Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Em Junho do ano passado, o nosso matutino recuperou a preocupação generalizada da “morte” das salas de cinema. Foram três reportagens, nas quais denunciamos o estado de degradação, abandono e sub-aproveitamento das antigas salas de Maputo e a indignação dos cineastas face à situação.

Apesar de nos termos limitado à capital do país, estamos cientes de que o cenário se estende tenebroso pelo país afora. Os antigos espaços, que respondiam a essa actividade, foram tomados de assalto pelas igrejas, comerciantes e demais serviços, não aqueles para os quais foram concebidos.

Mas a sala, de facto, é o último lugar na cadeia de produção cinematográfica. O filme - longa ou curta metragem, seja documentário ou ficção - começa muito antes, na cabeça de alguém. Até chegar à tela, já passou por vários processos que têm custos elevadíssimos.

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Os norte-americanos Jerry Siegel e Joe Shuster esboçaram um personagem que é produto da sua imaginação. Com o passar de tempo, esse personagem, que tinha poderes excepcionais, ganhou notoriedade e outros condimentos, que o tornaram em Super-Homem.

Esta é uma figura de pele impenetrável, capacidade de voar pelo espaço e força para derrubar montanhas, transformando-se em super-herói, porque sempre defendeu os fracos da tirania dos mais fortes. Ou seja, é uma figura do bem, que luta sempre contra o mal. Super-Homem entrou na imaginação infanto-juvenil mundial e inspirou crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Jerry Siegel e Joe Shuster não esboçaram apenas uma personagem, desenharam um símbolo de resistência, perseverança e fé. Nos momentos de crise, muitos fecham os olhos e imaginam-se Super-Homens e acabam vencendo as adversidades, que a vida lhes impõe.

O Super-Homem tinha vida dupla, quando despia a capa de herói, usava outros trajes e tinha uma profissão: jornalista.

No fundo, aquela personagem criada por Jerry Siegel e Joe Shuster, era super-herói duas vezes, pois o jornalista é também super-herói. Diariamente descreve o pulsar do planeta. Grande parte da informação que a população tem é graças a esse profissional. Está (ou deve estar) sempre do lado da verdade, que muitas vezes tem sido pervertida por aqueles que fazem a adoração do mal.

 A morte torna-se frágil, não tem argumentos para convencer o Super-Homem.

Os jornalistas combatem um bom combate, vencem as adversidades e cumprem a sua missão de narrar o hoje. Contam somente com as palavras, sons e imagens. E assim contam os acontecimentos do mundo.

Será que a morte pode vencer este super-herói? Não! Os heróis não morrem. Nunca perdem a vida, mas metamorfoseiam e atingem outra dimensão. Os heróis (neste caso os jornalistas dignos) ganham vida através dos seus escritos, através das suas matérias audiovisuais. O labor da sua lavra torna-os únicos e autênticos.

Por isso, deveria ser pecado chorar no velório de jornalistas, pois a sua obra é imortal.

Os vermes podem consumir o corpo, os vermes podem mastigar os ossos, mas nunca conseguiram apagar a história.

Indeléveis são as peugadas destes seres que se entregam a esta profissão. Afinal, eles vivem cada trabalho com a mesma fome, a mesma sede, a mesma motivação, a mesma força, o mesmo vigor. Até porque é disso que o mundo precisa. É desses heróis (super-heróis) que a sociedade a eles se acocora, pois são sempre o último reduto da verdade.

Há dias o sangue de um jornalista parou de circular, o seu corpo foi para terra e os vermes vão consumir.

A carne se foi, mas a obra tem de viver, deve viver, não pode se perde. Porque o jornalista não morre, vive quando a informação circula, quando o legado é mantido. Vive e como vive!

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Sempre há espaço para aquela conversa. Que sai leve e solta. Por vezes acompanhada de um sorriso ou mesmo uma gargalhada. A conversa solta os músculos faciais, abre as mentes para o conhecimento e cria aquela boa disposição. As palavras, os gestos, os olhares dizem muito. Enfim, comunica-se.

Mas, para ouvir o outro é necessário que haja atenção. Os ouvidos devem abrir-se para entender, compreender, aprender e apreender o que é dito.

No fundo, temos de estar abertos para a conversa. A conversa, mesmo que seja “fiada”, é a fórmula mágica para ganhar-se o dia. O néctar abençoado que tempera amizades e aduba as boas relações humanas. Pessoas que dialogam raramente se desentendem. Nem há como isso acontecer. É por isso, que a nossa bela nação, com a sua enorme janela aberta para o Índico, como dizia o poeta, tem os seus pilares assentes na conversa, no diálogo. Afinal, isso faz bem a saúde!

Nesta sequência de imagens, temos:

  1. Presidente da República, Filipe Nyusi, conversa com os guardiães da legalidade, no dia da Legalidade.
  2. Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, e a Ministra da Juventude e Desportos, Nyelete Mondlane
  3. Presidente do Botswana, Mokgweetsi Masisi, recebendo explicações sobre o funcionamento da Central Termoeléctrica de Maputo
  4. Deputado Eneas Comiche (eleito edil do Conselho Autárquico de Maputo) num “bate papo” com João Osvaldo Machatine, Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.
  5. Augusto de Sousa Fernandes, Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia troca “dedos de conversa” com um expositor na conferência sobre gás em Maputo
  6. A “turminha” ouve atentamente uma lição sobre o Notícias dada por Bento Balói, Presidente do Conselho de Administração da Sociedade do Notícias 
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