Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

COMEÇA esta terça-feira o “namoro” do eleitorado ao nível das 53 autarquias do país. Serão duas semanas durante as quais diversas formações políticas, coligações partidárias e/ou associações e grupos de cidadãos vão tentar convencer o eleitorado nos seus programas de governação durante os próximos cinco anos. Em Cabo Delgado, os potenciais eleitores vão no dia 10 de Outubro estar sujeitos a este exercício ao nível dos cinco municípios deste espaço territorial, nomeadamente Pemba, Montepuez, Mocímboa da Praia, Chiúre e Mueda.

PEMBA: A TERCEIRA MAIOR BAÍA DO MUNDO

O MUNICÍPIO da cidade de Pemba é a capital de Cabo Delgado, confinado a Norte e Oeste pelo distrito de Metuge, através da baia de Pemba, ao Sul pelos distritos de Mecúfi e Metuge e a Este pelo Oceano Índico. Pemba é também conhecida como a terceira maior baía do mundo.

A cidade ocupa uma área de 102 quilómetros quadrados e tem uma população de 201.846 habitantes, segundo consta dos resultados preliminares do IV censo da população e habitação de 2017, do Instituto Nacional de Estatísticas.

Quanto à divisão administrativa, a cidade de Pemba está dividida em 10 bairros, designadamente Paquitiquete, Ingonane, Cimento, Natite, Cariacó, Alto Gingone, Eduardo Mondlane, Mahate, Chuíba e Muxara.

Por estar situada na baia de Pemba, o turismo e restauro constituem uma das principais actividades de bandeira da cidade.

Para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, que serão disputadas pelos partidos Frelimo, Renamo, Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) inscreveu 99.671 potenciais eleitores, definiu 17 locais de votação, onde serão instaladas 134 assembleias de voto.

MONTEPUEZ POTENCIALMENTE AGRÍCOLA

MONTEPUEZ é uma cidade da província de Cabo Delgado, sede do município e distrito do mesmo nome. É limitado a Norte pelo distrito de Mueda, a Sul pelos distritos de Namuno e Chiúre, a Este Ancuabe e Meluco e a Oeste Balama e Mecula, este último no Niassa.

O município de Montepuez se estende por cerca de 80 quilómetros quadrado e é habitado por 261.535 munícipes, segundo consta dos resultados preliminares do IV censo da população e habitação de 2017, do Instituto Nacional de Estatísticas. Montepuez distribui-se pelos bairros Matuto 1, Matuto 2, Matuto 3, Nacate, Mirige, Napai, Nkomate, Napela, Niuhula, Nnawa, Nepara, Marmonte, Matunda, Muica e Nicuapa.

A agricultura constitui a principal actividade económica da maior parte da população, apesar de, igualmente, se praticar o comércio, sobretudo em moldes informais.

Para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, que serão disputadas pelos partidos Frelimo, Renamo e Movimento Democrático de Moçambique, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) inscreveu 58.680 potenciais eleitores e definiu 16 locais de votação, onde serão instaladas 83 assembleias de voto.

 

AGRICULTURA E PESCA DOMINANTES NA MOCÍMBOA

A VILA da Mocímboa da Praia é a sede do distrito do mesmo nome, localizada no extremo norte de Cabo Delgado, ao longo da costa. Tem como limites a localidade de Quelimane (Riacho de Lucoma) a Norte, o rio Quinhevo a Sul, Bují a Oeste e o Oceano Índico a Leste.

Mocímboa da Praia, que ocupa uma área de 67 quilómetros quadrados, tem uma população de 123.975 habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas, distribuídos pelos bairros de Nanduadua, Pamunda, 30 de Junho, Milamba, Muengue, Nanchemele, Bují, Cimento e Unidade.

A pesca e agricultura são as principais actividades económicas da maior parte da população, apesar de, igualmente, se praticar o comércio.

Para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, que serão disputadas pelos partidos Frelimo, Renamo e Movimento Democrático de Moçambique, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) inscreveu no município da vila da Mocímboa da Praia 33.765 potenciais eleitores e definiu cinco locais de votação, onde serão instaladas 44 assembleias de voto.

TRÊS DISPUTAM CHIÚRE

A VILA de Chiúre, sede do distrito com o mesmo nome, fica situada na região sul de Cabo Delgado e é atravessada pela EN1, que liga à cidade de Nampula.

