Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

SEMPRE que se pensa em ir à busca de um serviço público, cujo acesso é dependente, antes do atendimento, de uma fila, é uma grande chatice. Tal se agrava quando esse lugar é um estabelecimento bancário, em pouca e sinceras palavras diríamos se tratar de um teste à paciência de qualquer individuo, ainda que paciente de perfil.

A lentidão com que o atendimento decorre torna até um camaleão doente das pernas extremamente veloz. Ao entrar-se para uma agência bancária, de quase todos os que actuam no nosso país, a excepção de um e outro - agulha no palheiro -, este lamentável cenário se repete.

Quem se dirige ao balcão, normalmente fá-lo com intuito de se livrar de algum infortúnio que o apoquenta – neste pacote está incluso depositar dinheiro, porque guardado no bolso consegue ser atentado mais catastrófico que o massacre de Mueda. E tem urgência nisso.

Indigna que a morosidade, muitas vezes, se quer mereça dos funcionários a mínima, ainda que descabida – tal mostraria uma ligeira dose de respeito – explicação. Cria revolta vê-los na maior serenidade do mundo a trocar muitos dedos de conversa como se o nosso tempo fosse deles.

A imagem é a seguinte: uma fila que contorna faz 360º no espaço reservado ao atendimento público, com alguns dispersos pela agência a fintar a chatice com alguma qualquer ocupação como, por exemplo, ir às redes sociais ou campo de mensagens para conversar até com pessoas há muito esquecidas.

Ainda que puritano, platónico ou de aura digna de santo respeitoso, a demora no atendimento leva a recordar, com palavras impróprias que, na verdade, aquela instituição e aqueles funcionários só existem por que nós, clientes vamos lá depositar, ainda que pouco, o nosso dinheiro.

O fato e gravata, os sapatos sola de madeira, salto alto, vestidos chiq, perfume e demais quinquilharia que adorna aqueles lentos não seriam adquiridos se nós, clientes, não depositássemos lá o nosso dinheiro. Ainda que pouco.

O tratamento que recebemos, na maioria dos bancos, não se difere do acto de nos ajoelharmos clamando ajuda para nos safarmos de algum inconveniente numa situação extrema que nos possa incomodar.

É humilhante e ultrajante demorar horas a fio com gente que, sejamos francos, é paga com o dinheiro do nosso sacrifício e suor.

Esta lamúria que este Tema de Fundo trás é já antiga e conhecida. Mais uma vez mais deixa claro que, não só nos bancos, há ainda uma grande falta de respeito para com o cliente neste país.

O mais agravante é que, nessa longa espera, nem sequer se dignam a servir, ainda que pouco, pelo menos, uma água.   

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