Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O GOVERNO reiterou o convite ao sector privado para que aposte na construção de infra-estruturas de armazenamento de água, por representarem boa oportunidade de investimento.

O envolvimento do empresariado é visto como necessário face ao crescimento da demanda pelos recursos hídricos, que poderá triplicar nos próximos 20 anos, e para tornar o país resiliente às mudanças climáticas, que tornam as chuvas cada vez mais irregulares.

Falando há dias na província de Maputo, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos disse que a construção de infra-estruturas hidráulicas de contenção e reserva de água constitui prioridade para evitar riscos hídricos no desenvolvimento do país.

De acordo com João Machatine, a previsão das necessidades anuais por água sairá de dois para seis mil milhões de metros cúbicos até 2040, o que impõe que a capacidade de armazenamento seja elevada dos actuais 58 para 80 mil milhões de metros cúbicos.  

“Estes desafios que se colocam abrem enormes oportunidades para o sector privado, se tomarmos em linha de conta que as barragens, pela sua multifuncionalidade, sob ponto de vista energético, agrícola e de abastecimento de água, elevam os indicadores de retorno de investimento”, disse.

Mais de metade dos rios que atravessam o território nacional são partilhados com os países a montante, o que coloca Moçambique numa situação de extrema vulnerabilidade e dependência.

Face ao cenário, o ministro Machatine disse haver necessidade de definição, revisão e cumprimento “escrupuloso” dos acordos de partilha dos rios, além da construção de barragens.

O convite feito semana passada aos empresários não foi o primeiro. Após a apresentação do estudo de viabilidade da Barragem de Mapai, norte de Gaza, o ministro reuniu-se com o sector privado para apresentar as oportunidades que a iniciativa oferece nas várias componentes, desde a construção em si até à exploração agrícola, geração de electricidade, entre outras.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, terminou há momentos um comício popular por ocasião das celebrações dos 200 anos da elevação da Ilha de Moçambique à categoria de cidade.

Várias actividades marcam a efeméride na ilha de Moçambique, que se situa na parte insular da província de Nampula, no norte do país.

No local, o Chefe de Estado procedeu à entrega de uma ambulância que vai servir para o transporte de doentes para as unidades sanitárias.

Na ocasião, Nyusi disse que a ilha de Moçambique sintetiza a dimensão do rico património cultural do nosso país, razão pela qual foi declarada património da humanidade em 1991, pela Organização da Nações Unidas para a Ciência e Cultura, UNESCO.

Mais detalhes nas próximas horas.

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As uniões de facto (casamentos) prematuras, a mendicidade e o desvio de medicamentos são fenómenos preocupantes na província de Tete, segundo constatações feitas durante o II Conselho Coordenador provincial conjunto das direcções provinciais da Saúde, Género, Criança e Acção Social.

Participaram no encontro, de quatro dias, os directores distritais dos dois sectores, quadros seniores de nível provincial, parceiros de cooperação, entre outros convidados, incluindo a esposa do governador de Tete, Joana Auade, que tanto defende o combate a casamentos prematuros e ao abuso sexual de menores.

O director provincial do Género, Criança e Acção Social em Tete, Lourenço Buene, disse sábado, no encerramento do evento, que os casamentos prematuros são um desafio de toda a sociedade, por isso o seu combate exige o envolvimento de todos.

Reconhecemos que os casamentos prematuros são preocupantes na nossa província. Enquanto não se realiza um levantamento exaustivo sobre a situação devemos desenvolver acções que visam reduzir o fenómeno, de modo a termos as nossas raparigas a estudarem”, disse Buene.

Outro fenómeno preocupante, segundo Lourenço Buene, relaciona-se com a mendicidade, que na cidade de Tete tende a ganhar espaço, alertando que ele constitui um problema de todos, daí que pediu a colaboração da sociedade.

Afirmou que o seu sector está preocupado, porque os mendigos, casos de pessoas com deficiência visual, obrigam as crianças a desempenharem o papel de guias, deixando de estudar, uma situação prejudicial para o seu futuro.