O município, que ocupa uma área de 142,6 quilómetros quadrados, tem uma população de 316.267 habitantes, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, distribuídos em 12 bairros.

Agricultura é actividade económica da maior parte da população, apesar de, igualmente, praticar o comércio, sobretudo informal.

Para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, que serão disputadas pelos partidos Frelimo, Renamo e Movimento Democrático de Moçambique, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) inscreveu no município da vila de Chiúre 31.230 potenciais eleitores e definiu 14 locais de votação, onde serão instaladas 46 assembleias de voto.

MUEDA A TERRA DOS MÁRTIRES

A VILA de Mueda, sede do distrito com o mesmo nome, localiza-se no norte de Cabo Delgado e dista, aproximadamente, 420 quilómetros da cidade de Pemba, capital provincial.

O município tem uma superfície de 490,6 quilómetros quadrados e dez bairros residenciais, nomeadamente Rovuma, Maputo, Ntandedi, Cimento, Maimio, Lilondo, Eduardo Mondlane, Chudi, Nimo e Nandimba. Neles habitam 217.641 munícipes, conforme o Instituto Nacional de Estatísticas.

Agricultura é actividade económica da maior parte da população, apesar de, também, se praticar o comércio informal.

Para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, que serão disputadas pelos partidos Frelimo, Renamo e Movimento Democrático de Moçambique, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) inscreveu no município da vila de Mueda 29.871 potenciais eleitores e definiu sete locais de votação, onde serão instaladas 40 assembleias de voto.

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Seis cidades e vilas da província da Zambézia vão, a partir de sexta-feira, 25,  até ao próximo dia 7 de Outubro, entrar em festa eleitoral, em razão das quintas eleições autárquicas no país. São elas: Quelimane, Mocuba, Alto Molócuè, Milange, Maganja da Costa e Gúruè. Em todas estas autarquias são três formações políticas, nomeadamente, Frelimo, Renamo e MDM, que, durante cerca de duas semanas, vão tentar convencer o eleitorado a votar nos seus programas governativos, plasmados nos respectivos manifestos eleitorais.

QUELIMANE SEM ESPAÇO PARA CRESCER

A cidade de Quelimane está dividida, administrativamente, em cinco postos administrativos, os quais comportam 46 bairros e uma população de aproximadamente 193.343 habitantes. Dados do censo populacional de 2007 apontam para uma população feminina de 94.171 habitantes e os homens constituem uma ligeira maioria com 99.174 pessoas. A urbe enfrenta sérios problemas de espaço para construir novas infra-estruturas económicas e sociais, de modo a assegurar o desenvolvimento do capital humano, bem como para erguer habitações.

A área de 117 quilómetros quadrados parece ter chegado ao fim e está quase indisponível para alojar novas construções. Este poderá ser um dos principais desafios para a futura administração que sair vitoriosa na eleição de 10 de Outubro próximo. 

Quelimane tem três polos de cintura verde, onde se praticam actividades agrícolas, nomeadamente, na zona de Namacata, Impurrone e Maquival. As principais culturas de bandeira são o arroz, no sistema de sequeiro e hortícolas, actividade que é complementada com a pesca, criação de galinhas e fruta em pequenas quantidades.

A capital provincial da Zambézia conta com um hospital central, o primeiro construído pós-independência nacional. Para além desta infra-estrutura tem um hospital geral, oito centros de saúde públicos e três clínicas privadas. A procura de cuidados de saúde parece estar muito longe de satisfazer a demanda, o que também impõe desafios à futura administração municipal.

Quelimane é praticamente uma cidade universitária. São, no total, quatro estabelecimentos de ensino superior, nomeadamente, a Apolitecnica, Universidade Pedagógica, Universidade Católica de Moçambique e Mussa Bin Bique. A rede do ensino secundário geral é constituída por dez escolas públicas, uma comunitária e duas privadas que asseguram a educação para 12 mil alunos. O ensino primário tem várias escolas pelos bairros com mais de 15 mil alunos da primeira a sétima classes.

O parque industrial está obsoleto e não corresponde ao actual estágio de desenvolvimento. As fábricas estão abandonadas e os operários estão na condição de excedentários, o que agudizou a pobreza e enfraqueceu o poder de compra das famílias. Mais políticas públicas bem assertivas são necessárias para promover o emprego e auto-emprego para jovens e adultos.

