Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Reserva Especial de Maputo (REM), no distrito de Matutuíne, província de Maputo, destruiu 38 armas de fogo de diferentes calibres recuperadas de caçadores furtivos, sendo 26 de fabrico caseiro e 12 convencionais.

O acto, ocorrido na última sexta-feira, foi testemunhado por representantes da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), da Procuradoria distrital, do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), líderes comunitários e pela própria equipa de gestão da reserva.

A administração da REM explica, em nota de imprensa enviada à AIM, que a iniciativa visa impedir que as mesmas armas voltem a circular no mundo do crime contra a vida selvagem, colocando em causa os esforços em curso com vista à conservação da biodiversidade na reserva.

“Algumas das armas destruídas foram entregues voluntariamente à REM em encontros de sensibilização às comunidades a viver na reserva e arredores sobre a necessidade de combate à caça furtiva, e outras abandonadas por criminosos em acções de perseguição desencadeadas por grupos de fiscais em operações rotineiras de fiscalização”, lê-se no documento.
Outro conjunto de armas não quantificadas recuperadas de furtivos detidos pelos fiscais da reserva foi entregue ao Comando Distrital da PRM em Matutuíne para servir de evidências do crime. Mesmo em relação a estas, a Procuradoria distrital iniciou diligências no sentido de convencer a Polícia a disponibilizá-las para que sejam igualmente destruídas.

“A gestão dos parques e reservas nacionais continuará a trabalhar para reduzir significativamente o índice de criminalidade contra a vida selvagem, quer através do aprimoramento dos métodos de investigação, quer de aplicação da lei de conservação que pune, para além dos furtivos, os mandantes e os portadores de produtos proibidos resultantes da caça ilegal”, refere o documento.

Com efeito, nos meados de Agosto a ANAC organizou um seminário de capacitação dos fiscais dos parques e reservas, em Maputo, para melhorar a sua capacidade técnica na identificação de evidências no local do crime, no âmbito das acções de combate à caça furtiva e ao comércio ilegal de produtos de fauna bravia.

Na ocasião, o Director-Geral da ANAC, Mateus Mutemba, manifestou a sua satisfação pelo nível de colaboração existente entre a gestão das áreas de conservação e os procuradores e juízes no combate a crimes ambientais, resultando na condenação dos implicados a penas de prisão que variam de nove a 12 anos.

 

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