Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Ibraimo Remane, defendeu ontem a execução de projectos preparados para fazer face aos efeitos das mudanças climáticas em Moçambique.

Temos de prever obras mais robustas, por causa das mudanças climáticas, disse o bastonário, ontem, em Maputo, no decurso do  3º Congresso dos Engenheiros de Língua Portuguesa, organizado pela Federação das Associações dos Engenheiros de Língua Portuguesa (FAELP) e que termina hoje.

Nós somos um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, realçou, apontando o congresso como local ideal para receber informação das mais velhas federações e associações de engenheiros.

Em Moçambique, as atenções estão viradas para a forma como são elaborados os projectos nas zonas costeiras.

No caso da subida do nível médio do mar “há dois mil quilómetros de costa por acautelar”, por conta da população que mora maioritariamente no litoral.

O Bastonário da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Carlos Mineiro Aires, considerou o congresso um encontro promissor.

“Queria que, no fim de um congresso como este, ficasse demonstrada a importância dos engenheiros. São passos que estão a ser dados como contributo para a ciência e tecnologia”, disse o bastonário.

Se, por um lado, é na actuação de cada pessoa “que reside a solução para reverter a tendência que estamos a atravessar”, de aquecimento global, essa “deve ser uma preocupação para os governantes”, considerou.

Além das delegações das associações profissionais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal, estão também presentes em Maputo delegações de São Tomé e Príncipe e Brasil, que integram a FAELP.

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A protecção de espécies faunísticas protegidas por lei passa pela criação de uma plataforma de coordenação interinstitucional de prevenção e combate que envolva todas as instituições criadas para estancar a caça furtiva.

A ideia foi defendida terça-feira, na cidade da Matola, pelo governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, que discursava na abertura de um workshop sobre a matéria, organizado pela Procuradoria Provincial, em parceria com o Fundo Mundial Para a Natureza (WWF Moçambique).

O evento tinha como objectivo de promover maior articulação entre os órgãos de justiça, organizações ambientalistas e o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER).     

Na ocasião, Diomba falou da necessidade de o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), fiscais do MITADER, Polícia de Protecção dos Recursos Florestais, Faunísticos e Ambiente, magistrados judiciais e do Ministério Público, comunidades e parceiros de cooperação, entre outros intervenientes, trabalharem em conjunto para combater a caça e venda de produtos da vida selvagem.      

O governante afirmou ser importante desenvolver actividades com vista à protecção das espécies em extinção, a começar por acções de prevenção, capacitação de pessoal e partilha de informação entre as partes, para melhorar a capacidade de intervenção e repreensão dos transgressores.       

Referiu que o mundo se debate actualmente com desafios relacionados com uso insustentável da biodiversidade, tendo como principal infractor o Homem. Ajuntou que Moçambique não está alheio a este fenómeno e a província de Maputo a par de outras, possui vastas áreas de protecção e conservação da biodiversidade.    

A fonte apontou os distritos de Magude, Moamba e Matutuine como sendo os mais problemáticos, neste ponto do país, com a caça ilegal a incidir principalmente para espécies como rinocerontes, elefantes e cabrito vermelho.      

Acrescentou que até 31 de Agosto foram tramitados, nos órgãos de justiça da província de Maputo, 17 casos relacionados com a caça de espécies protegidas, com vista à responsabilização dos infractores.       

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O envolvimentoem grande escala do empresariado nacional, o expressivo número de investigadores nacionais e estrangeiros foram a nota positiva mencionada pelos promotores do segundo seminário internacional de investigação, que recentemente teve lugar em Maputo.

Falando ao cair do pano do maior evento no campo da investigação, Vitória Langa de Jesus, directora executiva do Fundo Nacional de Investigação (FNI), disse ao “Notícias” que o evento superou as expectativas não só pelo número de participantes como também pelo impacto positivo resultante do evento.

Por exemplo, explica, a presença do empresariado internacional, abriu espaço para que a montra de investigação fosse mais ampla, assim como permitiu despertar interesse dos investidores pelo conhecimento gerado a partir da investigação feita por moçambicanos e não só.

“Para além dos que vinham exibir os resultados dos seus trabalhos, tivemos participantes interessados em fazer uso dos mesmos, nas suas empresas, o que é muito bom e tivemos igualmente aqueles que participaram com intenção de melhorar ainda mais as suas pesquisas”, exemplificou.

A abertura de pesquisadores e investidores estrangeiros no desenvolvimento de projectos com o empresariado local e a possibilidade de financiamento a partir de agências é tido pela entrevistada como outro ganho relevante.

A fonte fala do estabelecimento de parcerias que se consubstanciaram em memorandos de entendimento e abertura de novas janelas de colaboração com países como Brasil, Espanha, Burquina Faso, bem como o fortalecimento de relações que já vinham acontecendo com a África do Sul, Zâmbia e Namíbia.

Outro aspecto de que o FNI se pode orgulhar no processo da promoção do investimento em Moçambique é o facto de o conhecimento gerado a partir da investigação feita no país, por moçambicanos, estar a ser reconhecido na Europa e em países como Alemanha, reconhecido pelo alto rigor na avaliação da qualidade das pesquisas.

“O facto de estarmos a ganhar credibilidade e reconhecimento numa universidade de grande gabarito na Alemanha, por exemplo, é motivo de muita satisfação. Tivemos recentemente uma avaliação em que quatro pesquisas nossas foram aprovadas numa universidade alemã tida como de topo na investigação”, exemplifica.

Apesar dos avanços, Vitória Langa de Jesus fala de desafios que se impõem neste campo, com particular destaque para o empresariado nacional que ainda faz pouco uso do conhecimento produzido pela ciência, bem como a sua fraca adesão ao financiamento de projectos que vão sendo desenvolvidos pela investigação.

O desafio é igualmente estendido a outras instituições que podem atingir um crescimento qualitativo usando o conhecimento científico para melhorarem a sua produção e produtividade.

Papel do Fundo na promoção da investigação

O FNI é uma instituição pública de âmbito nacional, tutelada pelo ministro que superintende a área da Ciência e Tecnologia. Foi criada com o objectivo de promover a investigação científica, através do financiamento e fomento da execução de programas, projectos e outras acções no domínio da investigação científica e inovação tecnológica, segundo as prioridades estratégicas do Governo.

A intenção de organizar eventos internacionais é uma forma de procurar um espaço com a finalidade de desenvolver um sistema integrado de produção e gestão do conhecimento virado para as necessidades nacionais de cada país e da região de forma a impulsionar o desenvolvimento sustentável dos integrantes.

Para promover a pesquisa científica e inovação tecnológica, o FNI tem realizado em todos os anos, as Jornadas Científicas e Tecnológicas de Moçambique, os cursos de metodologias e elaboração de propostas de projectos de investigação, os cursos de agregados de inovação, seminários nacionais para a divulgação de resultados dos projectos financiados pela instituição, os cursos de gestão financeira eprocurment aos beneficiários dos seus fundos. 

Esta instituição tem vindo a financiar projectos de investigação científica, de inovação e transferência de tecnologia, projectos estratégicos do governo, agregados de inovação, trabalhos de investigação para a obtenção do grau académico de Mestre e Doutor; a produção e publicação de artigos e livros científicos, incluindo a participação de investigadores moçambicanos em eventos científicos nacionais e/ou internacionais. 

O que dizem os parceiros

O CHEFE da cooperação da Embaixada da Suécia, Micael Elossi Elfsson, disse na esteira do segundo seminário internacional que a ambição do seu país é superar os desafios estratégicos no que concerne à área de investigação através da criação de condições para melhoria de vida dos mais desfavorecidos.

“Tenho convicção de que as discussões e a partilha de resultados saídos deste intercâmbio de profissionais de diversos campos do saber, enquadra-se neste contexto”, disse Elfsson.

Lamentou o que classificou de quadro perturbador da sub-representação dos países em desenvolvimento. Para ele, a lacuna que se verifica entre a demanda e o fornecimento de conhecimento científico, relacionado com problemas e necessidades específicas de cada país deve ser parcialmente sanada com o auxílio do conhecimento produzido internacionalmente.

“A Suécia entende que os países em desenvolvimento devem ter recursos para possuir e conduzir pesquisas por conta própria e ajustadas às suas necessidades”, sublinhou.

Por seu turno, o representante do Banco Mundial, Mark Lundell, referiu que a contribuição que os investimentos em ciência e tecnologia podem trazer para o desenvolvimento de países é já uma realidade comprovada e, por isso, tem merecido a atenção da sua organização, sob forma de apoios no continente africano, de um modo geral, e em Moçambique, particularmente.

“Paísescomo Moçambique precisam de expandir a produção do conhecimento científico de forma a aumentar o valor agregado e a produtividade em sectores-chave da economia. Esperamos que as parcerias criadas através de eventos como estes resultem em redes de conhecimento científico mais fortes, com o objectivo de apoiar agendas relevantes de pesquisa no país e entre países.

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As cidades de Maputo, Matola, Beira e Quelimane podem registar inundações durante a próxima época chuvosa, alerta a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), com suporte no prognóstico divulgado há dias pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

Perante tal cenário, Agostinho Vilanculo, hidrologista da DNGRH, recomenda que as autoridades locais se desdobrem na limpeza de valas de drenagem e sarjetas, de modo a permitir um rápido escoamento das águas pluviais. Considera, igualmente, fundamental que se desobstruam os corredores de circulação e as bacias de retenção.

Contudo, em Maputo e Matola, por exemplo, há muitas famílias que se fixaram em zonas baixas e outras áreas vulneráveis a inundações, acabando por ser ciclicamente afectadas, em praticamente todas épocas chuvosas.

A antevisão, apresentada num fórum sobre a matéria, realizado na semana passada em Maputo, indica que a região Norte do país poderá ser assolada por chuvas normais com tendência para acima do normal. No Sul, a indicação é para uma precipitação normal, com tendência para abaixo do normal.

Para Agostinho Vilanculo, a situação pode vir a causar embaraços nalguns centros urbanos, caso medidas adequadas não sejam tomadas em tempo útil, como por exemplo a limpeza das valas de drenagem.

Segundo Vilanculo, pela primeira vez foi feita uma análise que alerta sobre a ocorrência de erosão derivada das chuvas em zonas como Xai-Xai, Chibuto, Nacala, Pemba, Alto-Molócuè, Gilé, Guruè e Maxixe.

Com esta informação em mãos, as autoridades daquelas áreas são agora chamadas a mobilizar esforços visando proteger as encostas e conter o deslizamento de terras.

No geral, as chuvas previstas para o período de Outubro a Dezembro deste ano apresentam um baixo risco de cheias em todo o território nacional, com a excepção de algumas bacias hidrográficas do norte e centro, onde a ameaça é moderada.

Porém, este cenário poderá mudar de Janeiro a Março do próximo ano, altura em que há fortes probabilidades de cheias no norte do país, concretamente nas bacias de Megaruma e Messalo.

No Centro, com destaque para a bacia do Licungo, o risco é moderado.

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Académicos e estudantes participantes da primeira Conferência Internacional de Educação e Psicologia, recentemente promovido pela Universidade Pedagógica, em Nampula, consideram que este evento teve uma enorme relevância e destacaram o papel social que a instituição desempenha. Leia mais

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