Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A população de graduados universitários em Moçambique tem vindo a aumentar de forma significativa. Com efeito, segundo um inquérito-base de transição ensino-emprego dos finalistas universitários, ontem tornado público, em Maputo, o país registou 678 graduados, em 2003, número que multiplicou para 18 244, em 2016.

Porém, escreve a AIM, as estatísticas oficiais do Ensino Superior em Moçambique mostram um desequilíbrio na população universitária, a favor de homens.

Ao facto acresce-se uma segmentação de escolha de cursos, com as Engenharias e Ciências Naturais a apresentar uma população predominantemente masculina, enquanto se verifica uma maior paridade de género em áreas como Educação, Ciências Sociais, Agricultura e Saúde.

Quanto ao género, a proporção de estudantes graduados indica que 55,7 por cento são homens e 44,3 por cento mulheres.

O inquérito-base sobre o perfil do estudante universitário em Moçambique refere que uma amostra de 2174 alunos finalistas de seis das sete maiores universidades do país, o correspondente a 10 por cento de todos os estudantes finalistas universitários em Moçambique, sugere que tanto as escolhas de áreas de formação, como as expectativas de emprego revelam um desequilíbrio de género a favor dos homens.

O documento revela ainda que o sector privado prevalece como preferido pela maioria dos estudantes finalistas, e os mesmos confiam nas suas capacidades académicas como sendo fundamentais para a sua inserção no mercado de emprego.

No entanto, os finalistas universitários admitem falta de conhecimento sobre oportunidades de trabalho e estratégias de procura de emprego.

O pesquisador da United Nations University World Institute for Development Economics Research (UNU-WIDER), Ricardo Campos, disse que as respostas obtidas no inquérito reforçam a necessidade de busca e fornecimento de informações sobre o mercado de trabalho aos estudantes universitários, porque existem evidências claras de que estes necessitam de saber melhor sobre o que lhes espera à saída da universidade.

O relatório resume os resultados do inquérito que decorreu entre Março e Novembro de 2017 nas províncias de Maputo e Sofala, sul e centro de Moçambique, em seis universidades, e prevê que haverá ainda seis rondas de seguimento da amostra inicialmente inquirida dentro de um cronograma de actividades que só termina em Agosto de 2019.

O estudo sistemático sobre a transição dos estudantes do Ensino Superior ao mercado de trabalho está sendo levado a cabo pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em parceria com a UNU-WIDER e a Universidade de Copenhague, tendo como objectivo central mapear as características e expectativas de emprego dos finalistas universitários para melhor dar resposta às preocupações do governo e parceiros de desenvolvimento sobre o emprego jovem no país.

A publicação dos resultados do inquérito contou com a participação de instituições académicas, representantes dos estudantes finalistas, do Ministério da Economia e Finanças, do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social e parceiros da UNU-WIDER.

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