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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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Um total de 40 técnicos moçambicanos, provenientes de todo o país, estão a ser formados em diagnóstico precoce e realização de pequenas e grandes cirurgias oncológicas na área de ginecologia e cirurgia da mama.
Com a formação, os técnicos estarão capacitados em matérias de prevenção, rastreio e em diferentes técnicas de tratamento de cancros.
Falando ontem, em Maputo, na cerimónia de abertura do curso, cuja duração é de dois dias, Cesaltina Lorenzoni, chefe do Programa Nacional de Cancro, disse que desde o início da parceria com instituições internacionais de combate e controlo do cancro várias pessoas já beneficiaram de diversos cuidados médicos.
“A actividade está a ser desenvolvida no Hospital Central de Maputo, de onde vão se fazer, no total, 121 procedimentos, incluindo 106 que são de diagnóstico para pequenas e grandes cirurgias”.
Lorenzoni disse, ainda, que vai desenvolver-se um curso sobre Colposcopia e Lipo para o diagnóstico de lesões avançadas do cancro.
“Durante dois dias vai se desenvolver um curso sobre Colposcopia e Lipo para o diagnóstico de lesões avançadas do cancro do colo do útero e tratamento das mesmas. Trata-se de um curso com uma abrangência nacional ”, disse.
Por seu turno, a chefe da missão médica, Kathleen Schemeler, lamentou o facto de os moçambicanos fazerem o diagnóstico quando a doença está avançada, dificultando o seu tratamento. “Uma das maiores dificuldades é dos pacientes encontrarem-se num estado avançado de doença, o que torna difícil o seu tratamento. A ideia é formar técnicos moçambicanos para que tenham capacidade de diagnóstico antecipado”.
Contudo, a especialista americana espera que a intervenção em Moçambique atinja os mesmos resultados que nos Estados Unidos, em termos de redução de casos de cancro.
“Nós tivemos uma redução de casos de cancro do colo do útero em quase 70 por cento nos Estados Unidos, com base em técnicas de prevenção. E é exactamente essa experiência que pretendemos partilhar cá em Moçambique para reduzir os casos de cancro do útero”, referiu.

A missão médica é composta por 15 especialistas e pesquisadores, dentre eles americanos, brasileiros, colombianos e tailandeses. Eles estão em Moçambique até dia 27 de Outubro para, além da formação, operarem diagnósticos, e grandes e pequenas cirurgias de cancro da mama e do colo do útero.
Esta é a 15ª missão de especialistas dos países em referência para Moçambique. A primeira ocorreu em 2014.