DUAS mil e setecentas crianças geradas de mães seropositivas nasceram livres da contaminação desta doença letal, de Janeiro a Outubro do ano em curso, na província de Inhambane, como resultado da expansão do programa de eliminação de transmissão de doença de mãe para o bebé.
Esta informação foi prestada pelo médico-chefe, Stélio Tembe, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Luta contra HIV/Sida, assinalado semana passada.
No período em análise, segundo explicou Stélio Tembe, foram submetidos à consulta pré-natal mais de 56.500 mulheres grávidas, das quais 2750 deram resultado positivo e iniciaram imediatamente o tratamento anti-retroviral e quarenta crianças nasceram infectadas.
A nossa fonte explicou que a melhoria do diagnóstico e o tratamento de doentes, com destaque para as mulheres grávidas padecendo da pandemia, estão a reduzir drasticamente os casos de transmissão de mãe para o bebé. Acrescentou também que verifica-se igualmente a redução de doentes que abandonam o tratamento.
O médico-chefe, na Direcção Provincial de Saúde, disse que este ano apenas 100 doentes, de um universo que ultrapassa dez mil, deixaram de fazer tratamento da doença por vários motivos, sendo destaque a falta de alimentação adequada.
Dados em nosso poder indicam que a taxa de seroprevalência na província de Inhambane é de 8,6 por cento na população adulta, na faixa que vai dos 15 a 64 anos de idade, sendo 5,8 por cento homens e dez por cento mulheres. Nos jovens, o índice é de 5,7, onde 2,3 por cento rapazes e 7,8 raparigas. Este ano, segundo dados disponíveis, 77 pessoas morrerem vítima desta doença.
Perante este cenário, Daniel Chapo exortou, quinta-feira, a núcleo provincial de combate ao HIV/Sida, parceiros e outros actores nacionais e estrangeiros para promoverem um activismo cada vez mais maior e abrangente no seio dos jovens em prol da prevenção.
Chapo disse também que as associações juvenis, confissões religiosas e os médicos tradicionais devem se assumirem como verdadeiros agentes de mudança de comportamento a nível das comunidades onde estão inseridos, promovendo reflexões colectivas para os jovens se apropriem das estratégias existentes no país a se prevenirem desta doença e um atentado ao progresso da economia pela redução da mão-de-obra jovem.
VICTORINO XAVIER
