Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Arranca terça-feira, 25 de Setembro corrente, a campanha eleitoral rumo às eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo, as quintas desde a introdução do processo de autarcização no país. Esta corrida vai decorrer até ao próximo dia 7 de Outubro, portanto, três dias antes do dia da votação em todas as 53 cidades e vilas autárquicas do país. Na província de Tete, a festa do exercício da democracia vai decorrer em quatro municípios: nomeadamente, a capital provincial, Tete, Moatize, Úlonguè e Nyamawabuè. O “Notícias” apresenta a seguir cada uma destas autarquias.

Cidade de Tete: município de gado caprino e muito calor

A cidade de Tete, capital da província do mesmo nome, localiza-se num planalto situado a 500 metros de altitude nas margens do rio Zambeze. Tem como limites naturais os rios Revóbué com o distrito de Moatize e Mepumo, a Leste com o distrito de Marara e o rio Kwiro e a Sudoeste com o distrito de Changara.

O território do Município da Cidade de Tete faz parte da bacia do rio Zambeze, cujo relevo é caracterizado por solos alternativos planos e ondulados próximo do rio, com inclinação até 40 por cento e diferenças de altura até 24 metros, afloramentos rochosos paralelos ao rio e terras argilosas. A vegetação natural é constituída, nalgumas zonas, de savanas e montanhas e o clima é do tipo tropical seco de montanha.

A autarquia de Tete é conhecida pelo seu clima quente e pela abundância de gado caprino. Tem potencialidades para o desenvolvimento agrícola e minério.

Dispõe ainda de duas pontes de tráfego rodoviário sobre o rio Zambeze, nomeadamente, Samora Machel e Base Kassuende, que ligam as duas margens, permitindo a circulação de pessoas e bens, e o estabelecimento de relações económicas entre as diferentes regiões do país e países vizinhos, tais como Zimbabwe, Malawi e Zâmbia.

Hoje, o Município da Cidade de Tete é habitado por cerca de 217 mil pessoas com características marcadamente urbanas e estruturada em nove bairros. Do ponto de vista sociocultural, a população é constituída, basicamente, por elementos de origem nyúnguè.

Para as eleições de 10 de Outubro próximo os partidos concorrentes às quatro autarquias, nomeadamente, a Frelimo e Renamo, já apresentaram os seus cabeças-de-lista, nomeadamente, César de Carvalho e Ricardo Tomás, respectivamente.

Úlongué: necessita expandir zona urbana

O Município da Vila de Úlonguè localiza-se a cerca de 230 quilómetros da cidade de Tete, capital provincial. Tem uma área de 120.9 quilómetros quadrados e uma população de cerca de 48.832 habitantes, de acordo com o Censo Populacional de 2007, distribuída por 18 bairros, dos quais cinco urbanizados.

A sua delimitação geográfica compreende, a Sul, o distrito de Tsangano, através do rio Mawe, a Leste, a localidade de Naming’ona, através dos rios Capambadzi e Ntayankhwanga. A região Norte é delimitada pelas localidades de Mangane e Dziwanga e a Poente a localidade de Chimwala.

A Vila de Úlonguè, a única autarquia ao longo do Planalto de Angónia/Marávia, desde o ano de 2009, é potencial em termos de agropecuária. Dentre outras adversidades tem o crónico problema de abastecimento de água potável e do saneamento do meio, situação que afecta muitos munícipes.

Os partidos Frelimo e Renamo, que vão concorrer às eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo, têm como cabeças-de-lista, Evaristo Fidélis e Mário Franque, respectivamente.

Moatize: no carvão está o ganho

O Município da Vila de Moatize, em franco crescimento, está a conhecer novos desafios, sobretudo na área de infra-estruturas sociais, para corresponder à demanda do ritmo de desenvolvimento e, consequentemente, o atendimento das preocupações dos munícipes.

No tocante a outras infra-estruturas básicas, há a destacar o envolvimento forte do Fundo Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG), no processo de expansão da rede de abastecimento de água aos bairros urbanos e periféricos da vila. Está igualmente em expansão a rede de energia eléctrica.

Constituído por oito bairros residenciais, a Vila Municipal de Moatize dista a 20 quilómetros da cidade de Tete, capital provincial. É habitada por cerca de 40 mil pessoas.

Embora seja uma vila mineira depara-se com sérios problemas de falta de emprego, sobretudo para a camada juvenil.

Nyamawabué: nova dinâmica com a circulação do comboio

Com a reintrodução do comboio de passageiros e de carga pela empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), na linha de Sena, que atravessa a vila de Nyamawabuè, esta autarquia está a conhecer uma nova dinâmica no seu desenvolvimento socioeconómico.

Com uma extensão de 79 quilómetros quadrados, o município é constituído por 14 bairros habitados por 42.981 habitantes, de acordo com os dados do Censo Populacional de 2007, na sua maioria que se dedica à prática de agricultura para a sua sobrevivência.

No entanto, com a reintrodução do comboio de passageiros e de carga, o negócio começou a florir, uma vez que os agentes económicos da vila de Nyamawabuè deslocam-se, facilmente, às cidades de Tete e da Beira para a aquisição de produtos para o abastecimento do mercado local, facilitando também a sua aquisição pelos munícipes, a preços concorrenciais.

Como acontece nas outras autarquias do país está em curso naquela vila municipal da província de Tete a expansão da energia eléctrica da rede nacional aos bairros periféricos da urbe, nomeadamente, Mutarara Velha, Baue, Agriza, entre outros, para a satisfação dos munícipes.

A instalação de um balcão do Banco Comercial de Investimentos (BCI) na vila veio também dar um impulso ao desenvolvimento económico e financeiro, através da actividade comercial e da cultura de poupança por parte dos habitantes locais.

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