As construções desordenadas tomaram conta da urbe e um plano de requalificação parece ser incontornável para o governo que sair desta eleição. Situações graves são dos antigos e tradicionais bairros, como, por exemplo, Torrone Velho, Sinacurra, Mapiazua, Santagua e Brandão.

COMBATE À EROSÃO É DESAFIO PARA MOCUBA

É na cidade de Mocuba onde todos os caminhos se cruzam e Moçambique se abraça. Esta urbe também vai acolher a eleição de 10 de Outubro. Os maiores desafios são o combate à erosão dos solos e ressuscitar o velho sonho de se transformar numa região industrial.

Está dividida em duas áreas, nomeadamente, administrativa e industrial. Um dos maiores desafios será encontrar medidas técnicas bem arrojadas para combater a erosão de solos na área administrativa. A cidade está localizada numa elevação e atravessada por dois rios. Sempre que chove os solos são arrastados para os rios, criando enormes crateras nas estradas e nos bairros, tornando inacessível a circulação em algumas unidades residenciais.

A área industrial localizada mais a norte da cidade tem ainda muito espaço para alojar empreendimentos industriais. A grande expectativa dos munícipes é ver concretizadas as acções inscritas para a Zona Económica Especial e Franca Industrial de Mocuba. Desde a década 80 a esta parte, os projectos industriais desenhados para aquela área têm vindo a falhar.

Mocuba tem como culturas de bandeira o milho, arroz e hortícolas, produzidas na cintura verde e nas margens dos rios Licungo e Lugela. Devido à fertilidade dos solos, os munícipes aproveitam-se das águas dos rios para a irrigação e se houvesse maior apoio técnico em termos de transferências de tecnologias, os rendimentos seriam outros.

Um dos problemas que os munícipes enfrentam é a falta de água para suprir as suas necessidades diárias. O sistema está obsoleto e não tem havido resposta à altura da demanda.

ALTO MOLÓCUÈ: COMÉRCIO E INDÚSTRIA DEVEM SER CAPITALIZADOS

O comércio de produtos agrícolas e a industrialização da produção constituem os principais desafios para a governação municipal depois de 10 de Outubro próximo. Para isso, será necessário organizar melhor a actividade comercial, construindo melhores mercados, quer na vila, quer nos arredores. Está provado que grande parte da receita que o Conselho Municipal local consegue arrecadar é proveniente do comércio informal nas bancas fixas construídas um pouco por toda a vila.

O Município de Alto Molócuè tem 60 mil habitantes, dos quais, 70 por cento são mulheres. Tem uma área de 47 quilómetros quadrados, com dez bairros residenciais. A cintura verde produz quase tudo, nomeadamente, arroz, milho, castanha e uma considerável produção avícola. O maior mercado está na vila. O município pode ainda capitalizar o turismo, uma vez que é atravessado pela Estrada Nacional Número Um. Neste momento, a vila municipal tem apenas quatro pensões para fornecer serviços de alojamento e alimentação

Seis mil alunos frequentam o Sistema Nacional de Educação, entre escolas primárias e secundárias. O emprego formal quase não existe senão funcionários de Estado e das organizações não-governamentais.

ÁGUA E ENERGIA PRIORIDADES PARA MILANGE

A Vila Municipal de Milange, com uma área de 50 quilómetros quadrados, tem uma população de 60.514 habitantes que augura melhorar as suas condições de vida no contexto da governação municipal. Faz fronteira com a vizinha República do Malawi e porta de entrada e saída para os países do interland. Os altos níveis de produção de cereais, hortícolas e vegetais fazem de Milange um município auto-suficiente em termos alimentares a nível da província da Zambézia, a par de Gúruè.

Tem muito espaço físico ainda para alojar vários tipos de infra-estruturas sociais e económicas. Com a inauguração da estrada Mocuba-Milange esperam-se ainda melhores dias no que tange ao desenvolvimento. A vila está no Corredor de Desenvolvimento da Zambézia, entre Macuse-Namacurra-Mocuba-Milange e países do interland. Esperam-se novos investimentos em vários domínios, nomeadamente, no comércio, infra-estruturas e turismo.

O grande desafio é a construção do sistema de abastecimento de água e energia da rede eléctrica nacional. Mesmo a experimentar novos rumos em termos de desenvolvimento, a energia de Milange depende muito do Malawi. Os cortes são sistemáticos e prolongados e isso afecta o normal funcionamento das instituições.

