Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A RUA é sagrada, na madrugada caminham atarefados e atarefadas amantes da alvorada. Na calçada, apreciamos o marchar da lua prateada. A manhã já é anunciada, trabalhadores saem da cama para a estrada, iniciam mais uma jornada.

A rua tão bem falada pode ser aproveitada como palco, o “Festival de Teatro de Rua” comprava isso.   Mas na rua não tem só arte, o lixo abunda, a cidade afunda para um mar de escuridão. E uma iniciativa vem lutar contra este caos, essa podridão. Guiados por uma força enérgica, eles lutam para limpar a praia, limpar a rua, limpar e limpar: “Lixo no chão, não”.

A rua é inspiração para livros e obras cinematográficas. Falando em cinema, João Ribeiro prepara mais um filme e tivemos a oportunidade de assistir à sua gravação.

Para fechar, deixem-nos aconselhar para quem quer estudar, porque a nossa experiência nos dá legitimidade para orientar mentes que precisam de conhecimento para se fortificar. Aí vai: aproveitem as dádivas que a rua oferece.

 

 

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BEM dizia o saudoso Presidente Samora Machel: “as crianças são flores que nunca murcham”, pois o futuro delas depende. O jardim não pode morrer. Como que a concordar, Louis Armstrong, aquele vovó norte-americano que tocava trompete com os seus solos e mudou o rumo do jazz, cantou “I hear babies cry, I watch them grow/ They'll learn much more, than I'll never know/ And I think to myself, what a wonderful world (Eu ouço bebés chorando, eu os vejo crescer/ Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber/E eu penso comigo, que mundo maravilhoso)”. É o seu eterno hino “What a Wonderful World (Que mundo maravilhoso)”. É isso. O futuro às crianças pertence, daí a obrigação de toda a sociedade de zelar por elas. Tal pode ser feito de diversas maneiras, mas, de certeza, começa por não se permitir que cresçam em ambientes de indigência e permitir-lhes que estejam num ambiente de boa educação de modo que envenenem o seu futuro. Mas sempre se diz que nunca é tarde. Aliás, uma frase que se atribui a Pitágoras é esclarecedora nesse sentido: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”. O bom é que, ainda que ténue, lá no fundo, há uma luz. O futuro será risonho. Mas temos que pensar nele e incluir a todos.

 

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O FIM-DE-SEMANA vai longo. As últimas portas de muitos gabinetes nacionais fecharam-se à entrada da tarde de quinta-feira. Aproveitando-se o facto de ontem ter sido 7 de Setembro, portanto, feriado nacional. Mas, como nos habituaram, assim que entrarmos na segunda-feira, as estatísticas policiais exibirão um cenário dramático e sangrento, resultante de acidentes de viação.

E a condução sob avançado estado de embriaguez continua a ser uma das principais razões para o elevado número desses sinistros que assistimos no país. É que hoje quase nenhum automobilista liga à “velha”, mas sempre presente e importante máxima, segundo a qual se conduz não beba e se bebeu não se faça ao volante.

Parece mesmo que a competição entre os automobilistas que consomem álcool é ver quem bebe mais do que o outro. E depois dessa corrida alcoólica fazem-se à estrada para pôr as suas viaturas a competir, se esquecendo a estrada que usam para esses fitos geralmente é a que os conduz à morte. Às vezes esses indivíduos não só causam mortes a eles mesmos, num acto que parece autênticos suicídios, mas também a terceiros que nada tem a ver com essa irresponsabilidade. Sim, porque é irresponsabilidade beber e depois fazer-se à estrada, depois de consumir doses cavalares de bebidas alcoólicas.

Só para termos uma ideia, dados estatísticos oficiais apontam que em 2017 registaram-se 1992 acidentes de viação em todo o país. E neste quadro, a cidade e província de Maputo bateram recorde por terem sido os locais onde houve maior número de acidentes, designadamente 395 e 598, respectivamente.

A mesma informação indica ainda que o período de Setembro a Dezembro tem sido o mais sangrento. E analisadas as estatísticas referentes ao ano passado, observamos mesmo que em Setembro houve 182 e em Dezembro 209, tendo sido os meses com um número elevado de sinistros.

Analisando ainda a frequência de sinistros em 2017, nota-se que de um total de 1992 referidos, 92,1 por cento foram acidentes rodoviários, em contrapartida com menor frequência os ferroviários e marítimos, com 7,7 e 0,2 por cento respectivamente.

Em termos de horário, o período em que se registam mais acidentes é das 12.00-18.00 horas (516) e 18.00-0.00 horas (437). Embora em 2017 tenham-se registado menos acidentes no período entre as 18.00-0.00 horas, notou-se que foi nesse horário onde registaram-se os acidentes mais graves.

E em termos de categorias notou-se que em 2017 houve mais atropelamentos (43,6%), choque entre carros (26,4%), despiste e capotamento (15,6%).

Embora haja uma tendência de redução das vítimas de acidentes de viação, se comparados os anos 2016 (5632) e 2017 (4846), nota-se que a gravidade da sinistralidade é deveras impactante, com o aumento do número de feridos graves e ligeiros.

O gráfico mostra, por exemplo, que em 2017 foram registados 4846 vítimas de acidentes, dos quais 27,9 por cento resultaram em óbitos, 30,4 por cento feridos graves e 41,7 por cento feridos ligeiros.

Os óbitos por atropelamento são os mais frequentes, correspondendo a 31,8 por cento, seguindo despiste e capotamento com 21,6 por cento. Entretanto, o maior número dos feridos graves e ligeiros resultam de acidentes por choque entre carros, despiste e capotamento.

Então, diante destes dados que nos são apresentados há que dizer: que haja muita moderação!

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O DIÁLOGO une as pessoas e as faz estarem alinhadas nos seus propósitos, garantindo sucesso nas acções que pretendem. As interacções pessoais são saudáveis porque melhoram o estado de espírito de cada um. Não importa se são duas ou mais pessoas. Não importa o lugar, não importa a hora do dia. Não importa se são assuntos sérios ou meras banalidades. O mais importante é estar-se focado na mesma linha de pensamento, porque, daí para a gargalhada que se solta leve, o passo é curto. Então, vamos lá dialogar.

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