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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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Moçambiquevai expor o potencial que tem e partilhar a sua experiência no domínio da conservação dos recursos naturais, num evento denominado “O Projecto Gorongosa”, a ter lugar esta quinta-feira, na cidade norte-americana de Nova Iorque.

O evento, a ser orientado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, será atendido por diversas entidades parceiras, incluindo representantes de governos de países que se identificam com a causa da conservação, em particular com os esforços que o nosso país vêm empreendendo no sentido de assegurar boas práticas e uma gestão sustentável dos recursos florestais e faunísticos.

O Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, que ontem falou a jornalistas sobre este evento, reconhece que, nos últimos quinze anos, Moçambique, em particular, e toda a região austral de África, em geral, ressentiram-se dos efeitos devastadores da caça furtiva, mas, mostrou-se animado com os resultados do trabalho em bloco que vem sendo feito nos últimos quatro anos em prol da conservação.

 “Nos últimos quatro anos construímos uma estratégia de combate e, felizmente, temos colhido resultados positivos. Hoje temos, no país, parques onde já não ocorre a caça furtiva, mas também temos casos que inspiram um pouco mais de atenção da nossa parte, a exemplo da Reserva do Niassa. Ainda assim devo dizer que, lá também, a caça furtiva reduziu em cerca de 75 por cento nos últimos seis meses, o que nos anima bastante. Hoje somos uma referência em termos de conservação e biodiversidade, e é essa experiência que queremos partilhar com os nossos parceiros no evento desta quinta-feira”, disse Celso Correia.

Segundo o ministro, Moçambique está a consolidar as acções de conservação e a repor a fauna nos parques, num exercício que está a atrair gente para o turismo de conservação.

“Mas nós precisamos de recursos para levar este barco avante. Este evento paralelo à Assembleia Geral das Nações Unidas, é exactamente para atrair mais investimentos que nos permitam desenvolver as comunidades e6 continuar a fazer a conservação…” , disse.

Na verdade, segundo o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, embora o evento leve Gorongosa como nome genérico, a agenda é discutir a problemática da conservação em todas as suas dimensões, e apresentar o potencial de recursos que o país inteiro possui.

“De facto, há cerca de 20 anos que estamos a trabalhar com um parceiro norte-americano na Gorongosa, no conceito de co-gestão. Nesse âmbito, temos parcerias com grandes grupos internacionais que trabalham na área de conservação no continente. Estamos, por exemplo, a trabalhar com a African Parks, em Bazaruto; com a Peace Parks Foundation, na Reserva de Maputo e no Limpopo; a Greg Carr Foundation, na Gorongosa, e a CAS, que opera na Reserva do Niassa. Estas parcerias ajudaram Moçambique a repor qualidade do nosso produto faunístico, que agora está à disposição do mundo para quem o queira explorar como produto turístico”, disse Celso Correia.

A visão do Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural é que o capital das Reservas nacionais é único.

“Hoje temos praias limpas, mas muitos países não associam a biodiversidade com as praias que temos. A nossa perspectiva é que este será o nosso produto do futuro, que vai gerar emprego e promover o desenvolvimento e bem-estar dos moçambicanos”, disse. 

JÚlio Manjate, em Nova Iorque