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Categoria: Nacional
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A “Operação Limpeza”, em curso na província de Tete, resultou já na detenção e consequente repatriamento de 820 estrangeiros ilegais nos últimos sete meses, por infringirem normas migratórias do país.

Segundo a porta-voz da Direcção Provincial de Migração, Amélia Direito, entre os repatriados figuram etíopes, congoleses, malawianos, zimbabweanos, ruandeses e zambianos, que se dedicavam a diversas actividades económicas, sobretudo na cidade de Tete, capital provincial.

“A 'Operação Limpeza' está a resultar bem, porque estamos a constatar muitos cidadãos ilegais na nossa província”, disse Amélia, acrescentando que “continuamos no encalço de estrangeiros ilegais em Tete através desta operação”.

“Em sete meses foi possível neutralizar e repatriar 820 estrangeiros ilegais na província de Tete que estavam a residir no território moçambicano ilegalmente”, afirmou a porta-voz da Direcção Provincial de Migração, citada pela AIM.

De acordo com Amélia Direito, os malawianos constituíam a maioria, entre os ilegais. Durante os últimos sete meses foram capturados 480, contra 31 de igual período do ano passado. Seguem-se os congoleses, com 145 indivíduos, contra 26 de igual período do ano transacto, e etíopes, com 132, contra 126”.

Segundo a fonte, 63 congoleses e um ruandês foram encaminhados ao Núcleo Provincial de Refugiados, na qualidade de candidatos ao estatuto de refugiados, para se seguir com os trâmites legais.

“Houve um aumento em 54 refugiados, em relação ao ano passado, em que foram encaminhados apenas dez”, disse a porta-voz.

A província de Tete possui uma longa linha fronteiriça, fazendo limite com o Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.