Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

PEQUENOS, médios e grandes criadores de gado bovino, no distrito de Magude, província de Maputo, têm estado a investir na melhoria da raça dos seus animais, introduzindo touros importados da vizinha África do Sul.

A informação foi partilhada pelo director do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE), Joaquim Monteiro, durante a visita da brigada do Conselho de Ministros à província, com objectivo de monitorar a campanha agrícola e pesqueira 2017/18.

A fonte esclareceu que a ideia central é que o distrito passe a fornecer carne de melhor qualidade, porque só assim é que vai contribuir para melhorar a vida dos moçambicanos e reduzir a dependência em relação aos países vizinhos.

Durante o primeiro trimestre, por exemplo, o distrito produziu 303 toneladas de carne de um plano de 1300 toneladas, estando a cerca de 22 por cento de realização. Em termos de frango, disponibilizou 101 toneladas, 3.2 toneladas de carne de caprino, 0.34 toneladas de ovinos e 1.65 de suína, o que representa um crescimento em 74 por cento se comparado com o mesmo período do ano anterior.

Monteiro disse que as atenções estão igualmente viradas para a vacinação e banhos periódicos dos animais para evitar a eclosão de doenças.

“Temos um bom efectivo de gado bovino, mas a grande preocupação se prende com a melhoria da qualidade das raças. Queremos que Magude contribua para o combate à desnutrição com carne de qualidade. O sector familiar tem estado a colaborar tirando machos de baixa qualidade dos seus curais”, disse.

Azar Nuvunga, criador de gado com 254 bovinos, entre os quais 172 fêmeas, é um dos exemplos neste processo. Destes, tal como indicou, oito foram comprados na África do Sul.

Nuvunga aposta também na criação de ovelhas e cabritos que dispõe de mais de cem unidades em cada espécie. Cento e cinquenta galinhas cafreais complementam o seu projecto de produção, mas enfrenta dificuldades devido as doenças que afectam os animais.

“Estou empenhado em melhorar a raça do gado, daí que tenho três tipos no meu curral. Devido às doenças, este ano perdi cinco cabeças, mas paulatinamente estou a controlar, comprando drogas com maior poder curativo. Há três anos, por exemplo, morreram muitos animais na minha propriedade”, disse.

Leopoldo da Costa, coordenador da brigada que visitou o distrito de Magude, disse que o distrito está de parabéns, porque está preocupado em melhorar a qualidade da carne que produz.

“Vimos animais de grande porte e bem nutridos. Notamos que os produtores criaram melhores condições para os seus trabalhadores e são exemplo que deve ser seguido por outros agentes económicos. Portanto, estamos a passar de uma fase de criar só por tradição, mas com olhos postos no comércio”, disse.

No entanto, José Pacheco, chefe da brigada do Conselho de Ministros de monitoria da campanha agrícola e pesqueira 2017/18, disse que as metas estão a ser cumpridas, mas há um desafio de aumentar a produção do milho por causa da praga que tem estado a devastar as culturas.

“Queremos ver as diferentes operações de produção de comida para emitirmos recomendações e intervenções que permitam que a campanha se efective conforme as metas previamente traçadas”, disse José Pacheco.

O governante disse que em relação às pragas, a província já tomou medidas para controlar a doença e há um exercício de continuar com as sementeiras desta cultura para se cumprir com as metas.

A fonte elucidou que há um desafio na cadeia de valor de produção de carne bovina, onde a indústria de processamento da Manhiça - Matama está a precisar de uma assistência para que tenha capacidade financeira para comprar, engordar e processar gado.

“Os criadores de gado na província de Maputo devem criar com intuito de abastecer a indústria Matama, porque vai trazer grande impacto nas suas vidas. De uma maneira geral, a saúde da agricultura na província de Maputo é boa”, disse.

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