Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A esposa do governador de Tete, Joana Auade, considera ainda preocupante o índice de prevalência de uniões prematuras na província, embora haja registo de redução de casos deste fenómeno.

A esposa do governador falava ontem, no distrito de Mágoè, no final da primeira conferência religiosa distrital, evento que reuniu governantes distritais, líderes religiosos e comunitários, entre outros convidados.

“Há uma redução sim. Estamos a envidar esforços para a sua contenção, mas não estamos satisfeitos, porque ainda ocorrem uniões prematuras. Este assunto é muito preocupante, porque as raparigas estão a interromper os seus estudos para cuidar de lares, serem mães de forma precoce”, afirmou a esposa do governador Paulo Auade.

Argumentando, ela disse que o fenómeno é preocupante, porque trava o desenvolvimento, pois “as raparigas que deveriam continuar a estudar para o bem deste país estão a ser casadas cedo”.

Louvou a iniciativa do Governo distrital de Mágoè, que juntou várias camadas sociais para promover o debate sobre casamentos prematuros e abuso sexual de menores, incentivando que esse gesto deve ser multiplicado para que este fenómeno reduza cada vez mais na província de Tete.

“Por isso chamamos a atenção de todos para o seu envolvimento no combate a este mal social. Os próprios líderes comunitários e religiosos jogam um papel muito importante na educação moral para que a sociedade saiba que este mal deve ser eliminado para o bem de todos”, sublinhou, segundo a AIM.

Joana Auade acredita que os debates havidos na conferência poderão contribuir significativamente na redução ou contenção de casamentos prematuros na província.

“Estamos satisfeitos quando ouvimos os próprios líderes comunitários a dizerem que assumem este fenómeno como um problema sério que precisa do envolvimento de todos para a sua erradicação”, acrescentou.

A poligamia, registo das igrejas, artes nocivas à pesca e raiva foram outros temas também debatidos na primeira conferência religiosa distrital, em Mágoè.

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Seis pessoas perderam a vida na manhã de hoje, quarta-feira, na aldeia de Mpire, no distrito de Metuge, em Cabo delgado, em consequência de um acidente de viação.

Segundo Júlio Bernardo, uma das testemunhas ouvidas pela nossa reportagem no local, o acidente de tipo despiste e capotamento envolvendo uma carrinha do tipo mini-bus de transporte de passageiros, foi provocado por excesso de velocidade.

Das vítimas mortais, consta uma criança de aproximadamente tres anos, que seguia na companhia dos seus pais, com destino ao distrito de Chiúre.

Para além de mortos, o acidente provocou um número não especificado de feridos, que entretanto foram evacuados para o hospital provincial de Pemba para cuidados médicos.

Até a altura em que saímos do local, 10 horas, a polícia de trânsito ainda não se tinha feito ao local, para apurar as circunstancia em que se deu o sinistro.

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O GOVERNO na província de Tete está a construir infraestruturas de raiz e a colocar profissionais de Saúde em diversas localidades situadas ao longo da faixa fronteiriça com o Malawi, Zâmbia e Zimbabwè, para melhorar a prestação de serviços às comunidades locais.

A directora provincial da Saúde em Tete, Carla Mosse, afirmou que se está a privilegiar unidades sanitárias do tipo II, equipadas para atender a demanda.
“Estamos a construir com fundos do Orçamento do Estado e com base em parcerias, na perspectiva de levar os serviços mais próximos das comunidades, sobretudo no meio rural”, disse.

Referiu que o investimento vai aliviar a população que tinha que percorrer longas distâncias ou atravessar a fronteira à procura de assistência médica e medicamentosa sendo sujeitos, nalgumas vezes, a maus-tratos de outro lado da fronteira.

Neste pacote já foram inaugurados 10 centros de saúde do mesmo tipo nos postos administrativos de Calomuè, distrito de Angónia, próximo da fronteira com o Malawi; Nzadzu, em Chifunde, e Malowera, em Marávia, junto à fronteira com a Zâmbia e Luia, no posto administrativo de Mecumbura, na fronteira com o Zimbabwe.