Ao nível da Educação há uma escola secundária e dez primárias. Além disso, há ensino superior à distância, providenciada pela Universidade Católica de Moçambique.

Os outros desafios são a pavimentação de estradas e o reflorestamento do monte Tumbine, um atractivo turístico da vila.

MAGANJA DA COSTA: ALARGAR A BASE TRIBUTÁRIA

O Município da Maganja da Costa, na Zambézia, parece um “parente’ órfão. As fontes de receitas são quase escassas pelo facto de não haver uma actividade comercial intensa que possa contribuir para a captação de receitas e impostos a fim de resolver problemas.

Com uma população total de quarenta mil habitantes, a Vila de Maganja da Costa enfrenta sérios problemas de água, estradas e infra-estruturas. Há casas e lojas construídas no tempo colonial, mas estão subaproveitadas. O município ocupa uma área de 45 mil quilómetros quadrados. Conserva ainda características de uma vila rural e a agricultura é a principal actividade económica. Produz-se arroz, milho, mandioca e citrinos em grandes quantidades.

GÚRUÈ: UMA SUÉCIA PERDIDA EM ÁFRICA

A cidade de Gúruè é reconhecida pelas suas maravilhas paisagísticas e o chá biológico. Quase setenta por cento dos seus 80 mil quilómetros quadrados são ocupados por campos de produção de chá. Tem temperaturas amenas e a cidade está rodeada de montanhas, por isso, alguns apelidam-na de Suécia de África.

Os maiores constrangimentos são a falta de água canalizada e estradas melhoradas para os bairros. Grande parte da população não vive na zona urbana mas sim nos arredores. Todos vêm à cidade para trabalhar, vender e comprar e, ao fim do dia, regressam aos aposentos. Na vila estão os turistas, alguns funcionários públicos ou das organizações não-governamentais, por isso, a vida é cara numa terra maravilhosamente linda.

A vila tem duas escolas secundárias e dez primárias. Conta ainda com o ensino superior oferecido pelas universidades Católica de Moçambique e Pedagógica.

 Produz arroz, milho, vegetais, hortícolas e o célebre chá biológico. Todavia, a área para construção de infra-estruturas está a ficar cada vez mais reduzida. O desafio será pedir a extensão para 110 mil quilómetros quadrados nos próximos anos.

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Arranca terça-feira, 25 de Setembro corrente, a campanha eleitoral rumo às eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo, as quintas desde a introdução do processo de autarcização no país. Esta corrida vai decorrer até ao próximo dia 7 de Outubro, portanto, três dias antes do dia da votação em todas as 53 cidades e vilas autárquicas do país. Na província de Tete, a festa do exercício da democracia vai decorrer em quatro municípios: nomeadamente, a capital provincial, Tete, Moatize, Úlonguè e Nyamawabuè. O “Notícias” apresenta a seguir cada uma destas autarquias.

Cidade de Tete: município de gado caprino e muito calor

A cidade de Tete, capital da província do mesmo nome, localiza-se num planalto situado a 500 metros de altitude nas margens do rio Zambeze. Tem como limites naturais os rios Revóbué com o distrito de Moatize e Mepumo, a Leste com o distrito de Marara e o rio Kwiro e a Sudoeste com o distrito de Changara.

O território do Município da Cidade de Tete faz parte da bacia do rio Zambeze, cujo relevo é caracterizado por solos alternativos planos e ondulados próximo do rio, com inclinação até 40 por cento e diferenças de altura até 24 metros, afloramentos rochosos paralelos ao rio e terras argilosas. A vegetação natural é constituída, nalgumas zonas, de savanas e montanhas e o clima é do tipo tropical seco de montanha.

A autarquia de Tete é conhecida pelo seu clima quente e pela abundância de gado caprino. Tem potencialidades para o desenvolvimento agrícola e minério.

Dispõe ainda de duas pontes de tráfego rodoviário sobre o rio Zambeze, nomeadamente, Samora Machel e Base Kassuende, que ligam as duas margens, permitindo a circulação de pessoas e bens, e o estabelecimento de relações económicas entre as diferentes regiões do país e países vizinhos, tais como Zimbabwe, Malawi e Zâmbia.

