Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

AS aeronaves que escalam o aeródromo da cidade de Inhambane se debatem com problemas de visibilidade necessária para efectuar as manobras de aterragem, bem como de descolagem, muito por causa das habitações edificadas na chamada zona de aproximação, assim como em outras áreas que circundam aquele recinto aeroportuário.

Esta preocupação foi manifestada recentemente pelo director do aeródromo da capital provincial, Jorge Tembe, durante o debate da nova estrutura da cidade de Inhambane, a qual foi apresentada por uma equipa multissectorial da edilidade local.

Jorge Tembe que disse contar com uma experiência de 27 anos na área de controlo do tráfego aéreo, explicou na sua intervenção que a invasão pelos populares da área do aeroporto onde edificaram as residências, constitui uma flagrante violação das normas de aviação civil, pois, nos dias que correm, a zona de aproximação das aeronaves não está totalmente livre como devia estar, havendo, por isso, toda a necessidade de intervenção da edilidade no sentido de disciplinar a ocupação do solo urbano. Tal facto, conforme, defendeu, passa pela desintegração total daquela área reservada exclusivamente para o aeroporto.

“Mas mais do que isso, a empresa Aeroportos de Moçambique tem projectos para a ampliação e modernização das suas infra-estruturas em todo país, incluindo o aumento das dimensões das pistas de aterragem e, particularmente em Inhambane, queremos passar dos actuais 1.500 para 2.700 metros de cumprimento e aumentar mais 30 dos actuais 800 metros de largura, dai que a implementação deste pensamento, vai implicar não só a retirada das casas nos arredores do aeroporto, assim como o afastamento da estrada que liga a cidade de Inhambane e as praias de Tofo, Barra e Tofinho”, alertou Jorge Tembe.

Aquele responsável disse também que na considerada área de servidão do aeroporto, tem casas nas suas redondezas, situação que não só dificulta a movimentação do pessoal do aeroporto nas suas actividades, como também constitui um perigo para as famílias que vivem muito próximo do aeródromo.

Dados em nosso poder indicam que o movimento das aeronaves conheceu nos últimos três anos um incremento significativo não só pelo melhoramento das condições no local, mas também pela subida do fluxo de turistas, principalmente no primeiro trimestre de cada ano, por ocasião da Páscoa e no segundo e terceiro trimestre, no início do verão e no quarto trimestre, durante a quadra festiva natalícia de fim do ano.

Assim, em 2011 o aeródromo de Inhambane registou um movimento de 2007 aeronaves, sendo 996 entradas e 1011 saídas tendo sido transportados nos dois movimentos, 32.690 passageiros. No ano passado escalaram o aeródromo de Inhambane 2.142 aviões dos quais, 663 entradas e 1.479 saídas e transportados 37.481 passageiros. Até Agosto deste ano 25.322 passageiros foram transportados em 1.374 aviões que escalaram aquele recinto aeroportuário, entre entradas e saídas.

As autoridades aeroportuárias indicaram que no período que vai de 2011 a 2012, o movimento de aeronaves cresceu em 6.7 por cento. No que diz respeito ao movimento de passageiros, registou um crescimento em cerca de 14.7 por cento.

VICTORINO XAVIER

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