As Rádios Comunitárias vão divulgar conteúdos radiofónicos sobre temas de desenvolvimento económico local, que contribuam para estimular a produtividade e competitividade nas zonas rurais.
Para o efeito, escreve a AIM, foi lançado ontem na província de Gaza, o Programa de Mercados Rurais, que vai viabilizar a concretização do desiderato, inserido no Programa de Desenvolvimento Económico Local (ProDEL).
Ao abrigo do programa está prevista a formação de formadores envolvendo quadros do Instituto de Comunicação Social (ICS), que farão a réplica ao nível das Rádios Comunitárias das três províncias de implementação do ProDEL Gaza e Inhambane e Sofala.
A formação cobrirá temas de desenvolvimento económico local visando os mercados rurais, as tecnologias agrárias, as feiras agro-pecuárias, legislação, oportunidades de negócios, que informam e ajudam os produtores locais, empresas de comercialização e outros agentes económicos a utilizarem serviços públicos, para estimular a economia e o crescimento local.
Quanto ao Programa de Mercados Rurais, a chefe de Cooperação na Delegação da União Europeia, Isabel de Almeida, referiu-se à visão partilhada entre a União Europeia e o governo moçambicano, baseada num desenvolvimento económico assente nas potencialidades do país, com realce para áreas prioritárias de geração de emprego e renda, como a agricultura, pecuária, pescas e florestas.
A fonte saudou a iniciativa, que facilita oportunidades de negócio e contribui para um espaço, onde as empresas possam divulgar as suas iniciativas e os pequenos produtores promovam a sua produção aos mercados e consumidores.
A escolha de rádios comunitárias, como parceiras à iniciativa assenta na importância acrescida do seu conhecimento do contexto local e do quotidiano dos ouvintes, ao partilhar informação, inclusive em línguas locais, sobre aspectos cruciais do desenvolvimento económico local.
O Programa de Mercados Rurais disponibilizará equipamentos de comunicação como computadores de mesa, gravadores e microfones às rádios comunitárias e também formar os seus colaboradores em técnicas jornalísticas e temáticas sobre mercados rurais.
A União Europeia apoia o ProDEL com 80 porcento de um valor total de 32.5 milhões de euros, que inclui os co-financiamentos do governo da Suécia num montante de 4,7 milhões e do governo de Moçambique com 4.6 milhões de euros.
O Programa enquadra-se no Acordo de Cooperação assinado entre a União Europeia e o Governo de Moçambique no Âmbito do 10º Fundo de Desenvolvimento Europeu, segundo um comunicado de imprensa da União Europeia, enviado hoje à Redacção da AIM.
Os fundos do ProDEL são disponibilizados aos governos provinciais, municipais e distritais como financiamento directo para actividades de promoção do desenvolvimento económico local ou das zonas rurais, por via de acções por actores locais.

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Mais dois arguidos foram detidos ontem no âmbito do processo relacionado com o desvio de fundos do Instituto nacional de Segurança Social (INSS).

Trata-se de Ernesto Armando Simango, proprietário e Gestor da Arcus Consultores, Lda e José Marcelino Pita Guerreiro, Gestor da CALMAC, que foram detidos por ordens do Gabinete Central de Combate à Corrupção.

A legalização da sua prisão será efectuada mediante apresentação ao juiz de instrução Criminal, em 48 horas, nos termos da Lei.

Entretanto, o Ministério Público prossegue a execução de outros mandados em relação aos arguidos, que se encontram em parte incerta.

De referir que, recentemente, foi legalizada a prisão da antiga ministra do Trabalho, Helena Taipo, detida sob acusação de se ter beneficiado, ilicitamente, de fundos do INSS.

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Três funcionários público afectos ao Departamento de Administração e Finanças (DAF), no distrito de Macate, na província de Manica, acabam de ser detidos indiciados no crime de desvio de mais de três milhões de meticais do Estado.

Para lograr os seus intentos, os funcionários usavam senhas em sua posse para drenar dinheiro do Estado para contas pessoais.