Hoje, o Município da Cidade de Tete é habitado por cerca de 217 mil pessoas com características marcadamente urbanas e estruturada em nove bairros. Do ponto de vista sociocultural, a população é constituída, basicamente, por elementos de origem nyúnguè.

Para as eleições de 10 de Outubro próximo os partidos concorrentes às quatro autarquias, nomeadamente, a Frelimo e Renamo, já apresentaram os seus cabeças-de-lista, nomeadamente, César de Carvalho e Ricardo Tomás, respectivamente.

Úlongué: necessita expandir zona urbana

O Município da Vila de Úlonguè localiza-se a cerca de 230 quilómetros da cidade de Tete, capital provincial. Tem uma área de 120.9 quilómetros quadrados e uma população de cerca de 48.832 habitantes, de acordo com o Censo Populacional de 2007, distribuída por 18 bairros, dos quais cinco urbanizados.

A sua delimitação geográfica compreende, a Sul, o distrito de Tsangano, através do rio Mawe, a Leste, a localidade de Naming’ona, através dos rios Capambadzi e Ntayankhwanga. A região Norte é delimitada pelas localidades de Mangane e Dziwanga e a Poente a localidade de Chimwala.

A Vila de Úlonguè, a única autarquia ao longo do Planalto de Angónia/Marávia, desde o ano de 2009, é potencial em termos de agropecuária. Dentre outras adversidades tem o crónico problema de abastecimento de água potável e do saneamento do meio, situação que afecta muitos munícipes.

Os partidos Frelimo e Renamo, que vão concorrer às eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo, têm como cabeças-de-lista, Evaristo Fidélis e Mário Franque, respectivamente.

Moatize: no carvão está o ganho

O Município da Vila de Moatize, em franco crescimento, está a conhecer novos desafios, sobretudo na área de infra-estruturas sociais, para corresponder à demanda do ritmo de desenvolvimento e, consequentemente, o atendimento das preocupações dos munícipes.

No tocante a outras infra-estruturas básicas, há a destacar o envolvimento forte do Fundo Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG), no processo de expansão da rede de abastecimento de água aos bairros urbanos e periféricos da vila. Está igualmente em expansão a rede de energia eléctrica.

Constituído por oito bairros residenciais, a Vila Municipal de Moatize dista a 20 quilómetros da cidade de Tete, capital provincial. É habitada por cerca de 40 mil pessoas.

Embora seja uma vila mineira depara-se com sérios problemas de falta de emprego, sobretudo para a camada juvenil.

Nyamawabué: nova dinâmica com a circulação do comboio

Com a reintrodução do comboio de passageiros e de carga pela empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), na linha de Sena, que atravessa a vila de Nyamawabuè, esta autarquia está a conhecer uma nova dinâmica no seu desenvolvimento socioeconómico.

Com uma extensão de 79 quilómetros quadrados, o município é constituído por 14 bairros habitados por 42.981 habitantes, de acordo com os dados do Censo Populacional de 2007, na sua maioria que se dedica à prática de agricultura para a sua sobrevivência.

No entanto, com a reintrodução do comboio de passageiros e de carga, o negócio começou a florir, uma vez que os agentes económicos da vila de Nyamawabuè deslocam-se, facilmente, às cidades de Tete e da Beira para a aquisição de produtos para o abastecimento do mercado local, facilitando também a sua aquisição pelos munícipes, a preços concorrenciais.

Como acontece nas outras autarquias do país está em curso naquela vila municipal da província de Tete a expansão da energia eléctrica da rede nacional aos bairros periféricos da urbe, nomeadamente, Mutarara Velha, Baue, Agriza, entre outros, para a satisfação dos munícipes.

A instalação de um balcão do Banco Comercial de Investimentos (BCI) na vila veio também dar um impulso ao desenvolvimento económico e financeiro, através da actividade comercial e da cultura de poupança por parte dos habitantes locais.

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As escolas, os centros internatos e lares de estudantes da província de Manica deverão produzir comida para a diversificação da sua dieta alimentar, promover a sua auto-suficiência e, desta forma, reduzir a dependência do Orçamento do Estado e o défice de alimentos, que se verifica em alguns estabelecimentos do sector.

Esta necessidade foi destacada pelo governador provincial, Manuel Rodrigues, no decorrer dos trabalhos do IV Conselho Coordenador da Educação e Desenvolvimento Humano que ontem terminou na cidade de Chimoio.

