Domingo, 14 Julho, 2024
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UNIÕES PREMATURAS: Devolvida aos pais por não conceber

Por Jornal Notícias
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M. FRANCISCO é uma adolescente de 17 anos de idade que actualmente frequenta a sétima classe, na Escola Básica 25 de Junho, na cidade de Nampula. É a terceira filha, natural de Ribáuè.

Contou à Reportagem do “Notícias” que aos 15 anos de idade os pais a obrigaram a se “casar” com um jovem de 39 anos, também natural daquele distrito, alegando que o mesmo iria lhe proporcionar melhores condições de vida, inclusive os progenitores dela, que dependiam, somente da actividade agrícola.

Na altura, M. Francisco frequentava a quinta classe. Viu-se, como consequência, obrigada a abandonar os estudos para cuidar do lar e do seu marido. Não chegou a ter filhos, por factores que ela desconhece, e, devido à dificuldade de conceber, o marido decidiu, depois de um ano, devolvê-la aos pais.

Já na casa dos progenitores, a rapariga decidiu rumar para a cidade de Nampula, com ajuda dos tios paternos, onde actualmente reside, com o objectivo de dar continuidade aos estudos interrompidos. O sonho de M. Francisco era de um dia ser enfermeira.

Com lágrimas nos olhos, a nossa entrevistada repudiou a atitude de muitos pais que olham para filhas como solução para problemas financeiros da família. Ela não deseja que alguma rapariga experimente o que passou, apelando à sociedade para que essas práticas sejam abandonadas e deixe a rapariga prosseguir com os seus sonhos.

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