Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A MINISTRA do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, destacou o papel da Igreja Católica na formação e capacitação dos recursos humanos em áreas técnico-profissionais em Moçambique.

Segundo Vitória Diogo, a formação será um dos assuntos a analisar quando as delegações se encontrarem hoje, no contexto da visita que o Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua ao Estado do Vaticano.

As comitivas chefiadas pelo Chefe do Estado moçambicano e pelo cardeal Pietro Parolini, secretário de Estado do Vaticano, a segunda figura mais importante depois do Papa, vão manter conversações para passar em revista as áreas de cooperação, nomeadamente Educação, Saúde e Assistência Social.

Diogo recordou que a Igreja Católica, cuja sede está baseada no Vaticano, sempre participou na formação de moçambicanos, particularmente em escolas das artes e ofícios, e ainda na vertente da justiça social e laboral.

“A Igreja Católica tem também um grande contributo na componente do desenvolvimento e justiça social, direito no trabalho, e nós iremos trabalhar e ver os programas de formação técnico-profissional. Temos escolas de artes e ofícios e técnico-profissionais”, disse.

Referiu ainda que a educação da rapariga, sobretudo no que diz respeito ao combate aos casamentos prematuros, constitui um dos temas a serem tratados em Roma.

Vitória Diogo é um dos três ministros que integram a delegação que acompanha o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, nesta sua visita ao Vaticano, da qual ainda fazem parte os ministros José Pacheco, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; e Joaquim Veríssimo, dos Assuntos Constitucionais e Religiosos.

LÁZARO MANHIÇA, em Roma

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A acção do Fundo Global de Combate à Sida, Tuberculose e Malária permitiu salvar 27 milhões de vidas, refere esta agência das Nações Unidas, num relatório divulgado ontem.

O relatório mostra que grandes progressos foram alcançados graças aos esforços feitos para pôr fim a epidemias, sobretudo em novos tratamentos.

De acordo com os resultados do mesmo relatório, 17,5 milhões de pessoas receberam terapia antirretroviral contra o vírus da SIDA (HIV) e cinco milhões foram tratadas contra a tuberculose.

Ainda segundo o mesmo documento, 197 milhões de pessoas receberam medicamentos de prevenção contra o mosquito, vector da malária.

"O progresso foi alcançado com o apoio de vários países e parceiros, incluindo da França, o fundador e segundo maior doador do Fundo Global", afirma a entidade, em comunicado.

O relatório do Fundo de 2018 foi apresentado ontem, num evento, em Paris, presidido por Jean-Yves Le Drian, ministro dos Negócios Estrangeiros francês.

A França será, aliás, o país que vai acolher a sexta conferência do Fundo, a realizar-se a 10 de Outubro de 2019, na cidade de Lyon.

Os números deste relatório demonstram que “juntos é possível pôr fim a estas epidemias”, mas para se alcançar esse objetivo é preciso “aumentar o investimento, acelerar a inovação, reforçar as parcerias e haver mais foco no impacto” destas doenças, disse Peter Sands, director executivo do Fundo.

Conseguida a redução do pico epidémico da Sida, as taxas globais de infecção por HIV baixaram mais lentamente, mas mantêm-se extremamente elevadas em alguns grupos populacionais em determinados países.

A tuberculose é agora a principal causa de morte por doença infecciosa, com 1,7 milhão de mortes por ano e no mundo existem ainda 4,1 milhões de casos da doença, por ano, por diagnosticar, sem tratamento e não registados.

Quanto à malária, o número de casos está em crescimento. Em 2016 havia mais cinco milhões de casos de malária do que em 2015. Com o aumento da resistência a medicamentos para tratar a doença e a insecticidas contra o mosquito causador da doença, aumentam as dificuldades para o seu controlo, refere o fundo.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, na cidade de Tete, um cidadão na posse de 29 pontas de marfim. Trata-se de Adido Marcelino, de 32 anos de idade, desempregado, que foi surpreendido por agentes policiais a tentar comercializar as pontas.

“Confirmamos a sua detenção para investigação, porque ele diz que o produto tem dono, que lhe entregou para vender”, disse a porta-voz da PRM a nível da província de Tete, Lurdes Ferreira, acrescentando que o cidadão foi capturado na altura em que tentava vender as pontas de marfim no bairro Matundo.

A neutralização do indivíduo foi possível graças a denúncias de cidadãos que foram contactados sobre a venda de pontas.

A corporação acredita que as pontas apreendidas resultem do abate ilegal de 15 elefantes por caçadores furtivos.

“Não conheço o nome completo da pessoa que me deu para vender, mas é grande responsável, com "costas quentes'. Isso entende-se pelo facto de as quantidades de marfim serem muitas e também provenientes de longe, interior de Tete, como Zumbo, Mágoè, Marávia”, disse Adido Marcelino.

De acordo com a porta-voz da PRM em Tete, citada pela AIM, na altura da captura Marcelino fazia-se acompanhar de outros dois comparsas que se puseram em fuga. “Estamos a trabalhar para a sua captura”.

“Esta é a primeira vez que a Policia detém um cidadão com esta quantidade de marfim este ano na província de Tete. Vamos trabalhar para saber o verdadeiro dono do produto”, afirmou Lurdes Ferreira.

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Mais de 70 mil cartas de condução estão retidas no Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER), devido a irregularidades cometidas pelos respectivos proprietários.

A retenção das cartas de condução resulta de um trabalho inspectivo realizado nos últimos três anos pela Polícia da República de Moçambique e o INATTER.

A maior parte das irregularidades tem que ver com a condução sob efeito de álcool, envolvimento em acidentes de viação e violação das regras de trânsito.

 Manuel António, director de Serviços no INATTER, disse que alguns dos condutores estão inibidos de conduzir por um período de dois a três anos.

Ele falava ontem, em Maputo, numa reunião sobre segurança rodoviária, promovida pela AMEND - uma organização internacional que actua na área de segurança rodoviária.

A representante da AMEND em Moçambique, Texel Cossa, disse que os acidentes de viação criam desgraça em muitas famílias.

O evento contou com a colaboração da Puma Energy-Mocambique, sendo que os participantes procuram soluções para reduzir os acidentes de viação no país e no Continente Africano, em geral.

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O Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, nomeou Elvira Penina Rofina Xerinda Chaúque para o cargo de directora deste sector na província de Inhambane, em substituição de Isabel Manga, que actualmente chefia o Gabinete da Primeira-dama.

Elvira Penina é médica veterinária, formada pela Universidade Eduardo Mondlane, e antes da sua indicação para a função vinha trabalhando no Instituto Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aquacultura (IDEPA), onde, entre outros, ocupou o cargo de chefe do Departamento de Apoio à Produção, para além de ter passado pelos departamentos de Economia, Tecnologia e Extensão e Direcção de Promoção da Produção Pesqueira.

A nova directora do Mar, Águas Interiores e Pescas de Inhambane, que também foi professora em diversos estabelecimentos de ensino da cidade de Maputo, vai encontrar uma província que, para além de se orgulhar da sua grande produção pesqueira em espécies nativas, está também na vanguarda em relação à aquacultura, uma actividade que o Governo aposta e incentiva, tendo em conta o potencial de que Moçambique dispõe.

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