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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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O ACESSO universal a água potável e saneamento é um direito humano e deve ser garantido em todos as casas e lugares, e inclusivamente a refugiados, assinala a declaração final da Cimeira da Água, terminada na sexta-feira, em Budapeste.

Os 1.500 participantes coincidiram na necessidade de se providenciar “acesso geral e universal a água potável e a saneamento, como parte dos Direitos Humanos, em todos as habitações, escolas, centros de saúde, locais de trabalho e outros, como em casos de emergência e em campos de refugiados”, diz a declaração, citada pela Lusa.

A ONU estima que em 2030 cerca de 40 por cento da humanidade sofrerá com falta de água, um produto que terá nessa altura um aumento de procura de 40 por cento em relação ao momento actual.

Na conferência de imprensa no final da reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, János Martonyi, chamou a atenção para a relação entre os problemas relacionados com a água e a pobreza.

“A água deve unir e não separar, deve ser uma fonte para a prosperidade e não para a miséria”, disse.

Para isso, devem melhorar-se os diferentes sistemas de gestão de recursos hídricos, diz o documento final da cimeira, que realça também a importância de proteger os ecossistemas.

Os participantes discutiram ainda a questão da contaminação das águas e consequências para a saúde. A declaração final afirma que se deve reduzir a contaminação das águas, aumentando o tratamento e reutilização.

Paulo Lemos, secretário de Estado do Ambiente de Portugal, apresentou na Cimeira o Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água, garantindo que a implementação é uma prioridade do Governo.

Perante os presentes, os principais decisores, profissionais e académicos ligados ao sector, Paulo Lemos apresentou a experiência de Portugal e garantiu “total apoio” do país à inclusão de um Objectivo de Desenvolvimento sustentável dedicado à água.

A partilha de bacias hidrográficas (Portugal partilha cinco com Espanha) foi também tema do discurso do secretário de Estado na sessão de encerramento, durante o qual adiantou: “A água não pode ficar de fora das discussões da agenda para o desenvolvimento pós-2015.”