díaz nasceu em Iquitos, Peru. Publicou três livros de contos, lendas e anedotas amazónicas. Sempre gostou de contar contos, mas foi no ano 2000 que começou a sua carreira formal na arte. Desde então Rafo visitou alguns países, em três continentes diferentes, como convidado a festivais, encontros, fóruns, entre outros. O que permitiu ao contador de histórias levar as suas narrações a muitas cidades e povos.

Rafo Díaz é pintor, escritor e actor e, para ele, a memória colectiva é sagrada, apaixona-o ser o cordão umbilical que alimenta o mundo real com a fantasia e o sonho.

Em 1993, foi vencedor do concurso “Cidade de Iquitos” da primeira competição nacional da história curta no Peru. Em 2004, ganhou o terceiro prémio no Festival Ibero, décimo de Cuenteros na Colômbia. Fez cinco exposições a solo de pintura nos Estados Unidos, Peru e Nicarágua. Em 2000, foi o primeiro vencedor de Salão de arte Amazon, II bienal de arte em Lima – Peru. Sócio-fundador de “La Restinga”; organização sem fins lucrativos, criada em 1996.

Em 1995, fundou o grupo de arte “Livre de teatro” que hoje chama-se “Katziboreri produções”, abrangendo projectos de teatro, tendo criado 17 mostras vistas em mais de uma dúzia de países na América Latina, Europa e África.

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