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Categoria: Província Em Foco
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A MINISTRA de Género, Criança e Acção Social, Cidália Chaúque Oliveira, orientou na semana passada, em Inhambane, as instituições do sector que dirige a identificarem e a elaborarem planos de actividades a serem desenvolvidas pelas pessoas da terceira idade e portadoras de deficiência física albergadas ou que frequentam os centros de trânsito com vista à sua ocupação.

Segundo disse, a ocupação daquelas pessoas, mesmo aquelas que só se dirigem àqueles locais uma vez por semana, será útil não só para a sua integração na sociedade como também se sentirão valorizadas porque vão participar em acções para a sua auto-suficiência.

Cidália Chaúque Oliveira tomou conhecimento de que no centro de trânsito, na cidade de Inhambane, um dos onze existentes no país que albergam cerca de 500 idosos desamparados, além de outros 19 mil que apenas passam pelos locais todas as sextas-feiras para passar refeições, as pessoas da terceira idade não estão a desenvolver nenhuma actividade com o propósito da sua integração na sociedade.

A ministra disse ser importante que os gestores destes centros de trânsito, elaborem tarefas para ocupar os idosos ou mesmo acções de formação, em coordenação com o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP) porque, segundo disse, muitas destas pessoas que frequentam aqueles locais têm ainda capacidade para prestar algo útil na sociedade.

“Eles, os idosos, e outros desamparados, não podem se dirigirem às sextas-feiras aos centros de trânsito só para tomarem uma refeição e irem para suas casas, devem fazer algo, por exemplo, pequenas hortas cuja produção será confeccionada naqueles locais para eles mesmos. Alguns podem desenvolver o artesanato. Mesmo aqueles que só vão às sextas-feiras podem, sim, comer mas devem fazer algo”, disse a ministra.

Cidália Chaúque Oliveira que semana passada trabalhou na província de Inhambane no âmbito das celebrações de 1 de Outubro, Dia Internacional do Idoso, recomendou aos comités de reunificação para trabalhar arduamente na educação das pessoas contempladas pelo subsídio social básico para saberem aplicar aquele dinheiro.

A ministra entregou, na vila da Massinga, 200 bicicletas aos permanentes que têm como responsabilidade, identificar vítimas de violência doméstica, velhos desamparados para serem assistidos pelo governo. Os permanentes têm igualmente a tarefa de sensibilizar aquelas famílias que usam as meninas para pagar tratamentos tradicionais juntos dos curandeiros para abandonar tais práticas deixando as filhas crescerem livremente e estudarem preparando assim o seu futuro.

Cidália Chaúque quer que este grupo de pessoas esteja em constante contacto com as comunidades para saberem das suas inquietações do estado de saúde dos idosos, daquelas famílias chefiadas por menores cujos pais foram vítimas de SIDA, entre outras doenças.

“Vocês são os nossos oleiros na sociedade, queremos ter retorno das nossas actividades, queremos saber se aqueles velhos que recebem o subsídio social básico estão aplicar o dinheiro correctamente”, indicou Cidália Chaúque Oliveira.

VICTORINO XAVIER