Na cidade de Tete, os mendigos andam de loja em loja, principalmente às sextas e sábados, a pedir esmola. Os proprietários dos estabelecimentos comerciais, nesses dias, oferecem-lhes pão ou moedas, entre outros bens.

Nos dias normais, os deficientes visuais, de todos os sexos, são vistos estacionados em diferentes lugares, alguns tocando latas, como forma de chamar a atenção dos transeuntes para lhes dar algo para o seu sustento diário.

A redução da mendicidade depende de todos. Estamos a trabalhar para que os apoios sejam canalizados para um centro aberto, onde os necessitados serão atendidos e ao fim do dia regressarem às suas casas”, disse Buene.

COMBATE AO DESVIO E VENDA ILÍCITA DE MEDICAMENTOS

Por seu turno, a directora provincial da Saúde em Tete, Carla Mosse, disse que urge desenvolver acções para combater o desvio e venda ilícita de medicamentos. “É preocupante esta situação”.

Segundo Mosse, as acções de combate ao desvio de medicamentos visam garantir a sua disponibilidade nas unidades sanitárias da província. “Devemos instaurar processos disciplinares a todos os funcionários envolvidos no desvio de medicamentos, para garantir a sua disponibilidade a todos os níveis, e intensificar medidas concretas e correctas para reduzir a incidência de doenças, como a malária, diarreias, tuberculose e a desnutrição”.

De acordo com a directora, o sector da Saúde em Tete é desafiado ainda no sentido de expandir a cobertura dos serviços de saúde materna, com vista a aumentar os partos institucionais, a cobertura do rastreio do cancro do colo do útero e da mama, incrementar o número de unidades sanitárias que oferecem o Tratamento Anti-Retroviral (TARV) e massificar o seu acesso.

No cumprimento do Plano Quinquenal do Governo 2015-2019, cabe ao sector da Saúde a responsabilidade de melhorar o acesso e qualidade dos nossos serviços, reduzir a mortalidade materna, a morbi-mortalidade por desnutrição crónica, a malária, tuberculose, HIV, doenças não transmissíveis e doenças preveníveis”, sublinhou.

Com o mesmo plano, segundo a fonte, pretende-se ainda que a Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social, através do Instituto Nacional da Acção Social (INAS), desempenhe um papel de relevo na implementação, com eficácia e eficiência, dos programas de assistência social aos grupos mais carenciados, materializando, deste modo, as prioridades do Governo neste sector.

Respondendo às preocupações apresentadas durante o encontro, o Director Nacional de Formação de profissionais da Saúde, Paulino Rodrigues, referiu que “anotamos o que disseram, como a falta de camas e colchões, cadeia de frio e esterilização, e também apelamos para que aumentem a cobertura do Programa Alargado de Vacinação (PAV), entre outros programas e acções, para garantir saúde à nossa população em Tete”.

A província de Tete possui uma população estimada em 2.618.913 habitantes, servida por mais de 130 unidades sanitárias, incluindo o Hospital Provincial de Tete, espalhadas por 15 distritos, designadamente a cidade de Tete, Moatize, Tsangano, Doa, Mutarara, Changara, Marara, Cahora Bassa, Mágoè, Zumbo, Marávia, Chifunde, Chiúta, Macanga e Angónia.

 

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A proliferação de resíduos sólidos na cidade de Lichinga, capital do Niassa, facto agravado pela exiguidade de contentores, revela falta de sensibilidade e educação sobre os riscos que o depósito de lixo em locais impróprios representa para a saúde pública.

A conclusão é dos participantes ao seminário de preparação das festividades do dia da limpeza, assinalado sábado à escala planetária.

Sob o lema “Vamos Limpar o Planeta”, as actividades estiveram concentradas na limpeza de locais públicos, para preservar a saúde e o meio ambiente.

Na ocasião, os representantes das organizações da sociedade civil que trabalham em programas ambientais e gestão de resíduos sólidos, mostraram a sua inquietação em razão da proliferação de lixo na urbe, apesar de reconhecerem o trabalho feito pela edilidade.

