Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Vinte e cinco figuras internacionais, incluindo vários vencedores do Prémio Nobel, lançaram hoje um apelo aos líderes mundiais para que assinem um "pacto de informação e democracia".

Os economistas Amartya Sen e Joseph Stiglitz, a advogada Shirin Ebadi e o escritor Mario Vargas Llosa dirigem-se directamente aos mais de 60 chefes de Estado e de Governo, incluindo os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente, que vão marcar presença no Fórum de Paris pela Paz, que se realiza de 11 a 13 de Novembro e que marca o centenário da Primeira Guerra Mundial.

Os signatários, reunidos por iniciativa dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) numa Comissão de Informação e Democracia, apelam aos líderes para "lançarem um processo político" de forma a que um pacto seja assinado "dentro de um ano".

"Num momento histórico crucial", este pacto deveria "estabelecer garantias democráticas sobre a informação e a liberdade de opinião", sublinham os signatários do apelo, entre os quais encontramos também o ex-presidente do Senegal, Abdou Diouf, os advogados chinês e paquistanês, Teng Biao e Nighat Dad, respectivamente, o jornalista turco Can Dundar ou o ensaísta Francis Fukuyama.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, que recebera membros da comissão em Setembro, havia indicado a sua intenção de "mobilizar" líderes internacionais sobre a matéria.

Hoje, a Comissão de Informação e Democracia publicou uma "Declaração Internacional sobre Informação e Democracia" que poderia servir como base de trabalho para os líderes.

Este texto de seis páginas enumera as garantias democráticas necessárias, de acordo com os seus signatários, "num contexto de globalização, digitalização e perturbação do espaço público": direito à informação fidedigna, privacidade e transparência de poderes”.

A Comissão propõe também a criação de um "grupo internacional de peritos em informação e democracia", "tal como o GIEC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas] para as questões climáticas". O documento também desafia os gigantes da Internet, que devem "respeitar os princípios fundamentais", defendendo que é sua responsabilidade "garantir o pluralismo (...) e implementar mecanismos para promover informações de confiança".

"Liberdades, a harmonia civil e a paz" estão actualmente ameaçadas pelo "controlo político sobre a imprensa e os 'media' (…), desinformação online em massa, a fragilidade económica do jornalismo de qualidade e pelos ataques e violência contra os jornalistas", sublinham os 25 signatários do apelo.

 

 

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MÚSICA ao vivo, gastronomia e palestras vão marcar as comemorações dos 30 anos da Associação de Músicos Moçambicanos (AMMO), que se assinalam no dia 12 deste mês.

A data é celebrada num momento em que a agremiação está preocupada com a situação dos fazedores da música nacional. No role de aspectos a serem focados, o destaque vai para o estatuto da associação, a carteira profissional, o perfil do associado dentro e fora do colectivo e o futuro do artista.

Segundo, Baba Harris, secretário-geral adjunto da AMMO, durante estes 30 anos, a associação registou um grande avanço e muitas realizações.

“Conseguimos desenhar o estatuto, temos instalações próprias onde funcionam os escritórios e a escola de música. O espaço conta com um estúdio de gravação completamente equipado e com instrumentos para a produção de música ao vivo. A escola ministra os cursos de piano, voz e guitarra”, informou.

Baba Harris disse que a associação conta com quatro mil membros registados em todo o território nacional, mas apenas 10 por cento paga as quotas. A atitude dos membros de não honrarem com as suas obrigações, diz, faz com que não se vislumbrem as acções da organização.

Anotou que os debates e palestras agendados, no âmbito das celebrações do dia do músico moçambicano, visam esclarecer muitos equívocos, por parte dos artistas, sobre as responsabilidades da associação.

Na óptica do nosso interlocutor, alguns membros acusam a colectividade de nada fazer em prol do músico, sem que os mesmos tenham as quotas em dia. Alegou que a associação não gere fundos, daí que, para o seu funcionamento administrativo, dependa da contribuição dos seus associados.

“Temos colegas artistas que não participam activamente na vida da agremiação, não procuram informar-se sobre os projectos, processos de implementação, dificuldades ou sucesso, mas sim exigem que o organismo responda às necessidades individuais”, acusou.

MUDAR DE ATITUDE E SER “AGUERRIDO”

Elvira Viegas, cantora e membro da AMMO, disse ser com grande orgulho que participa na preparação deste grandioso evento.

Ela refere que 30 anos de existência de uma organização é uma vida que vale a pena louvar.

Fez uma avaliação positiva desta agremiação, apesar de alguns entraves no avanço dos projectos previamente traçados, devidos às vicissitudes da vida dos associados, da sociedade e do país.

Destacou ainda que o estatuto passou por várias revisões para acomodar os interesses dos seus membros, e lembrou igualmente que quando foi elaborado o primeiro estatuto, o país vivia o regime monopartidário e quando passou ao multipartidarismo teve que se ajustar o instrumento que regula o músico.

Elvira Viegas lançou um desafio à AMMO, e sugere um dinamismo por parte dos seus gestores. Considera que durante os 30 anos, a agremiação caracterizou-se por uma fraca actuação.

“É preciso que a direcção seja “agressiva”, num bom sentido, na procura de oportunidades, parcerias e implementação de iniciativas. Tem que ir à luta, porque o sedentarismo e o conformismo não nos rendem nada, se não apenas lamentações. E não adianta em nada mudar sempre a direcção, mas precisamos de mudar as nossas atitudes”, disse a cantora. 

Criada em 1988, a Associação dos Músicos Moçambicanos (AMMO) é uma organização sócio-profissional que tem como responsabilidades promover, entre outros, a solidariedade, a defesa dos direitos e interesses sociais e económicos dos seus membros, colaborar com o Estado na definição de políticas públicas para o exercício da actividade musical e defesa dos Direitos do Autor e Direitos Conexos.

                                                 SAMUEL UAMUSSE

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