No encontro, Manuel Rodrigues desafiou os gestores dos estabelecimentos de ensino a melhorarem as condições das infra-estruturas do sector a todos os níveis, para que estas possam ter maior longevidade e sirvam de exemplo às novas gerações, criando impressão positiva nos seus utentes. 

Para o governador de Manica, a aparência física da escola e da direcção distrital e provincial de Educação fazem parte da imagem do gestor, pois, segundo afirmou, um estabelecimento de ensino bem cuidado, limpo, agradável e acolhedor constitui a primeira impressão positiva dos respectivos utentes.

O encontro, que decorreu sob o lema “Por uma Educação Inclusiva, Competitiva e de Qualidade”, discutiu e reflectiu sobre as melhores alternativas a serem adoptadas e que garantam o bom funcionamento das instituições educativas, em benefício dos cidadãos, em geral, e dos alunos, em particular.

Intervindo ainda no encontro, Manuel Rodrigues assinalou o facto de, nos últimos anos, a província de Manica ter registado um crescimento assinalável do sector como resultado de um conjunto de acções que o executivo local tem vindo a desenvolver, nomeadamente, na construção de novas salas de aulas e seu apetrechamento, bem assim a distribuição gratuita do livro escolar.

A título de exemplo, disse que, do ano passado a este, a província registou um crescimento de 1,2 por cento ao sair de 888 escolas para 899. Referiu que, em relação aos efectivos escolares, estes cresceram, durante o mesmo período, em 7.7 por cento ao se matricularem 586.748 alunos contra 544.786 do ano transacto.

Por isso, apelou ao sector da Educação para redobrar esforços com vista a manter o crescimento quantitativo e qualitativo, através do acompanhamento, monitoria e supervisão permanentes a todos os níveis, desde a escola, passando pelas zonas de influência pedagógica, distrito e província.

Neste contexto, chamou a atenção sobre a necessidade de uma articulação constante entre os diversos intervenientes do processo educativo, através da comunicação ascendente e horizontal, para evitar que, dada a crise financeira que assola o mundo e o país, o trabalho de supervisão e monitoria pare.

VICTOR MACHIRICA

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O governo distrital de Inharrime conseguiu mobilizar pouco mais de 15 milhões de dólares norte-americanos para o investimento em diversos projectos de desenvolvimento daquele ponto da província de Inhambane.

A mobilização daquele montante ocorreu na última sexta-feira no decorrer do primeiro fórum distrital, encontro durante o qual os diversos operadores económicos presentes apreciaram as diversas oportunidades de negócio oferecidas.

No encontro, que decorreu sob o lema “Inharrime, Centro de Oportunidades de Investimentos para o Desenvolvimento das Comunidades”, os homens de negócios, que marcaram presença considerável, escolheram projectos arrolados pelo governo distrital nas áreas de agro-processamento, aquacultura, criação do gado bovino, turismo e imobiliária, sendo esta última que vai receber 12 dos pouco mais de 15 milhões de dólares norte-americanos prometidos.

Com este evento, o governo distrital de Inharrime pretende recuperar o seu estatuto de centro de produção agro-pecuário e encontrar formas de garantir o escoamento dos excedentes agrícolas para os centros de comercialização, sobretudo através da reposição da linha férrea Inharrime/Inhambane.

Falando no encontro, o governador de Inhambane, Daniel Chapo, reconheceu haver muitos desafios por parte do executivo, sobretudo na criação de condições das infra-estruturas que possam servir melhor os investidores.

Dirigindo-se particularmente aos potenciais investidores presentes no encontro, o governador de Inhambane encorajou-os a olharem os desafios colocados pelo governo distrital, como oportunidades de negócios, que podem catapultar Inharrime para um desenvolvimento sustentável.

“O papel do governo é desenhar políticas que facilitem cada vez mais o sector privado a fazer o desenvolvimento do país, em geral, e da província de Inhambane e do distrito de Inharrime, em particular”, disse Daniel Chapo, para quem cabe aos operadores económicos aproveitar a carteira de projectos apresentados pelo executivo distrital.

Entretanto, o administrador distrital, Lucas Simbine, mostrou-se satisfeito com os resultados obtidos no encontro, pois, segundo afirmou, grande parte dos projectos apresentados receberam promessas de investimento.

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