A PALAVRA é o objecto sobre o qual o escritor trabalha. O nível de tratamento que ele dá à mesma deixa-nos com a impressão de pertencer a outro mundo. É como se descesse do Olimpo para uma conversa terrena. Mas no fundo, os escritores – os artistas de um modo geral – são pessoas que apenas entregam-se a essas vozes internas, que gritam, partindo do interior do silêncio. É ilusório, então, pensar que apenas lidam com imagens imaginárias. Vê só que o poeta moçambicano Sangari Okapi anda por aí a fazer fotografias e, no caso, aos ilustres escritores Juvenal Bucuane, que foi coordenador da revista Charrua, e o angolano José Luís Mendonça. A probabilidade de ter sido um bom registo confirma-se no gesto do artista plástico Ídasse Tembe, ao lado do poeta Armando Artur. Lá no fundo, a esconder o riso, o Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, Nataniel Ngomane, parece estar a perguntar-se: “Mas, desde quando o Sangari anda nessas coisas de fotografar?”

“Chocadas”, Sara Jona e Conceição Siopa – que, não querendo imiscuir-se nessas andanças de “retratistas”, e optam por investigar a acutilância da palavra dos escritores – apenas entreolham-se embasbacadas pela nova aventura por Sangare abraçada: a fotografia.

Indo para outra, não custa recordar-se de um escriba que terá dito que o poeta vive com a alma na ponta dos dedos da mão. Os afectos são, então, o modo como isso se materializa. Que nos digam Jorge Ferrão, Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, e Luís Carlos Patraquim, ambos escritores de fina pena e ambos paladinos da palavra e da retórica. E os escritores Bento Baloi e Rogério Manjate parecem estar, igualmente, a testemunhar tal facto. Só a cantora Xixel Langa para mudar a panorâmica e nos levar para outra dimensão da arte.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction