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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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O Parque Nacional de Gorongosa (PNG), na província de Sofala, em parceria com instituições de ensino superior nacionais e de Lisboa, está a formar 12 especialistas em Biologia de Conservação em Moçambique
Em mensagem, o administrador do PNG, Pedro Muagura, afirma que se trata do primeiro curso de Mestrado em Biologia de Conservação em Moçambique inteiramente orientado num Parque Nacional de nível mundial, sendo por isso uma inovação para criar futuros líderes da ciência de conservação para o país.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o PNG e as Universidades do Zambeze e Lúrio, Instituto Superior Politécnico de Manica e a Universidade de Lisboa, Portugal. 
“Este ano enveredámos por um processo de planeamento estratégico de 15 meses, que irá culminar no nosso novo plano estratégico de 2020-2050 e num plano empresarial de 10 anos. Pretendemos coordenar todos os nossos doadores debaixo de uma mesma alçada estratégica”, revela Muagura, citado pela AIM.
O administrador destaca que a recuperação da população de fauna bravia do Parque continuou este ano com a reintrodução de um grupo de 14 mabecos (“painted wolfs”), animais que faziam parte do ecossistema de Gorongosa no passado, mas que tinham sido dali extirpados.
“É maravilhoso acolher esta bela espécie de volta à “casa”. Os nossos turistas e visitantes das comunidades da zona-tampão do Parque adoram-nos – e os membros dos clubes ecológicos escolheram nomes para todos os 14 à sua chegada”, destaca a mensagem.
A fonte adianta que o PNG está a trabalhar de perto com os governos distritais locais e as comunidades para assegurar o desenvolvimento de uma visão conjunta e acertar responsabilidades para um caminho de sucesso de conservação e desenvolvimento a longo prazo para todos.

Na mensagem, Muagura destaca como feitos a reintroduzição, com sucesso, de um grupo de mabecos no Parque da Gorongosa, em Abril de 2018, e o nascimento, este ano, de um número recorde de crias de leão, adicionando mais 24 animais à população de leões já existente.
“Os nossos cientistas colocaram em doze elefantes coleiras de rastreamento, via satélite, para promover um estudo de determinação das dinâmicas espácio-temporais e planear uma coexistência homem-fauna bravia”, refere ao documento.
Desde 1 de Janeiro 2018, o PNG passou a gerir a Coutada 12, uma anterior área de caça de 2800 quilómetros quadrados, situada a nordeste da Gorongosa, estando em processo de actualização do seu estado de conservação.
Para o reforço da segurança, segundo a fonte, o número de fiscais, que  inclui mulheres (recrutados nas comunidades locais), duplicou para 261, operando 365 dias por ano.