Os locais que mais preocupam são ao redor do mercado central e grossista, localizados, respectivamente, no centro da cidade e no bairro de Chiuaula, o mais habitado; junto às unidades sanitárias, com relevo para o Hospital Provincial de Lichinga, Centro de Formação em Saúde; estabelecimentos de ensino e instalações para prática de desportos.

O representante do Conselho Municipal da cidade de Lichinga, Felisberto Pedro Mote, justificou, na circunstância, que os munícipes não ajudam nos esforços da edilidade ao não cumprirem o horário estipulado para o depósito de resíduos sólidos e os locais previamente seleccionados.

O responsável pelo saneamento no CMC Lichinga, disse que esta postura dificulta o trabalho das equipas de saneamento.

Mote revelou que a cidade de Lichinga, com cerca de 200 mil habitantes, conta neste momento com 60 locais previamente identificados para o depósito de resíduos sólidos. Entretanto, o número de locais de depósito tende a aumentar nos últimos tempos, alegadamente por culpa dos munícipes que demonstram falta de cultura e hábitos de gestão ambiental.

A edilidade recolhe, no intervalo das cinco às 17 horas, cerca de 108 toneladas de resíduos sólidos. Contudo, nos últimos tempos a recolha é feita apenas até às 13 horas, período em que são removidas em média 61 toneladas.

Os participantes ao encontro exigiram que a edilidade reforce o número de contentores de lixo nos locais de maior aglomeração de pessoas, prontificando-se a participar na educação e sensibilização dos munícipes para o respeito das normas de gestão de resíduos sólidos.

 

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A capacidade de armazenamento de água da Barragem de Corumana, na província de Maputo, vai sair dos actuais 720 para 1240 milhões de metros cúbicos, quase o dobro, até Dezembro do próximo ano, na sequência da instalação de comportas no evacuador de cheias, oficialmente iniciadas ontem.

Os trabalhos complementares vão incluir a construção de um dique de portela, infra-estrutura de protecção da barragem em caso de cheias, e de 132 casas para igual número de famílias a ser retiradas de zonas de risco de inundações. Está igualmente prevista a reabilitação de órgãos da barragem, casa de comando e instalados sistemas de monitoria de segurança do empreendimento, entre outros elementos.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que lançou a primeira pedra para a montagem de comportas, disse que os trabalhos vão durar 15 meses e custar 25 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Banco Mundial.

João Osvaldo Machatine explicou que com o aumento da capacidade de armazenamento, a área irrigada pela barragem ao longo do vale do Incomáti vai aumentar dos 25 para 36 mil hectares, o que contribuirá para a produção de mais comida nesta zona da província de Maputo.

A contenção da intrusão salina no estuário do rio Incomáti e o aumento de fiabilidade na geração de 16.2 mega watts (MW) na central hidroeléctrica da barragem é outro ganho que virá das obras iniciadas ontem.

A Barragem de Corumana foi construída entre 1983 e 1989, tendo entrado em funcionamento em 1990, mas devido à guerra que flagelava o país na altura e limitações de financiamento as obras não chegaram a ser concluídas. Ficaram por montar as comportas para permitir que a infraestrutura tivesse a capacidade inicialmente projectada.

É neste sentido que de há alguns anos o Governo vinha negociando com diversos parceiros a conclusão da obra. As negociações foram mais intensas quando o crescimento da demanda por água potável no Grande Maputo começou a exigir uma fonte alternativa dos Pequenos Libombos.

É neste sentido que a instalação das comportas está em articulação com o projecto de abastecimento de água ao Grande Maputo, que já contemplou a montagem de uma conduta adutora até Machava, município da Matola, numa extensão de 95 quilómetros.

Para a administrada da Moamba, Guilhermina Kumaguelo, as obras complementares vão aliviar a carência de água para o consumo humano, irrigação e abeberamento do gado.

Entretanto, o director do Banco Mundial em Moçambique, Mark Lundell, disse que Corumana faz parte de um lote de projectos de água e saneamento no país, avaliado em 600 milhões de dólares norte-americanos.

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