Realçou que o Governo tem recebido apoio de algumas entidades privadas e instituições, com destaque para a Hidroeléctrica de Cahora-Bassa que, num passado recente, reabilitou o Hospital Distrital do Zumbu, uma unidade sanitária que veio minimizar em grande medida o sofrimento da população.

“Aqui resolvemos o problema de assistência médica e medicamentosa no distrito que dista 600 quilómetros da cidade de Tete e com vias de acesso péssimas, sobretudo na época chuvosa”, anotou.

Apontou ainda a reabilitação e ampliação do Hospital Rural de Zóbuè, distrito de Moatize, na fronteira com o Malawi, onde foram introduzidos novos serviços de atendimento aos pacientes.
Explicou que estão a ser envidados esforços para a construção de um bloco operatório nestas unidades sanitárias para reduzir a distância, em caso de cirurgia.

Assim, para além dos que já estão em funcionamento no Hospital Rural de  Úlonguè, sede distrital de Angónia, e de Zóbuè, em Moatize, está em construção um outro em Furancungo, distrito de Macanga, que vai aliviar a população do posto administrativo de Chifunde, na linha de fronteira com o Malawi e Zâmbia.

Concluiu que estão em curso, um pouco por toda a província, obras de reabilitação regular das unidades sanitárias e algumas estão a ser dotadas de novos serviços para a melhoria da oferta de serviços de saúde.  

A província de Tete, situada na zona central do país, conta com 1.6 milhões de habitantes e uma rede sanitária constituída por 130 unidades.

Bernardo Carlos

 

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O Conselho Municipal da Cidade de Manica acaba de anunciar o lançamento de um concurso para a contratação de empresas interessadas na execução de obras de resselagem de vias no centro da urbe e ensaibramento e pavimentação da rua Guerra Popular.

O município não avança detalhes sobre as obras, mas refere que as propostas das empresas interessadas devem ser submetidas até ao próximo dia 5 de Outubro.

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Pouco mais de doze mil e setecentos funcionários e agentes do Estado não compareceram à prova de vida,no ano passado, o que poderá levar o executivo a tomar medidas drásticas, incluindo o corte de salários.

A Ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, disse que este grupo consta das folhas de salários e continua a auferir normalmente os vencimentos, mas fisicamente não existe.

Falando sábado último emDerre, na Zambézia,numa reunião com os funcionários do Estado, Namashuluadisse qua a única forma de confirmar a existência dos referidos funcionários é a prova de vida, pelo que se espera que regularizem a sua situação para não serem penalizados.

Afirmou ser necessário fazer uma gestão transparente e racional dos recursos humanos para eliminar o velho problema de funcionários fantasmas, o que passa por aprimorar os mecanismos de controlo.

A governante indicou que está em curso a reestruturação dos mecanismos de admissão e gestão dos funcionários, com base numa nova abordagem que passa por colocá-losem áreas onde podem ter maior desempenho e produtividade, tendo em conta a competência técnica e profissional.

Explicou que no sector público há muitos funcionários, mas os que produzem são muito poucos, daí o apelo aos gestores para que apostem numa abordagem virada pararesultados.

A nível dos distritos, o capital humano deverá ser ajustado às potencialidades locais, não sendo necessário que tenham a mesma estrutura em termos de serviços.

Mostrou-se preocupada com o elevado número de funcionários que perdem a vida. Segundo Namashulua, no último conselho coordenador do ministério que dirige foi constatado que a província da Zambézia representa maior peso, a nível do país, em termos de morte de funcionários e agentes do Estado, com particular destaque para os sectores da educação e saúde.

Recomendou aos gestores para olharem com acuidade aspectos como a assistência médica e medicamentosa, bem como o subsídio de morte e funeral. Para ela, estes aspectos devem ser tratados com maior flexibilidade para ajudar as famílias e seus dependentes.

A ministra da Administração Estatal e Função Pública trabalha nos novos distritos da Zambézia para avaliar os progressos em termos de infra-estruturas sociais e económicas e o engajamento dos funcionários. Os distritos a serem visitados são Derre, Molumbo e Mulevala, cuja criação se deve à necessidade de aproximar a administração pública aos cidadãos.

Jocas Achar

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