Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A EXPLORAÇÃO desregrada das florestas moçambicanas foi responsável por 16 por cento do desmatamento nacional registado nas últimas décadas.

O facto foi anunciado há dias pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, falando em Monapo na cerimónia de entrega de 90 mil carteiras escolares à província de Nampula, no quadro de um programa que já beneficiou Tete, Manica e Gaza.

“Em silêncio e sem barulho, estamos a construir a nossa nação em pilares sólidos para que as futuras gerações tenham no conhecimento o seu principal recurso para o desenvolvimento, com a consciência de que a carteira escolar é apenas uma das causas do insucesso escolar”, explicou o Chefe do Estado.

Segundo Nyusi, perante um cenário de exploração desregrada de recursos florestais, as

comunidades sentiam-se estimuladas a enveredar por práticas furtivas, em troca das quais recebiam valores ínfimos, comparativamente ao valor real da madeira no mercado internacional.

Na sequência desta constatação, segundo o presidente, o Governo lançou, em 2016, um programa de reforma do sector de florestas, com o objectivo de assegurar uma exploração sustentável, com benefícios reais para os moçambicanos.

“Esta reforma, que ainda está em curso, está a dar resultados. Há cada vez mais operadores florestais a pagar as taxas correspondentes, resultando no incremento das receitas que, desde o lançamento do processo, registarem uma subida na ordem dos 500 por cento”, disse Filipe Nyusi.

Acrescentou que, como forma de distribuição da riqueza, o Governo decidiu aplicar os recursos resultantes da reforma florestal do sector em projectos da educação.

“O ser humano é o nosso maior e principal capital e foco das nossas acções. É urgente capacitá-lo para que exerça cabalmente o seu dever de contribuir para a construção de uma vida melhor. Foi assim que priorizamos o provimento de carteiras escolares através de um processo integrado que envolve a indústria madeireira nacional, carpintarias com mão-de-obra local, na produção deste mobiliário, usando um produto que antes era contrabandeado. Com esta política, 70 por cento das carteiras que fornecemos são produzidas pela indústria nacional, com a particularidade de estar a empregar recém- formados em artes e ofícios nos nossos institutos de formação profissional”, disse Nyusi, sublinhando que, agindo assim, o Governo está a valorizar o conteúdo local e a criar renda para as empresas e para as famílias.

Na província de Nampula, onde foram entregues 90 carteiras, ficaram por disponibilizar outras 55 mil, para que nenhum aluno assista aulas sentado no chão.

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