Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O CATÁLOGO “Estados de alma das artes em Moçambique - Artes Plásticas” é uma valiosa ferramenta de promoção da cultura e do inesgotável engenho criativo dos artistas nacionais, segundo considerou ontem o Presidente da República, Filipe Nyusi, no lançamento deste documento que decorreu na capital do país.

Na acepção do Chefe do Estado, o catálogo - que serve igualmente para o usufruto dos moçambicanos e dos povos do mundo - regista a identidade dos moçambicanos.

“Esta é a razão que nos inspira a iniciar o catálogo, na sua primeira página, com a frase ‘Resgatar o lugar e o papel dos nossos heróis da cultura’, como forma de imortalizar as vivências daqueles que, com pincéis em punho, pintam as variadíssimas tonalidades e cores do nosso mosaico cultural e participam no registo e difusão das nossas vivências repletas de conquistas e desafios e, sobretudo, transmitem-nos os estados da alma dos nossos concidadãos”.

Este é o primeiro de uma série de catálogos que o Governo, através do Ministério da Cultura e Turismo, pretende produzir sobre as artes no seu todo. O mesmo contém 50 nomes sonantes de artistas plásticos de todas as gerações, entre os quais destacam-se Malangatana, Bertina Lopes, Alberto Chissano, Naftal Langa, Noel Langa, Victor Sousa, Samate Mulungo, Idasse Tembe, Alex Dunduro, Gemuce, Joaneth, Pekiwa, entre outros.

Na ocasião, Filipe Nyusi disse que “Estados de alma das artes em Moçambique” constitui um mecanismo de exaltação dos artistas nacionais, proeminentes figuras e actores do processo de reinterpretação da nossa história e identidade.

“Estes homens e mulheres que dedicaram e uns ainda dedicam as suas vidas à criação artística simbolizam o sistema de valores das nossas raízes e das nossas conquistas, sintetizando a nossa unidade na diversidade”.

Mais do que um simples livro de histórias individuais, o catálogo retrata, prosseguiu o Presidente da República, os caminhos que têm sido trilhados na epopeia colectiva de fortalecimento da moçambicanidade e na busca do bem-estar colectivo, para além de ser uma obra que qualifica Moçambique como uma nação que, na segunda-feira, assinala 43 anos de independência nacional.

O mesmo documento contempla ainda um vasto conjunto de artistas de obras que, na sintonia da sua expressão identitária, se entrelaçam e comunicam entre si, reflectindo as mais diversas gerações, vivências e etapas da história comum e da moçambicanidade.

E estes artistas “constituem-se em obreiros que arduamente moldam a nossa cidadania material e espiritual”, anotou o Chefe do Estado, avançando que a sua produção é uma das formas de divulgação e internacionalização das artes e dos artistas moçambicanos, bem como de valorização dos artistas e agentes culturais e criativos, através do incentivo à exaltação das suas virtudes e qualidades.

Está, igualmente, no prelo, o segundo catálogo que englobará outros 50 nomes e obras ligadas à literatura, cujo lançamento será no final deste ano. Projecta-se também a publicação de outros livros de género sobre música, dança e teatro, entre outras expressões artísticas.

Aliás, a ideia destes documentos, que são de carácter didáctico, podendo, por isso, ser usados nas escolas de arte e cultura, é de promover, preservar e divulgar o processo do desenvolvimento das artes no país.

O evento foi animado com as actuações musicais de Roberto Chitsondzo e Stewart Sukuma, a leitura jogral de Alvim Cossa e Zelma Rajá, bem como pela declamação do poema do falecido poeta-mor José Craveirinha, “Rumbas de viola no Comoreano”, pelo escritor e académico Calane da Silva.

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