Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

MAIS de 45 mil munícipes da vila de Marromeu, em Sofala, deverão tomar parte, nos próximos dias, nas jornadas de preservação e saneamento do meio, através da remoção de lixo e combate ao fecalismo a céu aberto, a ser levada a cabo em todos os bairros daquela região.

A campanha acontece depois do período chuvoso e coincide com o arranque do segundo trimestre escolar, devendo contar com o envolvimento directo de alunos, professores, líderes comunitários e da população em geral.

Numa primeira fase, a autoridade comunitária arrancou com o levantamento de pessoas que têm latrinas melhoradas para se determinar o número exacto daquelas em situação vulnerável, apontadas como estando a contribuir para a proliferação do fecalismo a céu aberto, prática descrita como sendo “um sério atentado à saúde pública”.

O presidente do Conselho Municipal de Marromeu, Palmeirim Canotilho, que facultou esta informação há dias ao nosso Jornal na Beira, sublinhou que a iniciativa visa essencialmente combater doenças de origem hídrica como diarreia e malária, que, nos últimos tempos, fustigaram aquela autarquia embora as mesmas estejam já na fase estacionária.

Trata-se, segundo o edil de Marromeu, de uma situação que afecta todos os sete bairros periféricos daquela autarquia, nomeadamente “Samora Machel”, “7 de Abril”, “Mateus Sansão Muthemba”, “Kenneth Kaunda”, “10 de Agosto”, “1.º de Maio” e “Joaquim Chissano”.

Com uma superfície total de 48 quilómetros quadrados, a vila de Marromeu é banhada pelo rio Zambeze numa extensão total de 17 Km. Localiza-se numa zona pantanosa sendo caracterizada por lama no período chuvoso e poeira em tempo seco, o que periga ciclicamente a saúde pública.

Por seu turno, as autoridades sanitárias locais apontam que a acentuada degradação do sistema de saneamento do meio ambiente tinha atingido contornos alarmantes ainda no período chuvoso.

Nos primeiros quatro meses deste ano os casos de diarreia situaram-se em 2129 com um óbito contra 1638 de igual período do ano passado, mas sem mortes.

Já sobre a malária, a directora de Saúde em Marromeu, Ana Zita, referiu que nos primeiros quatro meses deste ano foram notificados 19.190 casos com cinco óbitos contra 11.566 de igual período do ano passado também com cinco mortes.

Por esta razão o sector arrancou com mobilização de activistas, agentes elementares de saúde e líderes comunitários numa campanha de sensibilização da população para a observância de medidas preventivas.

 

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