As operações, que culminaram com o desvio do valor, iniciaram em finais de 2017, confirmou ontem à AIM, o administrador distrital de Macate, Maurício Mahsarubo.
A fonte explicou que o desfalque foi confirmado por uma equipa de auditoria que, há dias, trabalhou naquele distrito.
“As operações aconteciam aos poucos. Durante 17 meses, esses funcionários tiravam dinheiro para as suas contas bancárias. No total são mais de três milhões, que desapareceram dos cofres do governo distrital.

Os indiciados já estão detidos e prossegue a obtenção de mais elementos sobre a fraude e apurar se existem mais pessoas envolvidas no esquema”, disse a fonte.
Referiu que depois da descoberta do rombo, foram notificadas as instituições de justiça, que iniciaram um trabalho de investigação.
“A detenção é mesmo para facilitar o processo de investigação. Estamos perante um crime. É dinheiro do erário público e não podemos deixar, que pessoas, sendo funcionários, delapidem os cofres do Estado. Com esse valor podíamos materializar algumas actividades programadas para desenvolver o distrito e melhorar as condições de vida da população”, disse Mahsarubo. 
Os suspeitos saquearam o valor de forma faseada, levando 200 à 250 mil meticais em cada transferência bancária. Os montantes eram distribuídos pelas contas dos próprios funcionários e outras pessoas próximos, até à altura em que foi detectado o saque.

 

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Dois moçambicanos detidos, sexta-feira, na posse de dois cornos de rinocerontes, vão estar, hoje, terça-feira, perante um juiz do tribunal de Belfast, na África do Sul.
Os dois homens, por sinal pai e filho, foram detidos pela polícia sul-africana, que em mais uma operação rotineira de patrulha, interceptou a sua viatura, que fazia o trajecto Maputo/Joanesburgo.
A detenção ocorreu entre Belfast e Wonderfontein, na província de Mpumalanga, ao longo da Estrada Numero Quatro, a EN4.
A Rádio Moçambique sabe que os ora detidos faziam, habitualmente, o trajecto Maputo/Joanesburgo, e vice-versa, em negócios, do ramo dos transportes.
Num contacto telefónico, ao princípio da tarde de segunda-feira, o Consulado moçambicano em Nelspruit confirmou a detenção dos dois cidadãos.
O consulado disse que vai fazer o acompanhamento do caso, que envolve pai e filho, residentes da cidade de Maputo, capital moçambicana.

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Uma conferência de doadores, para apoiar Moçambique na reconstrução de infraestruturas e tecido social e económico após o ciclone Idai, vai decorrer no final de Maio na cidade da Beira, anunciou ontem o Governo.

“Vamos ter no final do mês de Maio uma conferência de doadores a realizar na cidade da Beira, em que esperamos obter alguns dos recursos, que são necessários para o programa de reconstrução", referiu o director executivo do Gabinete de Reconstrução Pós-Idai, Francisco Pereira.

Este responsável do Gabinete de Reconstrução Pós-Idai, quadro do Ministério das Obras Públicas, de que já foi vice-ministro, falava em Maputo, após a cerimónia em que tomou posse no cargo.

Equipas no terreno estão a fazer um levantamento dos prejuízos até final do mês, para ser elaborado um plano de reconstrução.

“Esse plano demorará umas duas semanas” a ser feito e será sujeito à aprovação "do Conselho de Ministros e dos parceiros, sempre envolvidos neste processo", disse Francisco Pereira.

Após estes passos, o plano será apresentado na conferência de doadores.

Entre os parceiros estão a União Europeia (UE), Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Nações Unidas.

O Gabinete de Reconstrução Pós-Idai foi criado pelo Conselho de Ministros moçambicano no dia 09 de Abril, com a missão de coordenar a reabilitação de infra-estruturas destruídas pelo ciclone Idai.

O papel do organismo autónomo foi ontem destacado pelo primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que deu posse a Francisco Pereira no cargo de director executivo.

“Ao criar este gabinete, o Governo tem em vista assegurar a recuperação das infra-estruturas de saúde, educação, abastecimento de água, estradas e pontes, linhas férreas, linhas de transporte e de distribuição de energia, navegação aérea e marítima, de entre outras", declarou o primeiro-ministro.

O ciclone Idai provocou 603 mortos e afectou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo as autoridades moçambicanas.

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