Regista-se um incremento do número de partos institucionais nas diversas unidades sanitárias da província de Tete como resultado de um trabalho de sensibilização que vem sendo desenvolvido nesse sentido pelas estruturas do sector junto às comunidades, bem assim à introdução e apetrechamento dos serviços maternos infantis nas maternidades.

Com efeito, a Médica-Chefe Provincial, Mulássua Simango, que revelou o facto ao nosso Jornal, disse que nos últimos nove meses foram assistidos 55.618 partos institucionais de um plano anual de 67.748, o que significa uma execução de 82 por cento e uma cobertura de mais de 50 por cento.

Tete possui 109 unidades espalhadas em vários pontos dos 13 distritos da província. No entanto, a rede ainda não satisfaz as necessidades da população, com maior destaque para a rede primária, conforme indicou a médica-chefe provincial.

Para suprir o défice que se verifica, o governo tem vindo, nos últimos dois anos, a intensificar o programa de alargamento da rede sanitária nas zonas rurais da província com maiores aglomerados populacionais, nomeadamente em Angónia, Moatize e Mutarara.

“A nossa rede sanitária não cobre as necessidades e a demanda da população. A distribuição das unidades sanitárias da rede primária ainda não é equitativa entre os distritos da província” - disse Mulássua Simango.

Por exemplo, de acordo com a fonte, o rácio de distribuição do pessoal por população não é favorável, o que significa escassez ainda de pessoal específico como enfermeiras de Saúde Materno Infantil (SMI), médicos de Medicina Geral e especialistas para cobrir as necessidades da província.

“Em alguns casos, os serviços relacionados com a Saúde Reprodutiva da Mulher são prestados por pessoal de outras áreas clínicas (medicina ou enfermagem) e, nalguns casos, do sexo masculino, ou estão sob a responsabilidade de agentes de serviço” - disse a nossa fonte.

REDUZ INCIDÊNCIA DA MALÁRIA

Referiu, por outro lado, que relativamente ao combate às grandes endemias, com destaque a malária e o HIV/SIDA, foram realizadas, para o caso da primeira enfermidade, acções de pulverização intradomiciliária contra o mosquito em quase todos os distritos e a realização de testes rápidos em todas as unidades sanitárias bem assim de distribuição de redes mosquiteiras.

“A distribuição de redes mosquiteiras e o tratamento intermitente presuntivo com Fansidar às mulheres grávidas durante as consultas pré-natais, foram outros pressupostos que contribuíram para a redução dos casos e óbitos por malária, demonstrando um sucesso no combate a esta doença” - sublinhou a médica-chefe provincial.

Para o controlo da doença, Mulássua Simango, apontou várias actividades que estão a ser levadas a cabo pelas autoridades sanitárias como a sensibilização das populações sobre as medidas preventivas a tomar contra as doenças diarreicas, incluindo a cólera, através, por exemplo, da fervura de água, uso de cloro, conservação de alimentos, construção e uso correcto de latrinas, entre outras acções ao nível das comunidades.

“A grande aposta do governo, nestes últimos tempos, é promover a melhoria do estado de saúde das populações, garantindo cuidados de saúde de qualidade aceitável gratuitos ou a preço comportável a uma cada vez maior proporção de moçambicanos” - disse a médica-chefe da direcção provincial de Saúde em Tete.

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