Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A LIGAÇÃO marítima entre as cidades de Inhambane e Maxixe volta a ser feita com segurança e conforto, com a reabertura, ontem, da ponte-cais da capital provincial, completamente restaurada após os estragos causados pela passagem do ciclone Dineo, em Fevereiro de 2017.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, que orientou a cerimónia de inauguração da infra-estrutura, disse que a obra foi financiada pela multinacional petroquímica SASOL, no valor de 35 milhões de meticais.

Os trabalhos, segundo o ministro, consistiram na reparação completa do pontão flutuante, na protecção anticorrosiva das estacas-guia e ponte móvel, reparação dos pilaretes da ponte fixa, substituição das roldanas nas estacas-guia, colocação de defensas, substituição de estacas-guia, melhoria da sala de embargue, entre outras intervenções.

Mesquita acrescentou que a reabilitação da ponte-cais da cidade de Inhambane se segue à reconstrução da ponte-cais da cidade da Maxixe, que também sofreu os efeitos da passagem do ciclone Dineo, tendo ficado cerca de 14 meses sem receber barcos de passageiros que operam na travessia da baía de Inhambane.

“A reposição das duas pontes marca o fim dos momentos difíceis vividos pelos habitantes das duas cidades, em resultado da interrupção da circulação de embarcações no período nocturno devido à falta de segurança, levando os utentes a optarem pela única saída que é a via rodoviária, percorrendo cerca de 60 quilómetros, mediante o pagamento de 50 meticais por viagem”, disse Mesquita.

O ministro dos Transporte e Comunicações anunciou, na ocasião, que além das infra-estruturas de acostagem o Governo está a trabalhar para consolidar a operação regular das embarcações “Maguluti” e “Baía de Inhambane”, ambas pertencentes à Transmarítima de Inhambane.

“Tal como prometemos, reiteramos hoje a nossa determinação em assegurar aos munícipes das cidades de Inhambane e Maxixe um serviço de travessia desta baía em condições de segurança, regularidade e conforto”, garantiu Carlos Mesquita.

Acrescentou que, considerando ser necessário melhorar as condições dos barcos que operam no transporte de pessoas e bens na baía de Inhambane, os dois serão levados brevemente à doca para reparação.

Carlos Mesquita apelou à empresa Transmarítima para, antes, realizar um trabalho de planificação para assegurar a continuidade do serviço de transporte de passageiros e carga, evitando que haja congestionamento nos dois terminais por falta de barco.

O dirigente dirigiu uma palavra de apreço aos operadores privados na travessia da baía de Inhambane pelo grande contributo que têm dado, sobretudo nos momentos em que operavam em exclusividade. Exortou ao seu reposicionamento para complementarem o trabalho realizado pelas duas embarcações do Estado. 

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Pelo menos sete em cada dez pessoas residentes na zona rural do distrito de Lichinga, no Niassa, não sabem ler e escrever, facto que inquieta as autoridades governamentais provinciais, que instam o sector da Educação e Desenvolvimento Humano a adoptar estratégias visando estimular a adesão da população, sobretudo adulta, aos programas de alfabetização e educação.

O distrito de Lichinga conta com 213 mil habitantes, maioritariamente do sexo feminino, também com maiores índices de analfabetismo, de acordo com dados em nosso poder, situação que compromete o desenvolvimento humano.

Nos encontros separados que orientou recentemente com o Governo distrital, Conselho Municipal da Cidade de Lichinga e população local, a governadora do Niassa, Francisca Tomás, referiu que o acentuado índice de analfabetismo naquela parcela compromete os esforços do Governo visando prevenir e combater as doenças endêmicas, nomeadamente a malária, diarreia, incluindo a cólera, entre outras que constituem as principais causas de procura de cuidados de saúde e de mortalidade.

Acrescentou que, sem o nível básico de escolaridade, a população em idade activa terá poucas oportunidades de acesso ao emprego, como também terá limitações para explorar os recursos de que dispõe para melhorar a qualidade de vida.

Francisca Tomás referiu haver necessidade de o sector da Educação e Desenvolvimento Humano na província desenvolver estratégias que visam apoiar o distrito de Lichinga a promover a adesão da população aos programas de alfabetização.

Por outro lado, é precido estimular os pais e encarregados de educação a matricularem os seus filhos em idade escolar, para se formarem.

De um modo geral, a mulher no Niassa regista níveis de participação significativos nos programas de alfabetização e educação de adultos, sobretudo no sistema presencial. Estranhamente, no distrito de Lichinga a  situação é contrária.

CARTEIRAS AINDA NÃO CHEGARAM AOS DONOS

Ainda no encontro, apurámos que as cinco mil carteiras duplas entregues pelo Chefe do Estado, Filipe Nyusi, em Julho, ao distrito de Lichinga, ainda não chegaram aos estabelecimentos escolares locais, alegadamente devido à existência de dificuldades de ordem financeira para custear o aluguer de viaturas para assegurar a respectiva distribuição.

Marcelinho Luís Ferreira, director distrital do Serviço de Educação, Juventude e Tecnologia de Lichinga, disse que contactos estão em curso com transportadores para encontrar quem se e predisponha a realizar o trabalho de distribuição do mobiliário escolar a título de crédito.

A dívida que o seu sector tinha com os alfabetizadores, estimada em 400 mil meticais, foi liquidada na totalidade, assim como as horas extras e de turno e meio referentes ao ano passado. No entanto, persistem as dívidas com professores relativas a horas extras e de turno e meio referentes aos anos de 2015 e 2016, prometendo a sua liquidação depois que forem libertos os fundos pelo tesouro central.

Carlos Tembe

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A Procuradoria-Geral da República está a investigar uma denúncia sobre o desaparecimento de 20 cheques do município de Quelimane, anunciou o porta-voz daquela entidade da justiça na província da Zambézia.

Domingos Julai, em declarações veiculadas hoje pela Rádio Moçambique, disse que três dos 20 cheques já foram movimentados, causando um desfalque de mais de 837 mil meticais nos cofres do município de Quelimane.

A denúncia foi feita pelo gabinete do presidente do município de Quelimane, a 28 de Agosto deste ano, adiantou Julai.

Até ao mês passado o município de Quelimane era formalmente dirigido por Manuel de Araújo, até ser destituído do cargo pelo Conselho de Ministros, por violação da legislação autárquica.

Apesar de destituído, Manuel Araújo recusa-se a abandonar o posto, afirmando que não foi ouvido pelo Conselho de Ministros no processo que culminou com a sua exoneração e que a decisão ainda não produz efeitos, enquanto não expirar o prazo de 20 dias previsto para a submissão do recurso ao Tribunal Administrativo.

O Governo considera que Manuel de Araújo violou a lei ao filiar-se à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) ainda no decurso do seu mandato de autarca para o qual foi eleito pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido.

Manuel de Araújo foi apresentado como cabeça-de-lista da Renamo para as eleições autárquicas de 10 de Outubro.

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Vinte mil pessoas, maioritariamente mulheres, de quatro distritos das províncias de Maputo e Gaza, serão abrangidas por um projecto de mitigação dos efeitos da seca que se abateu severamente sobre as duas regiões do sul do país no biénio 2015/16. Leia mais

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A DIRECTORA do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Ana Maria Gemo, considera que a prevenção é a estratégia que deve ser seguida para deter a corrupção no país. Leia mais

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