As raparigas devem denunciar todo e qualquer acto de assédio sexual nas escolas de forma a desencorajar e punir tais práticas apontadas como estado a contribuir sobremaneira para a sua desistência do sistema de ensino.

A exortação nesse sentido foi feita pelo supervisor da organização não-governamental Right To Play, na Zambézia, Fausio Alferes, no decurso de um encontro havido há dias com os estudantes da Escola Secundária de Quelimane.

Destacando a necessidade de não tolerarem o assédio sexual nas escolas, protagonizados pelos professores e outros funcionários do sector, disse haver canais preferenciais para denúncias, nomeadamente as direcções dos estabelecimentos de ensino e as autoridades policiais.

Fausio Alferes disse aos 150 alunos que participaram nos jogos e brincadeiras promovidos por aquela organização que a sexualidade envolve valores e crenças, sendo por isso que não pode ser forçada, pior ainda quando se trata de menores porque, de acordo com as suas palavras, pode deixar traumas que irão levar muito tempo para se apagarem. Assinalou que a relação escolar deve ser estritamente pedagógica de professor/aluna no recinto escolar e não mais do que isso.

O director da Escola Secundária de Quelimane, Ofélio Mugaua, disse aos alunos que apesar daquele estabelecimento de ensino não ter, até ao momento, notificado nenhum caso de assédio sexual, não é motivo para relaxamento. Aquele responsável escolar afirmou que a campanha que está a ser levada a cabo pela Right To Play poderá elevar a consciência das alunas, identificadas como sendo as principais vítimas, a encontrarem mecanismos de denúncia.

Mugaua observou que, em muitos casos em que ocorre o assédio sexual num estabelecimento de ensino, a direcção muitas das vezes tem conhecimento quando surge gravidez, em que o praticante, neste caso, o professor ou funcionário da escola não assume o problema.

Rita Manuel, estudante da Escola Secundária de Quelimane, disse que a actividade realizada, não só serviu para alertar as raparigas sobre o assédio na escola, mas também incentivar as visadas a se preocuparem, primeiro, com a sua formação escolar e humana como forma de preparar o futuro.

A Right To Play é uma organização não-governamental sem lucrativos que tem vindo a promover eventos, através de jogos e brincadeiras nas aulas de Educação Física com o principal objectivo de transmitir mensagens de prevenção nomeadamente de doenças, calamidades e promoção dos Direitos da Criança; a massificação da prática desportiva, entre outros. Actividade decorreu sob o lema “Por Uma Escola Livre do Assédio Sexual”.

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